O prefeito de Vitória,
Lorenzo Pazolini (Republicanos), sancionou lei municipal que estabelece um "feriadão" na Capital a partir desta terça-feira (30). A sanção foi publicada no diário oficial nesta segunda-feira (29).
De acordo a justificativa do projeto, o objetivo é aumentar o isolamento físico entre as pessoas em um momento crítico da pandemia de
Covid-19 no Espírito Santo: “A urgente necessidade de isolamento social, como medida preventiva e com a finalidade de desafogar os hospitais e unidades de saúde, nos faz antecipar feriados municipais em razão de medidas de combate à disseminação da pandemia do coronavírus”.
Somadas ao feriado de Sexta-feira da Paixão, na próxima sexta-feira (02), e ao fim de semana, as datas formam um megaferiado de seis dias na Capital. A cidade deixa também de ter três feriados prolongados durante o ano.
A medida tem o objetivo de evitar que pessoas se desloquem e se aglomerem em pontos turísticos no feriado.
A decisão vale para todo o Estado, mesmo nos municípios que não anteciparam os feriados. Ou seja, supermercados e padarias poderão funcionar normalmente em todo o Espírito Santo em dias de feriado.
Durante a missa no último sábado (27), o religioso classificou a atitude de Pazolini como "indelicadeza e falta de educação", dizendo que o povo católico foi tratado como um "bando sem rumo, sem direção, como um qualquer" e por alguém que "se diz católico".
O prefeito, por sua vez, compartilhou em sua rede social uma publicação antiga da própria Arquidiocese de Vitória. Na imagem está escrito "Se dermos ouvidos às críticas, nada faremos e, mesmo assim seremos criticados". O republicano apenas repostou a publicação de cerca de 15 semanas atrás, sem escrever nenhuma legenda.
Decisões semelhantes foram tomadas em outras capitais. Em
São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) antecipou cinco feriados para tentar frear o contágio da doença na capital paulista. A decisão gerou desconforto com o governador
João Doria (PSDB) e prefeitos da região litoral de São Paulo, que se preocupam com a aglomeração nas praias durante o período.
Doria criticou o prefeito, dizendo que "faltou bom senso" na decisão. Covas, por sua vez, rebateu que "o senso que falta é o senso de urgência".
Já no
Rio de Janeiro a decisão de antecipar as datas comemorativas vale para todo o Estado. Por decisão do governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), foi decretado feriado entre os dias 26 de março e 4 de abril. O mesmo decreto proibiu a permanência de pessoas nas praias, mesmo para banho.