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Governadores querem apoio de Congresso e STF em nova frente contra a Covid-19

O governador Renato Casagrande e outros representantes se reunirão com o presidente da Câmara, Arthur Lira, nesta terça-feira (2) para falar sobre compra de vacinas e ajuda aos Estados que sofrem com terceira onda da doença

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 01/03/2021 às 21h33
Governador Renato Casagrande em coletiva de impresa no Palácio Anchieta
Governador Renato Casagrande em coletiva de imprensa no Palácio Anchieta. Crédito: Fernando Madeira

Com a ausência de protagonismo do governo federal nas ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19, os governadores querem que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) apoiem a aceleração do plano de vacinação e o reequilíbrio do orçamento da Saúde dos Estados, que sofrem com uma "terceira onda" de Covid-19.

Para esta terça-feira (02) está agendada uma reunião dos líderes estaduais, incluindo o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), com Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados.

"A pauta é Covid, especialmente o orçamento. Mas também queremos do Congresso uma coordenação nacional que envolva os presidentes da Câmara e do Senado, pode envolver o STF, em um trabalho que ajude os Estados a enfrentarem este momento de crescimento da pandemia. Temos praticamente 20 Estados com dificuldades em atender os pacientes, sem UTIs", afirmou Casagrande na tarde desta segunda-feira (1). No último final de semana, a ocupação nas unidades intensivas da rede pública superava os 80% em 17 Estados e no Distrito Federal.

Diante de uma terceira onda da doença em vários locais do país, que elevaram a média diária de mortes aos 1,2 mil, o presidente Jair Bolsonaro minimizou no domingo a falta de leitos, dizendo que "a saúde no Brasil sempre teve seus problemas" e que a "falta de UTIs era um deles é certamente um dos piores".

VACINAÇÃO

A vacinação, que avança lentamente no país, também será tema da conversa. Nesse sentido, os governadores acreditam que o Congresso possa auxiliar no processo de articulação internacional para a disponibilização de mais doses do imunizante.

Os líderes estaduais querem fazer contratos com laboratórios que ainda não têm vínculo com o Ministério da Saúde e disponibilizar as doses para acelerar a vacinação da população.

Também em Brasília, eles planejam visitar a fábrica da União Química, que pretende fabricar a vacina russa Sputnik V no Brasil.

A Câmara dos Deputados já aprovou uma Medida Provisória que facilita a compra de vacinas contra a Covid-19. O texto aponta que Estados e municípios podem adquirir os imunizantes, caso a União não compre doses suficientes. A iniciativa seguiu o julgamento do STF, em que foi aprovada a compra e distribuição de vacinas contra Covid-19 caso o governo não cumpra o Plano Nacional de Imunização (PNI).

"O governo federal apresentou a proposta de vacinar até fim do ano e tem movimento nosso, de governadores e prefeitos, para ver se conseguimos antecipar um pouco o plano de vacinação", diz.

Apesar de criticar a gestão da pandemia promovida pelo governo federal até o momento, Casagrande nega que esteja sendo criado entre os governadores, Congresso e STF um "plano paralelo", sem a participação do Ministério da Saúde.

Ele garantiu que um representante da pasta também estará na reunião com o presidente da Câmara nesta terça.

"Não vamos propor uma coordenação nacional sem o governo federal. Esperamos que ele coordene. Enquanto não coordena, vamos pedir ao Congresso para que exerça esse papel, não uma coordenação, mas um papel de debate, de legislação. Os ex- presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, nos ajudaram", lembrou.

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