"Brasil teve muitas decepções com concessões", diz leitor sobre BR 262

Leilão da rodovia que corta o Espírito Santo está previsto para o início de 2021, mas obras de duplicação aina devem demorar

Publicado em 12/08/2020 às 13h53
Atualizado em 12/08/2020 às 13h53
Interdição no Km 22 da BR 262, em Viana
Interdição no Km 22 da BR 262, em Viana. Crédito: Fernando Madeira

A concessão da BR 262 à iniciativa privada entrou em sua última etapa, e a expectativa do Ministério da Infraestrutura é que o leilão ocorra já no primeiro trimestre de 2021. O projeto prevê obras de duplicação obrigatórias em quase toda a extensão da rodovia.

No trecho capixaba, que tem 180 km, são esperados 178,5 km de duplicação até o fim do contrato, que terá duração de 30 anos. A maior parte dessas obras só deve começar depois do 16º ano de concessão e terminar no 21º ano. Isso significa que, caso a empresa que vença o leilão comece a atuar já no ano que vem e siga corretamente o cronograma, a duplicação completa da BR 262 só deve ficar pronta em 2042.

Obras importantes de contenção de encostas, já que o deslizamento de terra e rochas coloca em risco os motoristas e é causa frequente de interrupção do tráfego na rodovia, ainda devem demorar.  A previsão é de que as intervenções em um trecho crítico da rodovia no Espírito Santo comece somente no sexto ano de contrato

Enquanto isso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realiza intervenções emergenciais de recuperação de trechos da BR 262, principalmente os afetados pelas fortes chuvas do fim de 2019 e início deste ano.

Está prevista a instalação de três praças de pedágio no Espírito Santo: em Ibatiba, Venda Nova do Imigrante e Viana. O valor inicial projetado para o pedágio nesses trechos será de R$ 7,41. 

O leilão da rodovia foi bastante discutido pelo leitores de A Gazeta. Enquanto uns comemoram a concessão, por representar modernização da via, outros criticam a demora para as obras e o valor do pedágio. Confira alguns comentários:

Melhor que nada. Já deveriam ter feito a concessão há 20 anos, hoje a gente não estaria discutindo isso. (João Victor Cavalcanti)

O Brasil teve muitas decepções com as concessões passadas, com empresas, que só recebiam o pedágio e não investiram nas rodovias! Torcer para conseguirmos uma boa concessão! (Antonio Souza Santos)

De onde eu moro, uma ida e volta para Vitória custará R$ 44,46. Imagina duas vezes por semana, R$ 88,92. Em um mês, R$ 355,68. Em um ano, R$ 4.268,16. Será que dói? (Samuel Liberato)

Vai demorar muito. O calendário só prevê duplicação a partir do 6º ano de pedágio? A 262 e a 381 são estradas com mais de 60 anos. Vão precisar de vários túneis e elevados para corrigir as curvas perigosas. (Raimundo Medeiros)

Com certeza as cabines de pedágio ficaram prontas em 15 dias, já a duplicação lá pra 2100. (Gustavo Silva)

Só no Brasil mesmo cobrar antes de duplicar as rodovias, já não chega a BR 101 que já estamos pagando por vários anos e até agora são poucos trechos de estradas concluída. (Ronaldo Carvalho dos Anjos)

Pago com prazer! Essa é a saída para nossas estradas sucateadas e inseguras! (Luiz Felipe Diir Pacheco)

Eu pago se eles se comprometerem com duplicação ou obras de melhoria imediatas, caso contrário nem vale a pena usar uma pista ruim pagando. O maior problema é a duplicação. Se não fizerem a licitação direito, vai dar brecha para enrolar igual a Eco101 fez e está fazendo. (Kevin Fontoura)

Mas será igual a BR 101, que já era pra ter 90% do trecho duplicado e hoje não temos nem metade? E pior todo ano o reajuste ocorre nas datas previstas. (Yghor A. Ricardo)

Se os pontos são críticos deveriam ser os primeiros, a menos que ele só iniciem os trabalhos depois de seis anos. Na 101 até pode se falar que não iniciaram. (Eder Jose Braganca Oliveira)

Vão esperar o Dnit entregar o trecho pronto de presente para eles igualmente fizeram com a Rodovia do Contorno, com as obras com preços elevados, como no trecho da Casa da Bica e o Trevo de Paraju, que eles estavam mexendo. Enquanto nós, de modo geral, formos marionetes, os governantes vão fazer isso. Cadê o dinheiro do IPVA e dos impostos de combustível, entre outros? Já que temos que pagar pelas estradas, então tirem o imposto dos veículos. (Heraldo P. Machado)

Isso é para quem glorifica a privatização dos serviços públicos. Estão reclamando do preço do pedágio e do número de praças por trecho? Ora, amigos, isso é privatização. Esse é o plano do governo federal para o Brasil. (Vitor Siqueira Pereira)

Eu vim 30 anos do futuro e não existe duplicação nenhuma da BR 262 e o Palmeiras continua sem Mundial. (W.H. Gavazza)

Parece até uma piada duplicação em 21 anos. Coisas que só acontecem no Brasil… mais uma vez o nosso Estado sendo sabotado na logística. Daqui a 21 anos nem sabemos se ainda existirão carros, caminhões etc. (David Carvalho de Oliveira)

Na Terceira Ponte seriam 25 anos de pedágio... quando deram os 25 anos, fizeram “mágicas” para o povo continuar a pagar. (Francisco Simões)

Cobrança é o que as concessionária das rodovias sabem fazer de melhor. Melhorá-las é que são elas. (Maria Nazaré Longue Wyatt)

Pagarei feliz. Pelo menos a estrada será cuidada e teremos de quem reclamar. Tem gente reclamando como se a BR estivesse boa... ilusão! Ah, o governo não tem dinheiro. Caso ele queira investir, vai aumentar imposto... você paga do mesmo jeito, às vezes até mais! (Márcio P. Borba Onêda)

Sempre um absurdo esses pedágios, e as melhorias só vêm uns 5 a 10 anos após a concessão. A não ser que o Estado faça as melhorias com o dinheiro público primeiro e depois faça a concessão, ou seja, somos cobrados duas vezes! Brasil sendo Brasil. (Renato Almeida)

Eu só pago o pedágio da BR 262 se prometerem que a estrada vai ficar igual à Rodovia dos Imigrantes em São Paulo! A rodovia duplicada possui 44 viadutos, 7 pontes e 14 túneis, linda demais! (Andre L. Vellani Prudencio)

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