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Publicado em 1 de março de 2021 às 19:38
- Atualizado há 5 anos
O governador Renato Casagrande (PSB) criticou novamente a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia de coronavírus. Segundo ele, a falta de uma ação conjunta entre o presidente, o Ministério da Saúde e os entes federados, em especial neste momento em que há o agravamento da epidemia em diversos Estados, causa confusão na população, prejudica o combate à doença e tira o foco do que mais importa, que é salvar vidas. >
"Gostaríamos muito que tivéssemos uma coordenação nacional, que ajudaria a salvar vidas, não traria dúvidas na cabeça das pessoas. Nós, governadores, estamos tendo um trabalho mais exaustivo, mais intenso, por falta de coordenação nacional", apontou. >
Casagrande convocou coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (1) para esclarecer dados relativos aos repasses feitos pelo governo federal ao Espírito Santo em 2020, divulgados pelo presidente Jair Bolsonaro no Twitter no último domingo (28). >
Segundo ele, o volume de recursos relativos à pandemia de coronavírus que chegou ao Estado é cerca de um décimo do valor divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro. O restante se refere a repasses garantidos pela Constituição, que são obrigatórios e são transferidos todos os anos, e ao auxílio emergencial, que foi pago às pessoas físicas.>
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Bolsonaro publicou em sua rede social cifras que teriam sido pagas a cada ente, afirmando terem sido destinados ao Espírito Santo um total de R$ 21,6 bilhões. Segundo o governo do Estado, os valores recebidos pelo Espírito Santo e seus municípios em transferências extraordinárias da União em 2020, em função da pandemia, foram, na verdade, R$ 2,24 bilhões.>
Renato Casagrande (PSB)
Governador do Espírito SantoO governador lembrou ainda que a previsão dada pelo Ministério da Saúde para o fim da vacinação da população é dezembro deste ano, o que significa que o controle da doença ainda deverá ser feito pelo menos até o final de 2021.>
Enquanto isso, Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia, que vinham apresentando um contágio relativamente controlado, enfrentam atualmente o colapso dos sistemas de saúde. >
"Esse enfrentamento (entre o governo federal e os governadores) acaba gerando uma tragédia maior ainda na pandemia. Estamos perdendo 1,2 mil pessoas por dia no Brasil, é praticamente uma bomba atômica. Uma hora dessa tem que diminuir o tensionamento, diminuir o enfrentamento para tentar salvar vidas", afirmou. >
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