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Das batucadas ao Vital: transformações marcam as coberturas dos carnavais da Grande Vitória

Em 95 anos, Rede Gazeta acompanha as evoluções das folias capixabas. Personagens e história da festa ganham destaque

Publicado em 16 de Setembro de 2023 às 09:36

Publicado em 

16 set 2023 às 09:36
Unidos da Piedade desfila em 11 de fevereiro de 1991
Unidos da Piedade em desfile no 11 de fevereiro de 1991 no Sambão do Povo Crédito: Chico Guedes/Arquivo A Gazeta
Lá em 1967, o jornal A Gazeta definiu o Carnaval de Vitória desta forma: "Muita animação e pouca confusão". Naquela época, a diversão acontecia nas avenidas Princesa Isabel e Jerônimo Monteiro, bem no coração da cidade. Desde então, as histórias de muitos personagens das comunidades capixabas foram contadas pela Rede Gazeta, em seu diversos veículos.
Quase 60 anos depois do início das coberturas, amantes da festa continuam a ganhar destaque, como os que são apresentados nesta reportagem, publicada neste fim de semana de Vital – carnaval fora de época que entrou na agenda cultural do capixaba e voltou em novo formato, agora no Sambão do Povo.
São trajetórias como a de Eduardo Silva Filho, de 78 anos, que sempre esteve ligado ao Carnaval tradicional da cidade, promovido em fevereiro ou março. O veterano cresceu entre os foliões, já que seu pai foi um dos fundadores da famosa batucada Chapéu do Lado, no Morro da Fonte Grande.
"Antigamente, era batucada, né? Depois, acabou a batucada e entrou a escola de samba. Estou na Piedade desde os 10 anos de idade. Sou o mestre da cultura do Espírito Santo."
Eduardo Silva Filho - Veterano do Carnaval de Vitória
Outra personalidade importante de “A Mais Querida”, modo como a Unidos da Piedade foi apelidado, é Aroldo de Oliveira, o primeiro mestre-sala da escola. “Participei do primeiro desfile dela. Então, ela não tinha nada de uma escola de samba, não tinha alegoria… Era tudo novo”, lembra.
Aroldo de Oliveira, o primeiro mestre-sala da escola, ganhou destaque em páginas de A Gazeta
Aroldo de Oliveira, o primeiro mestre-sala da Piedade, em página de A Gazeta Crédito: A Gazeta
A festança também passou pela Reta da Penha, quando o Carnaval de Vitória ainda estava se formando. Só em 27 de fevereiro de 1987, a casa oficial do carnaval capixaba foi construída. Erguido em apenas 112 dias, o Sambão do Povo representa um marco na história do Estado ao abrir a avenida para os desfiles das agremiações capixabas.
Sambão do Povo, em 25 de fevereiro de 1987
Sambão do Povo é a casa do Carnaval de Vitória, seja fora de época, seja na data tradicional, em fevereiro ou março  Crédito: Nestor Muller
Por meio do carnaval, a Rede Gazeta criou um vínculo especial com a comunidade, momento em que as pessoas se juntavam para curtir a folia. Na época, o veículo trazia as principais informações da festa para o povo capixaba.
Matérias antigs de A Gazeta sobre o Carnaval de Vitória
Matérias de A Gazeta, ainda na versão impressa,  traziam a cobertura do Carnaval de Vitória de 1967 Crédito: Cedoc/A Gazeta
Ao longo do tempo, a Rede ampliou sua presença na cobertura. Durante os 95 anos, a empresa se transformou com o objetivo de se aproximar ainda mais do público e acompanhar as tendências da comunicação. A cobertura passou a ocupar outros produtos da mídia, com transmissões ao vivo na televisão e no g1, além das matérias exclusivas para os portais de entretenimento.
Quem acompanhou essas mudanças relembra como determinados momentos eram especiais. Figura ativa no cenário capixaba, Márcio Drumond, ex-diretor de casais da Novo Império, começou a desfilar nas escolas de samba em 1998. 
"Era uma sensação muito legal para a gente. Desfilar e no outro dia correr para a  padaria para comprar o jornal e ver se nossa cara estava ali em alguma foto."
Márcio Drumond - Ex-diretor de casais da Novo Império
Márcio testemunhou a evolução na forma como a festa é coberta. Ele viu a migração do jornal impresso para a era digital, mas continuou a buscar os registros pelos novos meios. “Em 2022, foi uma emoção muito grande. A gente ficava no site procurando [as informações]", diz.

Fim de semana de Vital

Em 2022, o Sambão do Povo passou a ser casa do Vital – carnaval fora de época que fez sucesso nos anos 1990, na praia de Camburi,  reunindo grandes nomes do axé music. Diferentemente do tradicional carnaval de fevereiro, o evento ocorre neste mês setembro, proporcionando aos capixabas e aos turistas uma oportunidade adicional de vivenciar a alegria e a energia contagiantes da folia.
Quem se rendeu à folia na última sexta (15) – primeiro dia de programação – para colecionar memórias foi a enfermeira Larissa Zuqui,  de 26 anos. “Eu adoro carnaval, adoro festa, multidão… O Vital é uma forma de a gente reviver esse momento fora da época. No ano passado, não pude vir, mas neste ano quis viver essa experiência e me diverti muito.”
Na noite deste sábado (16),  as atrações são Beto Kauê e Flavinha Mendonça (19h30); Durval Lelys (21h30); Xanddy Harmonia (23h45); Tomate (1h45); Timbalada (3h45). Na sexta (15), comandaram a festa Alan Venturin e André Lelis, Bell Marques, Léo Santana e Banda Eva.
Alan Venturin abriu os trabalhos na primeira noite do Vital 2023, no Sambão do Povo
Alan Venturin abriu os trabalhos na primeira noite do Vital 2023, no Sambão do Povo Crédito: Vitor Gregório

Serviço

A estrutura do Vital é dividida em camarotes, arquibancada, lounges e área para o bloco. Cada setor tem entradas e abadás separados. Não poderá haver circulação entre os espaços, a não ser para quem tenha comprado mais de um setor. Mesmo assim, só poderá entrar no espaço se o folião estiver com o abadá e pulseira do local que deseja ir.
Vale lembrar que a Av. Dário Lourenço de Souza, a rua do Sambão do Povo, está totalmente interditada. Assim, só dará para chegar de carro até o Centro Cultural Carmélia ou até o Mar e Terra. Depois, o percurso até a Cidade do Vital deverá ser feito a pé.
Para entrar no Sambão do Povo, o folião precisará de ingresso, abadá e pulseira. Se comprou o combo, será necessário levar todos os itens citados de cada setor que irá frequentar no evento (ingresso, abadá e pulseira).
Mais informações sobre disponibilidade de ingressos em Lebillet.
Esta reportagem foi produzida por Breno Alexandre, Enzo Teixeira, Gabriel Mazim, Jessica Coutinho e Vitor Gregório, alunos do 26º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta. O conteúdo foi feito sob a supervisão da editora do programa, Andréia Pegoretti.

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