A Linha Verde, criada em 2023 com a ampliação da Terceira Ponte, é de uso exclusivo de motocicletas, ônibus, táxis, caminhões pequenos e veículos de emergência. Mas já foram registradas algumas ocorrências graves, como a morte de um motociclista nesta quarta-feira (4), causadas por motoristas de veículos que não poderiam estar ali.
O próprio condutor afirmou que direcionou o carro para a faixa mais à direita para fugir de um engarrafamento e não percebeu a aproximação do motociclista, um contador de 60 anos, que acabou sendo lançado para a Ciclovia da Vida após o impacto e não resistiu.
Não foi a primeira vez: em 2024, outro motociclista foi lançado após um carro invadir a faixa, só que ele acabou caindo na rua, em Vila Velha. Ele morreu uma semana depois. Alguns meses depois, outro motociclista foi parar na ciclovia após colisão com carro, mas sobreviveu.
A Linha Verde foi criada para dar mais agilidade ao transporte público e também para dar mais segurança aos motociclistas, mas esses casos mostram que há vulnerabilidades sobretudo pela imprudência dos motoristas que fazem uso indevido dela. Transitar pela faixa exclusiva é uma infração gravíssima, sujeita a multa, mas nem isso impede que motoristas sejam flagrados nessa situação quando se atravessa a ponte.
Para tentar driblar a restrição, já houve registro até de motoristas utilizando giroflex para se enquadrarem como veículos de emergência e poderem fazer uso da via. A fiscalização tem de ser rigorosa para que quem acha certo esse tipo de atitude não continue tendo brechas. A impunidade é um estímulo às infrações de trânsito.
A faixa exclusiva pode ser aberta para todos os veículos em situações excepcionais, como em casos de acidentes e obstruções na via, mas para isso precisa ser devidamente sinalizada pelas autoridades. Não é uma opção quando o trânsito está mais lento, por mais que os motoristas enxerguem algum tipo de justiça nessa atitude: as regras existem e precisam ser cumpridas para garantir a segurança de todos que trafegam pela via.
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