Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Em pauta na Câmara

Veja como deputados do ES se posicionam sobre a "PEC da Blindagem"

Proposta restringe a prisão em flagrante de parlamentares e outras medidas, como uso de tornozeleira. Na votação da admissibilidade da PEC – para decidir se ela deveria ser analisada – foram cinco votos a favor e cinco contra

Publicado em 25 de Fevereiro de 2021 às 15:18

Rafael Silva

Publicado em 

25 fev 2021 às 15:18
Bancada do Espírito Santo na Câmara dos Deputados
Bancada do Espírito Santo na Câmara dos Deputados: Neucimar Fraga; Ted Conti; Helder Salomão; Soraya Manato; Norma Ayub; Felipe Rigoni; Amaro Neto; Lauriete; Josias da Vitória e Evair de Melo. Crédito: Câmara dos Deputados
Depois de aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe a prisão em flagrante de  parlamentares – que vem sendo chamada de PEC da Impunidade – na última quarta-feira (24), a Câmara dos Deputados deve votar nesta quinta-feira (25) o mérito do texto, ou seja, a questão principal da proposta, que deve passar por ajustes. Este era o único item, até o fim da manhã, na pauta do plenário.
Como os líderes da Câmara passaram a manhã em uma reunião para definir os ajustes a serem feitos na proposta, os parlamentares que representam o Espírito Santo, em sua maioria, ainda estão aguardando o texto final para se posicionarem. Dos dez deputados da bancada capixaba, apenas Felipe Rigoni (PSB) foi categórico ao afirmar que é contra a alteração no artigo da Constituição que versa sobre a imunidade parlamentar.
Como os líderes da Câmara passaram a manhã em uma reunião para definir os ajustes a serem feitos na proposta, os parlamentares que representam o Espírito Santo, em sua maioria, ainda estão aguardando o texto final para se posicionarem.
Na quarta-feira, ao votarem se a PEC deveria ser discutida ou não pela Câmara, os capixabas se dividiram. Cinco deles votaram contra a admissibilidade, ou seja, para que a proposta não fosse nem debatida pela Casa. Foram eles Felipe Rigoni (PSB), Helder Salomão (PT), Lauriete (PSC), Neucimar Fraga (PSD) e Ted Conti (PSB). Ainda assim, não quer dizer que todos eles vão votar contra a proposta após as alterações a serem feitas.
Helder, Ted e Neucimar criticaram o texto apresentado, mas aguardam o posicionamento da relatora designada na última sessão, Margarete Coelho (PP-PI), para definir como votarão.
Entre os que votaram a favor da admissibilidade – Josias da Vitória (Cidadania), Soraya Manato (PSL), Norma Ayub (DEM), Amaro Neto (Republicanos) e Evair de Melo (PP) – nenhum deles manifestou como vai votar no mérito e também aguardam uma decisão sobre as possíveis mudanças no texto.
A deputada Margarete, que ficou responsável por promover ajustes no texto a fim de conquistar um consenso na Câmara, já adiantou que vai fazer mudanças em alguns pontos, como aqueles que tratam da inelegibilidade e as condições para a prisão em flagrante.
Entre os principais pontos do texto original da PEC está a proibição da prisão cautelar por decisão monocrática, ou seja, de um único ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como ocorreu com o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), cuja prisão foi decretada inicialmente pelo ministro Alexandre de Moraes e referendada depois pelo plenário da Corte.
A proposta também restringe a prisão em flagrante a casos citados explicitamente pela Constituição, como racismo, crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático.

O QUE DIZEM OS DEPUTADOS DO ES

O deputado federal Felipe Rigoni, também da bancada capixaba, manifestou-se nesta quarta sobre o tema e disse que a "discussão sobre imunidade parlamentar não é uma prioridade". Ele afirma que votará contra a iniciativa.
Neucimar Fraga afirmou ter sido "surpreendido" com a apresentação da proposta. Em reunião com a bancada do partido na quarta-feira, ele questionou os pontos propostos e tem debatido com seus correligionários para que o PSD retire o apoio à PEC. "Não podemos cometer este erro. Sugiro que a PEC seja retirada de pauta para que seja elaborada uma proposta mais adequada e, assim, evitarmos uma série de emendas posteriores."
Helder Salomão, por sua vez, afirmou que a PEC "cria diversas amarras que dificultam a atuação do Poder Judiciário em face de eventuais abusos e até mesmo crimes perpetrados pelos Congressistas". "Defendo a constituição de uma comissão especial para discutir a matéria, melhorar o texto no sentido de delimitar de forma mais clara os limites da imunidade parlamentar, mas sem criar amarras para a atuação do Judiciário na coibição e punição de eventuais crimes", registrou, por meio de nota enviada à reportagem.
Norma Ayub, que foi uma das que assinaram para que a PEC fosse colocada em pauta, disse que ainda está estudando a matéria e não definiu como vai votar. "Apoiei a admissibilidade para colocar em discussão e participar dos debates, e assim ter a oportunidade para aperfeiçoarmos o texto. Vou seguir estudando a matéria e aguardar a reunião de líderes", disse, nesta quinta-feira (25), em nota.
Ted Conti também não definiu como vai votar, mas criticou a forma como a proposta foi apresentada, "a toque de caixa", segundo ele. Ele disse que esse formato impede que os parlamentares possam fazer uma análise mais profunda antes de votar. "Acredito que a imunidade parlamentar deve se restringir apenas aos temas relacionados ao exercício do mandato, de forma a garantir ao deputado uma segurança para legislar e fiscalizar. No entanto, se um deputado comete crime, ele deve responder pelos seus atos e não pode estar protegido para violar a lei brasileira", pontuou, nesta quinta.
Da Vitória, Amaro Neto e Soraya disseram que não decidiram o voto e aguardam a apresentação do novo texto para se posicionarem.
A reportagem procurou os dez parlamentares da bancada para saber como se posicionam sobre o texto, mas não obteve respostas de Evair de Melo e Lauriete.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Mislene de Jesus (destaque) colidiu com um carro em Vila Velha
Vídeo mostra acidente de moto que matou mulher em cruzamento de Vila Velha
Imagem de destaque
Dia Mundial da Asma: conheça os riscos da falta de tratamento
Sesc Domingos Martins vai reforçar quadro de pessoal para alta temporada
Mutirão de emprego em hotel tem vagas com salários de até R$ 4 mil no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados