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Pazolini é o candidato com mais recursos para fazer campanha no ES

Maior parte dos recursos recebidos pelo candidato a prefeito de Vitória foi repassada pelo partido dele, o Republicanos e vem do Fundo Eleitoral. Campanhas no Espírito Santo já arrecadaram mais de R$ 32 milhões

Publicado em 28/10/2020 às 06h01
O candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos), em campanha eleitoral, em Vitória
O candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) em campanha eleitoral, em Vitória. Crédito: Reprodução/Facebook

Candidato à Prefeitura de Vitória, o deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem a campanha que mais arrecadou no Espírito Santo, com uma receita de R$ 1,145 milhão, de acordo com a primeira prestação de contas parcial registrada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados foram gerados no último dia 25, após um mês do início das campanhas. 

A maior fatia dos recursos para a campanha de Pazolini foi repassada pelo partido Republicanos, vindo da direção nacional e da estadual pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, o Fundo Eleitoral. Só por esta fonte foram repassados, ao todo, R$ 1,14 milhão. O candidato recebeu ainda R$ 5 mil de pessoas físicas.

Depois dele, os que mais arrecadaram foram o candidato a prefeito da Serra, Fábio Duarte (Rede), com R$ 754,4 mil, e a candidata a prefeita de Vitória, Neuzinha, com R$ 753 mil. (Veja no infográfico abaixo)

Considerando os recursos arrecadados por todos os candidatos a prefeito e a vereador no Espírito Santo até agora, as campanhas eleitorais no Estado receberam R$ 32,6 milhões, sendo que 61,07% desses recursos chegaram via partidos políticos, ou seja, trata-se de recursos públicos.

A segunda maior fonte de financiamento foram as doações de pessoas físicas, que representaram 19,06% e, depois, os recursos próprios dos candidatos, que foram 14,8%.

Entre os partidos, o PSB do governador Renato Casagrande foi o que distribuiu o maior volume de recursos: 93 candidatos receberam, juntos, R$ 3,36 milhões. Em seguida vem o Republicanos, partido do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, com R$ 2,4 milhões para 29 candidatos. Os dois partidos também foram os que mais lançaram candidatos em todo o Estado, em 2020. 

No PSB, os candidatos a prefeito de municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória ficaram com as maiores quantias. A maior foi para Sérgio Sá, candidato em Vitória, que ficou com R$ 550 mil do partido.

Depois, vêm Victor Coelho, candidato à reeleição em Cachoeiro de Itapemirim, com R$ 400 mil, Gedson Merízio, de Guarapari, com R$ 360 mil, Bruno Lamas, da Serra, com R$ 350 mil, e Saulo Andreon, de Cariacica, com R$ 300 mil. 

No Republicanos, Pazolini foi quem arrecadou o maior valor do partido, seguido por Hudson Leal, candidato em Vila Velha, que recebeu R$ 400 mil. 

PT e o PSL, que são os partidos que recebem as maiores quantias na divisão do fundo eleitoral, nacionalmente, no Espírito Santo, por enquanto, estão na 8ª e 10ª posição entre as siglas que mais deram recursos a seus candidatos. Os critérios do fundo eleitoral consideram o número de deputados federais eleitos para a Câmara. Depois, cabe às cúpulas partidárias definir quem vai receber a verba pública e em que montante.

Criado pelo Congresso em 2017 como alternativa à proibição do financiamento eleitoral por empresas, o fundo é utilizado para custear as campanhas políticas pela segunda vez, e distribuirá R$ 2,035 bilhões nas eleições municipais deste ano.

RECURSOS PRÓPRIOS

Na análise sobre os recursos doados pelos candidatos a suas próprias campanhas, que somaram R$ 4,8 milhões no Espírito Santo, o valor médio foi de R$ 2.470,00. As doações vão de R$ 10 a R$ 152 mil, montante aplicado pelo deputado estadual Marcos Garcia (PV) em sua campanha para prefeito de Linhares.

Garcia também foi o que registrou o maior valor em patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Os candidatos podem fazer gastos eleitorais do próprio bolso, limitados a 10% do teto de gasto do cargo em disputa.

Os recursos podem ser destinados às campanhas por cheque, transferência eletrônica, outros títulos de crédito e também em dinheiro vivo, seja em espécie, ou por depósito de dinheiro em espécie.

Uma outra possibilidade é a de "recursos estimados", que é o quando algum apoiador cede a utilização de algum bem móvel ou imóvel, ou mesmo presta serviços diretamente à campanha, e registra o valor dessa doação estimada em dinheiro. Esse valor estimado, porém, não pode ultrapassar R$ 40 mil.

As doações feitas em dinheiro em espécie aparecem nas prestações de contas de 49 candidatos do Espírito Santo e somam, até agora, R$ 181,9 mil. Os recursos foram repassados pela direção de partidos e por pessoas físicas.

O maior deles foi para a candidata a prefeita de Guarapari Fernanda Mazelli (Republicanos), que tem um registro de  recebimento de R$ 50 mil da direção nacional do partido, em dinheiro. Depois dela, vem Emmanuel de Aquino (PDT), candidato a prefeito de Itarana, que recebeu R$ 20 mil, também do partido. 

Há um limite para as doações de pessoas físicas e de recursos próprios em "dinheiro vivo", estabelecido pelo TSE. Uma resolução do ano passado proíbe doações em espécie, de terceiros e do próprio candidato, superiores a R$ 1.604,10.

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