Depois de mais de dois anos de obra, muitos adiamentos, a obra de ampliação de faixas da Terceira Ponte e construção da Ciclovia da Vida foi inaugurada no último dia 27 de agosto.
Todos aguardavam ansiosamente essa inauguração, que foi marcada por muita comemoração, show de luzes e drones, chuva e asfalto desmanchando. Sim, durante a inauguração o asfalto da Terceira Ponte já apresentava um grande desnível na faixa da direita, no sentido Vitória x Vila Velha.
Infelizmente, o capixaba já está acostumado com esse tipo de asfalto, padrão Av. Leitão da Silva.
No caso da Terceira Ponte a solução parece ser simples. Basta ao Consórcio Ferreira Guedes Metalvix, contratado e responsável pela obra na Terceira Ponte, promover os imediatos reparos. Afinal de contas, a obra foi entregue com defeito, não sendo razoável que não o faça.
A razoabilidade, no entanto, parece não fazer parte do compromisso do referido consórcio, que, por sua vez, já informou ser da Rodosol a responsabilidade pela manutenção do asfalto. Curiosamente, a Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) confirmou tal posição.
A Rodosol tem pensamento diferente e entende que cabe ao consórcio e ao Estado do Espírito Santo a reforma.
Como se sabe, a Rodosol é a concessionária. A concessão é um instrumento no qual o poder concedente, neste caso o Governo do Estado, atribui determinado serviço público à iniciativa privada, devendo sempre ser observado os direitos do usuário, assim como o equilíbrio econômico-financeiro junto à concessionaria.
Mas qual o motivo da recusa em realizar a manutenção do novo asfalto?
No momento em que a empresa disputou a concessão para exploração da Terceira Ponte havia apenas 4 faixas e agora há 6, além da ciclovia, o que vai requerer mais manutenção e fiscalização. Diante dessa situação, o equilíbrio econômico-financeiro fica abalado, não sendo possível responsabilizar apenas a Rodosol quanto as manutenções corretivas decorrentes dessas falhas.
Neste embate de posições entre Estado do Espírito Santo, Consórcio Ferreira Guedes Metalvix e Rodosol, não faltam potenciais responsáveis. O que não se espera que o anunciado jogo de empurra deságue no prejuízo ao cidadão, que faz uso do serviço público remunerado mediante pedágio pago à concessionária.
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