Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 14:47
Moradores da Grande Vitória encerraram 2025 com uma notícia amarga: a região registrou a maior inflação do país no acumulado do ano. O resultado de 4,99% no ano significa que as famílias capixabas tiveram maior perda de poder de compra do que as de outros Estados. Segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9), a média nacional foi de 4,26%. >
O resultado coloca o Espírito Santo à frente de grandes centros como Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%), que ocupam o segundo e o terceiro lugar no ranking das maiores altas de preços, respectivamente, entre as 16 as regiões metropolitanas pesquisadas.>
O que explica a liderança da Grande Vitória nesse ranking indesejado é, principalmente, o custo da moradia. O grupo Habitação disparou 9,40% ao longo de 2025, quase o dobro do índice geral da região. O avanço foi influenciado principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%). O custo de plano de saúde, que acelerou 6,33%, também pesou no IPCA.>
Outros setores que castigaram o orçamento familiar foram:>
>
Mesmo com a deflação (queda de preços) na energia elétrica residencial (-0,20 p.p.) em dezembro, o alívio não foi suficiente para tirar a Grande Vitória do topo da lista nacional.>
Embora ao longo do ano a energia elétrica tenha sido o maior fator de avanço do IPCA, o item trouxe alívio para o consumidor capixaba no fim do ano, fazendo com que o IPCA tivesse o melhor resultado para o mês de dezembro desde 2020.>
Se no acumulado do ano a Grande Vitória liderou a inflação nacional, o mês de dezembro trouxe um cenário de maior equilíbrio. O índice mensal de 0,21% ficou abaixo da média brasileira (0,33%) e foi o 6º menor entre as regiões pesquisadas. Esse resultado "comportado" ocorreu mesmo com os deslocamentos ficando mais caros no fim de ano.>
O item que mais assustou os moradores da Grande Vitória em dezembro foi o transporte por aplicativo, que registrou uma alta de 19,06%. O aumento costuma ser atribuído à maior demanda de deslocamentos para festas, compras e eventos de final de ano, aliada à dinâmica de preços dinâmicos das plataformas.>
Além disso, a manutenção dos veículos também pesou: o conserto de automóvel e o preço da gasolina figuraram entre os principais impactos positivos (que pressionam o índice para cima) no mês.>
O que impediu uma alta maior no IPCA de dezembro foi a energia elétrica residencial. Com uma redução de impacto de -0,20 pontos percentuais, a conta de luz foi o item que mais ajudou a segurar o custo de vida no mês, apresentando uma deflação setorial que compensou parte das altas em outros serviços.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta