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Suspeito de sequestro no ES tem condenações que somam mais de 150 anos de prisão

Segundo o delegado José Lopes, Flávio Aparecido Ferreira, que tentou se passar por Fábio ao ser preso, acumula condenações por furto, roubo, extorsão e latrocínio. Ele é um dos presos por sequestrar um gerente de banco e sua namorada em Ibiraçu

Publicado em 09/07/2020 às 13h36
Atualizado em 09/07/2020 às 13h36
Charles, à esquerda, e Flávio, foram detidos na abordagem realizada em Domingos Martins
Charles, à esquerda, e Flávio, foram detidos na abordagem realizada em Domingos Martins. Eles são suspeitos de sequestrarem o gerente do banco do Brasil de Ibiraçu e a namorada dele. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Os suspeitos de participarem do sequestro do gerente do Banco do Brasil de Ibiraçu e de sua namorada no começo da semana, os dois detidos pela polícia na noite desta quarta-feira (8), no trevo de Campinho, em Domingos Martins, possuem fichas criminais extensas e por vários crimes. Somadas, as condenações de um deles chegam a 150 anos de prisão.

Segundo o superintendente de Polícia Especializada, o delegado José Lopes, Charles Dias da Rocha Sobrinho, o Nordestino, e Flávio Aparecido Ferreira já foram condenados no passado, mas continuavam praticando crimes. No caso de Flávio, o somatório das condenações ultrapassa os cem anos. Ele ainda tentou usar um nome falso para não ser identificado.

Com a dupla, a polícia recuperou cerca de R$ 150 mil levados da agência do Banco do Brasil de Ibiraçu
Com a dupla, a polícia recuperou cerca de R$ 150 mil levados da agência do Banco do Brasil de Ibiraçu. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

"O Flávio, que se identificou como Fábio, usou uma identidade falsa. Ontem (quarta-feira) conseguimos a informação por meio da Polícia de Minas Gerais que o nome dele é Flávio e não Fábio. Ele possui condenações, que somadas chegam a 150 anos. Entre elas, furto, roubo, extorsão, latrocínio (roubo seguido de morte). Ambos são elementos perigosos. As investigações continuam, ainda temos que identificar os outros envolvidos e recuperar o restante do dinheiro", detalhou Lopes, reforçando que R$ 150 mil reais roubados do banco foram recuperados.

Flávio apresentou uma identidade falsa para não ser identificado pela polícia ao ser preso
Flávio apresentou uma identidade falsa para não ser identificado pela polícia ao ser preso. Ele soma condenações que somadas chegam a 150 anos de prisão. Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Já Charles tem passagem pela polícia no ano de 2011 por extorsão mediante sequestro e foi condenado pelo mesmo crime ocorrido nesse caso.

INVESTIGAÇÃO

A prisão da dupla não significou o encerramento do caso. A polícia segue investigando o sequestro e roubo da agência para chegar aos outros três envolvidos na ação da última segunda-feira (6). Ao todo, cinco criminosos sequestraram o gerente do banco e a mulher.

Não foi informado pela polícia e também pelo Banco do Brasil a quantia total levada da agência de Ibiraçu, mas a assessoria do banco disse, em nota, que o atendimento na agência já foi normalizado e o gerente está recebendo o apoio necessário. 

"A agência do Banco do Brasil de Ibiraçu, no Espírito Santo, retomou suas atividades nesta quinta-feira (9), após evento criminoso da última segunda-feira. O BB presta assessoria médica e psicológica ao gerente e familiares envolvidos na ocorrência. O Banco não informa valores subtraídos durante ataques criminosos às suas unidades e segue colaborando com as investigações policiais para a elucidação do caso", diz a nota. 

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