ASSINE

"Beira ridículo e bizarro", diz vítima sobre soltura de preso 2 vezes no mesmo dia

O empresário Thiago Pereira Assayag, dono da clínica furtada duas vezes pelo mesmo suspeito em um único dia, disse ter medo de que o homem volte na clínica. O suspeito ganhou liberdade provisória nessa quarta-feira (08)

Publicado em 09/07/2020 às 10h40
Atualizado em 09/07/2020 às 10h58
Armando Sena, suspeito de furtar uma mesma clínica duas vezes, ganhou liberdade provisória
Armando Sena, suspeito de furtar uma mesma clínica duas vezes, ganhou liberdade provisória. Crédito: Reprodução/ TV Gazeta

Foi com indignação que o empresário Thiago Pereira Assayag, dono da clínica de fisioterapia furtada duas vezes pelo mesmo homem em um único dia, recebeu a notícia de que o suspeito tinha sido solto de novo, dessa vez por decisão da Justiça.

O empresário, que reforçou a segurança do estabelecimento em Vila Velha com grades após a ocorrência na última segunda-feira (06), disse ter medo que o suspeito volte na clínica.

"O prejuízo e o trauma só ficam para quem está do lado certo. A minha sensação é de tristeza. Sinto medo dele voltar e esse medo vai perdurar por bastante tempo. Chega a beirar o ridículo e o bizarro essa soltura dele", lamentou o empresário.

O alvará de soltura foi expedido na manhã de quarta-feira (08). Armando Sena foi preso pela primeira vez na manhã de segunda. O suspeito foi flagrado depois que o alarme do estabelecimento tocou e estava com uma sacola com eletrodomésticos da clínica.

O homem foi levado para a delegacia por volta das 7h de segunda-feira, mas não ficou preso e foi liberado pelo delegado. Segundo a Polícia Civil, ele foi liberado com base na aplicação do princípio jurídico da insignificância, já que não tinha histórico criminal, não causou dano ao patrimônio alheio e a ação criminosa não foi consumada, já que ele foi flagrado enquanto tentava cometer o crimeDe acordo com o dono do estabelecimento, o suspeito saiu da delegacia a pé e voltou direto para a clínica para tentar furtar novamente. Após ser detido outra vez, a Polícia Civil manteve a prisão e o conduziu para o presídio.

A juíza Raquel de Almeida Valinho, porém, decidiu por libertá-lo provisoriamente, alegando que não há registros criminais antecedentes de Armando.

Segundo Thiago, o próprio suspeito disse a ele que sabia que não ficaria preso por muito tempo. "Falou na minha cara que ela seria levado para uma clínica de reabilitação por ser usuário de drogas e depois ficaria em liberdade. E nem para a reabilitação ele foi, saiu da prisão direto para a rua. É preciso repensar as políticas públicas porque a impunidade está reinando", comentou.

Para a magistrada que mandou soltar o suspeito, a liberdade dele "não oferece risco à ordem econômica, à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, considerando que possui residência fixa e ocupação lícita".

O suspeito precisa seguir algumas medidas cautelares: ele está impedido de sair da Grande Vitória sem autorização da Justiça, está proibido de frequentar bares e boates, de ter contato com a vítima e de ir à clínica e não pode sair de casa entre 20h e 6h.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.