Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Investimentos no ES

Ministro da Infraestrutura confirma leilão da BR 262 e da Codesa

Concessão da 262 deve ser enviada para aval do TCU ainda neste mês. Já a desestatização dos portos capixabas está com estudos avançados para o leilão em 2021

Publicado em 21 de Maio de 2020 às 17:33

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 mai 2020 às 17:33
Foto aérea do Porto de Vitória
Foto aérea do Porto de Vitória: estudos avançados para o leilão em 2021  Crédito: Codesa/Divulgação
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, confirmou a manutenção, pelo governo federal, de projetos de privatização previstos para o Espírito Santo. Em live realizada na tarde desta quinta-feira (21), o ministro citou os leilões da BR 262, que será concedida em conjunto com a BR 381/MG, e da desestatização da  Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).
Na transmissão, Tarcísio disse que os estudos para a concessão da 262/381 serão enviados ainda neste mês de maio para análise e aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), um procedimento necessário antes da publicação do edital e realização do leilão, previsto para ocorrer até o final deste ano.
As duas rodovias juntas, segundo os estudos do Ministério e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), devem demandar ao longo dos 30 anos de concessão investimentos da ordem de R$ 9,1 bilhões, com a duplicação de 595,4 quilômetros dos 672 que serão concedidos, além de outros 127 quilômetros de vias marginais, 42 quilômetros de faixas adicionais e o contorno de Manhuaçu (MG).
O modelo de concessão das BRs 262/381 deve ter um novo mecanismo para evitar o fracasso do leilão e garantir que a vencedora tenha condições que arcar com tamanhos investimentos. A ideia é que, em vez de vencer quem oferecer o menor pedágio, como era feito, haja um limite nesse preço e que seja considerado também quem oferecer o maior lance pela outorga.
Já no caso da desestatização da Codesa, o ministro reforçou que essa será a primeira transferência para a iniciativa privada de uma companhia docas no país. "Certamente, será um case de sucesso", afirmou.
Os projetos e estudos para determinar o modelo da desestatização da Codesa ainda estão sendo feitos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na live, o diretor do banco Fábio Abrahão ressaltou que os "projetos estão bastante avançados" e que há grande potencial nessa transferência de ativos, que envolve terminais de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho.
O ministro Tarcísio reafirmou que o leilão da Codesa será realizado em 2021, com publicação do edital no terceiro trimestre e leilão no fim do ano. Para isso, a modelagem deve estar definida para ser enviada ao TCU até o segundo trimestre do próximo ano.
São esperados, pelo governo federal, investimentos da ordem de R$ 1 bilhão para modernização dos portos capixabas com a concessão, o que aumentaria a capacidade da movimentação de cargas e elevaria a competitividade do Estado.

E A CRISE?

Ao ser questionado sobre o apetite de investidores privados para projetos de concessão em infraestrutura diante da crise econômica causada pelo coronavírus, o diretor do BNDES disse que o momento difícil não deve impactar projetos de longo prazo como esses.
"O ambiente é bastante promissor porque o perfil do investidor da infraestrutura é diferente. São investimentos de longuíssimo prazo, que passam naturalmente por crises. Eles estão acostumados a isso e estão vendo no momento uma boa oportunidade, até pela taxa de câmbio favorável. Há a demanda e temos estabilidade regulatória em vários segmentos", comentou Fábio Abrahão.
A manutenção e até aceleração dos leilões de desestatização em infraestrutura é defendida por especialistas como uma forma de expandir a atividade econômica após a pandemia do novo coronavírus, diante dos investimentos robustos e dos milhares de empregos que serão gerados.
Mesmo com a pandemia, o Ministério da Infraestrutura tem continuado a apresentar, ainda que virtualmente, a carteira de projetos a investidores estrangeiros, que ainda conta com outras rodovias, aeroportos e terminais marítimos pelo país. A maior parte ainda se encontra em fase de estruturação interna na pasta.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente deixa duas pessoas feridas na Avenida Beira-Mar
Acidente deixa duas pessoas feridas e congestiona trânsito em Vitória
Bernadete de Souza Braga, de 61 anos, assassinada com golpes de facão em 4 de outubro de 2023
Pena de 40 anos para homem que matou mulher com golpes de facão no ES
Imagem de destaque
Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados