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Após resolução do PSB

Casagrande fala em 'estabilidade' e não apoia impeachment de Bolsonaro

PSB, partido do governador do ES, no entanto, aprovou, em junho, resolução que endossa o afastamento do presidente da República do cargo

Publicado em 17 de Julho de 2020 às 19:38

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 jul 2020 às 19:38
Vitória - ES - Governador do Estado, Renato Casagrande (PSB).
Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), no Palácio Anchieta após ter se recuperado da Covid-19 Crédito: Vitor Jubini
A Executiva nacional do PSB, sigla do governador do Espírito Santo, Renato Casagrandeaprovou, no mês passado, uma resolução que apoia o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Casagrande é secretário-geral do PSB e, de acordo com o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, o texto da resolução foi uma unanimidade, contou com o endosso, inclusive, do capixaba. De lá pra cá, no entanto, o governador não demonstrou muito entusiasmo pelo impeachment.
Ele evitou ter que escolher entre o papel de dirigente partidário e o de governador. No final do mês passado,  Casagrande chegou a avaliar, numa transmissão ao vivo feita pela Revista Istoé, que Bolsonaro trabalhava para aumentar o risco de ser impedido, o que o governador considerava pouco viável já naquele momento.
Na última quinta-feira (16), já recuperado após ter contraído Covid-19, ele recebeu a reportagem de A Gazeta no Palácio Anchieta. Com o devido uso de máscaras e distanciamento, por precaução. A entrevista completa será publicada neste sábado (18).
Questionado, então, sobre a resolução do PSB e se seria mesmo partidário do impeachment do presidente da República, Casagrande deixou claro que sua resolutividade, na prática, é outra.
Não só é favorável ao que chamou de “estabilidade”, como avalia, mais uma vez, ser pouco provável que o presidente seja afastado do cargo.
"A posição de defender impeachment é do partido. Eu, como governador, tenho que me afastar disso. É preciso que avaliemos que um presidente da República só sofre impeachment se perder apoio na sociedade e no Congresso. O presidente Bolsonaro tem ainda um apoio forte na sociedade e está conseguindo articular um apoio no Congresso Nacional. A luta política de um partido é para poder fazer o debate e mudar o comportamento do governo, mas não tem nenhuma perspectiva de impeachment do presidente da República", definiu.
Mas Casagrande torce para que tal perspectiva se viabilize?, perguntou a reportagem.
"Não. Torço para que as coisas se normalizem. Precisamos no Brasil de estabilidade. O presidente Jair Bolsonaro foi eleito para cumprir os quatro anos de mandato. Acho que a desorganização política nesses últimos anos tem prejudicado o país"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do Espírito Santo
O governador também disse não acreditar que Bolsonaro vá mudar de comportamento mesmo após ter declarado que foi infectado pelo novo coronavírus – o presidente minimiza a doença que já matou mais de 75 mil brasileiros em poucos meses – e também criticou o que chamou de politização da pandemia.

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