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ES e MG querem que governo federal faça obras na BR 262 antes da concessão

Plano com estratégias para destravar projetos de infraestrutura foi lançado nesta segunda-feira (17) pelo governo do Estados em parceria com as indústrias, em Belo Horizonte

Publicado em 17/02/2020 às 15h15
Atualizado em 17/02/2020 às 18h51
BR 262 é uma das prioridades do plano de MG e ES. Crédito: Vitor Jubini/Arquivo
BR 262 é uma das prioridades do plano de MG e ES. Crédito: Vitor Jubini/Arquivo

A duplicação das BR 262 e 381 foi escolhida como a obra prioritária no Plano Estratégico Minas Gerais e Espírito Santo. Lançado nesta segunda-feira (17) em Belo Horizonte pelas federações das indústrias e governos dos Estados, o pacto visa uma parceria conjunta para destravar o problema. O evento contou com a presença dos governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande, e de Minas Gerais, Romeu Zema.

A ideia defendida é que a concessão das rodovias para a iniciativa privada seja feita até o final do ano. No caso da 262, em específico, o pleito dos dois Estados é que o governo federal assuma algumas obras antes da concessão.

O presidente da Findes, Leo de Castro, lembrou que a BR 262 já teve dois leilões fracassados, sem nenhum interesse de investidores. A ideia, segundo ele, é que o governo federal assuma a responsabilidade por algumas obras fora da duplicação, já que só a duplicação em si já seria muito cara por causa do traçado da rodovia.

Zema exemplificou: "O governo federal faria as obras de arte especiais, que são pontes, viadutos e passarelas. E a concessionária fará a duplicação".

"Essa estrada tem muitos riscos de acidentes. Com isso [duplicação], os motoristas vão poder andar em velocidades de 70 a 80 km/h, sendo que hoje é metade disso em alguns pontos. E acaba travando o desenvolvimento econômico de toda essa região", disse o governador mineiro, que afirmou ainda que o governo federal se mostrou aberto a ideia de fazer essas obras acessórias.

O objetivo é tornar o leilão mais atrativo para a iniciativa privada. O governo federal também tem estudado um modelo de concessão com outorga menor e que não permita que o valor do pedágio seja muito abaixo do estipulado. Essas iniciativas já devem gerar mais interesse pelo bloco de rodovias.

R$ 9 BILHÕES EM INVESTIMENTO PRIVADO

Só a concessão e duplicação das BRs 381 e 262 vai demandar um investimento privado superior a R$ 9 bilhões.

Marcado para o último trimestre deste ano, o leilão das rodovias tem um edital que prevê a instalação de três praças de pedágio ao longo de 180 quilômetros da rodovia no Espírito Santo.

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