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Suspeitos de sequestrar gerente de banco e a namorada são presos no ES

Após um cerco no trevo de Campinho, em Domingos Martins, na BR 262, a polícia prendeu dois suspeitos de envolvimento no sequestro e roubo a uma agência bancária de Ibiraçu na última segunda-feira (6). Prisão ocorreu na noite desta quarta-feira (8)

Publicado em 09/07/2020 às 12h31
Atualizado em 09/07/2020 às 12h52
Charles, à esquerda, e Flávio, foram detidos na abordagem realizada em Domingos Martins
Charles (esquerda) e Flávio foram detidos na abordagem realizada em Domingos Martins. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Na noite da última segunda-feira (6), o gerente do Banco do Brasil de Ibiraçu, cidade do Norte capixaba, e a namorada dele passaram por momentos de pânico ao serem sequestrados por cinco criminosos que invadiram a residência deles e os fizeram reféns. No dia seguinte, após o sequestro, o grupo obrigou o funcionário do banco a esvaziar o cofre da agência e ameaçavam matar a mulher. De posse do dinheiro, os assaltantes fugiram e libertaram a namorada do gerente. Dois deles, contudo, acabaram presos na noite desta quarta-feira (8), no trevo de Campinhos, na entrada de Domingos Martins, com cerca de R$ 150 mil reais em espécie.

A ação que resultou na prisão dos suspeitos contou com a integração das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, como explicado pelo delegado José Lopes, superintendente de Polícia Especializada. Ele ainda detalhou como os sequestradores agiram antes de chegaram ao dinheiro.

"Na última segunda-feira à noite, por volta das 21h30, cinco elementos invadiram a casa do gerente do Banco do Brasil, em Ibiraçu, e sequestraram ele e a companheira. Eles foram conduzidos para um cafezal próximo e lá o casal foi separado. Os criminosos disseram que se ele (gerente) não entregasse o dinheiro que havia no cofre do banco ela seria morta. Eles passaram toda a noite com o gerente no cafezal e a moça foi levada para uma casa, mas ainda não se sabe que residência é essa", explicou o delegado.

DINHEIRO EM SACOLAS

Com o casal feito refém, os criminosos obrigaram o gerente a ir à agência no dia seguinte e ordenaram que ele agisse conforme as orientações que dadas a ele através do celular da própria mulher, mas repassadas por um dos envolvidos.

Com a dupla, a polícia recuperou cerca de R$ 150 mil levados da agência do Banco do Brasil de Ibiraçu
Com a dupla, a polícia recuperou cerca de R$ 150 mil levados da agência do Banco do Brasil de Ibiraçu. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

"Já na manhã do dia seguinte, por volta das 9 horas, eles pegaram o gerente, o levaram até a casa dele, passaram a informação de que ele deveria entrar no banco tranquilamente e colocar o dinheiro do cofre em sacos de lixo. Dessa forma, o gerente foi até o banco, fez conforme fora obrigado e no meio do caminho, a mando dos criminosos, ele jogou o saco com o dinheiro em um trecho da BR 101. Fazendo isso, a mulher dele seria libertada posteriormente. De fato ela foi libertada no Morro do Moreno (em Vila Velha) na sequência", salientou Lopes.

DESTINO: MINAS GERAIS

Com o dinheiro nas mãos dos criminosos, o Banco do Brasil, conforme informado pelo delegado em coletiva realizada nesta quinta-feira (8), acionou a polícia, que iniciou uma investigação de imediato.

"A diretoria do Banco do Brasil acionou a Delegacia Anti-Sequestro e a partir daí, numa operação integrada das polícias, começamos a fazer as investigações. Na quarta-feira à noite, a Polícia Militar logrou êxito ao prender dois envolvidos em uma camionete S10 e, com eles, foi encontrada uma quantia do dinheiro. Eles seguiam para Minas Gerais. A partir daí eles foram conduzidos. O que mais se destaca nessa investigação é a parceria da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal, com a Polícia Civil", complementou o delegado.

CERCO EM DOMINGOS MARTINS

Responsável pelo cerco aos criminosos em Domingos Martins, o comandante da 6° Cia Independente, Major Edinei, explicou que os policiais receberam a informação de que um veículo semelhante trafegava pela BR 262, e na noite de quarta-feira o mesmo foi abordado no trevo de acesso à cidade da Região Serrana.

"Recebemos a informação da inteligência da Polícia Militar de que uma caminhonete prata e estava prosseguindo pela BR 262 na direção da nossa região, entre Domingos Martins e Marechal Floriano. Montamos um cerco no trevo de Campinho. Ao chegar, o veículo tentou entrar na cidade e driblar nossa viatura, porém o carro acabou abordado cerca de um quilômetro depois, já na ES 465. Na abordagem eles se mostraram tranquilos, foram questionados sobre o que teria no veículo e informaram que havia uma quantia razoável de dinheiro, no valor de R$ 150 mil. O dinheiro estava lá de fato, inclusive com o lacre do Banco do Brasil. Os dois disseram que haviam vendido um imóvel na cidade de Lagoa Santa, em Minas Gerais, e estavam na casa de parentes no Norte do Estado. Depois contaram que estavam voltando para Minas pela BR 262", contou o major.

Responsáveis pela investigação e cerco, o major Edinei e o delegado José Lopes concederam coletiva nesta quinta-feira (09)
Responsáveis pela investigação e cerco, o major Edinei e o delegado José Lopes concederam coletiva nesta quinta-feira (09). Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Após a abordagem, os policiais separaram os dois homens abordados, identificados como Charles e Flávio, e observaram contradição no depoimento da dupla.

"Separamos eles e começamos a notar as contradições nas respostas. Eles estavam de posse de três celulares e um deles não conseguiu desbloquear um dos aparelhos, que pertencia à vítima, inclusive com a tela quebrada. Dali eles foram conduzidos para a delegacia assim como a S10 e o dinheiro. O veículo estava com a documentação regularizada e no nome do condutor de um deles. Por essa consulta apenas não teríamos logrado êxito, o trabalho integrado das polícias foi fundamental", finalizou o major.

A polícia vai prosseguir com as investigações do caso para tentar chegar ao trio que se encontra foragido, além de recuperar o restante da quantia.

A reportagem de A Gazeta demandou o Banco do Brasil para saber o posicionamento da instituição sobre o caso e explicar a quantia total levada da agência.

Em nota, a assessoria de imprensa do banco informou que "agência do Banco do Brasil de Ibiraçu, no Espírito Santo, retomou suas atividades nesta quinta-feira (9), após evento criminoso da última segunda-feira. O BB presta assessoria médica e psicológica ao gerente e familiares envolvidos na ocorrência. O Banco não informa valores subtraídos durante ataques criminosos às suas unidades e segue colaborando com as investigações policiais para a elucidação do caso".

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