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Crédito puxa a expansão do agronegócio no ES; conheça as linhas

Com recursos de financiamento, agricultores ampliam produção para atender ao aumento da demanda. Saiba quais são os bancos e os tipos de empréstimos oferecidos

Tempo de leitura: 12min
Publicado em 15/06/2022 às 13h15
Dinheiro em moedas
Produtores rurais contam com financiamentos bancários para expandir produção ou comprar equipamentos agrícolas. Crédito: master1305/Freepik

Samantha Dias

Fortalecer atividades agrícolas já consolidadas, incentivar novas culturas e criações, aumentar a produção e financiar tecnologias sustentáveis no campo. Esses são os principais objetivos do Plano Safra, uma iniciativa do governo federal voltada a financiar a produção rural brasileira.

Do total de R$ 251 bilhões previstos no Plano Safra 2021/2022, pouco mais de R$ 177 bilhões são destinados ao custeio (despesas normais dos ciclos produtivos) e comercialização (para o produtor ter a opção de escolher a melhor época do ano para vender, agregando valor). Outros R$ 73 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), serão para investimentos, aplicações em bens ou serviços cujos benefícios se estendam por vários períodos de produção.

Entre os maiores incentivos financeiros em nível nacional para a agropecuária, as linhas de crédito do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ajudam o produtor - pequeno, médio e grande - a garantir as atividades produtivas para atender à demanda brasileira e de exportações.

Foi por meio de linha de crédito oferecida pelo Banestes que João Batista Faé conseguiu custear, há mais de 10 anos, o plantio de café em sua propriedade, em Rio Bananal.

“Da primeira vez, recorri à linha de crédito de custeio e comprei adubo e inseticida. Manter a lavoura dá muito gasto e o dinheiro ajudou. Depois, saiu também a linha de crédito para investimento e, mais uma vez, recorri ao banco para investir em café e pimenta”, contou o produtor de 65 anos, que, das duas vezes, acessou o crédito do Pronamp.

Satisfeito com os resultados obtidos e interessado em adotar modelos sustentáveis, João conta que pretende, em breve, acessar um novo financiamento para instalar placas solares em sua propriedade. Nos últimos anos, surgiram linhas de crédito voltadas especificamente para financiar métodos sustentáveis de produção.

O diretor-presidente do Banestes, José Amarildo Casagrande, disse que faz parte do compromisso do banco manter o incentivo à produção agrícola, fomentar parcerias e oferecer as melhores condições de mercado para o crescimento do setor. 

José Amarildo Casagrande, presidente do Banestes, afirma que banco vai agilizar liberação de recursos para empresários
José Amarildo Casagrande, presidente do Banestes, afirma que banco vai agilizar liberação de recursos para empresários. Crédito: Ademir Ribeiro/Secom

José Amarildo Casagrande

Presidente do Banestes

"As produções agrícola e pecuária são essenciais no desenvolvimento econômico e na geração de renda no Estado"

No Brasil, existem diferentes linhas de crédito rural disponibilizadas por bancos públicos e privados e por cooperativas de crédito, que financiam com recursos próprios e de repasses do governo federal. Alguns fatores, como a atividade exercida, o tamanho da propriedade, a renda média e a finalidade de aplicação do dinheiro, vão definir em qual programa o produtor poderá solicitar o financiamento. É necessário apresentar um projeto à instituição financeira com informações sobre a destinação dos recursos e o prazo de pagamento, entre outros detalhamentos.

Da agricultura familiar às agroindústrias, há linhas de crédito possíveis. O Banco do Nordeste, por exemplo, informou que, para a agricultura familiar capixaba, disponibilizou R$17 milhões em 2021 e R$ 10 milhões em 2020; para mini e pequenos produtores foram R$ 91 milhões em 2021 e R$ 68 milhões em 2020; e para o segmento de agronegócio pessoa física foram R$ 31 milhões em 2021 e R$ 21 milhões no ano anterior.

Já no Sicoob, de acordo com o gerente de crédito e agronegócio, Eduardo Ton, o volume de crédito liberado em 2020 foi de R$ 465,1 milhões e, em 2021, R$ 698,6 milhões. Nos dois últimos anos, foram 4.800 contratos firmados em cada ano.

A Caixa Econômica Federal, por sua vez, aponta que em 2021 foram R$ 16,8 bilhões e mais de 9 mil contratos de crédito rural. O banco informa que está com a oferta de R$ 35 bilhões por meio do Plano Safra 2021/2022. Desse montante, R$ 7 bilhões são recursos equalizados pelo governo federal e R$ 28 bilhões, próprios.

Além disso, a instituição anunciou a abertura de 100 novas unidades no Brasil especializadas em agronegócio, sendo uma no Espírito Santo.

No Banco do Brasil, foram R$ 92,5 bilhões contratados na safra de 2019/20, e R$ 114 bilhões, em 2020/21.

Mas não é só a partir de investimentos públicos que o agro vem se fortalecendo. Na opinião do sócio e responsável pelo setor do agronegócio do Banco de Investimentos da XP, Pedro Freitas, o setor vem ganhando uma relevância grande também na visão dos investidores e isso aconteceu principalmente por dois motivos.

“O primeiro é a necessidade de produção de alimentos. A demanda vem crescendo muito. Então, existe a perspectiva de que a produção aumente ainda mais para suprir esse gargalo e, junto a isso, a oferta no setor. O segundo ponto são os biocombustíveis que vêm ganhando importância em conversas mundiais. Esses dois pilares são essenciais para sustentar essa percepção positiva que há pelo agronegócio hoje e que deve se manter no médio e longo prazos”, avalia Freitas.

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