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ES vai acompanhar Petrobras de perto para blindar investimentos

Governo capixaba vai se reunir mensalmente com representantes da empresa para acompanhar movimento da empresa e evitar cancelamento de projetos importantes para a economia local

Publicado em 29/10/2020 às 05h00
Atualizado em 29/10/2020 às 07h53
Plataforma P-57, da Petrobras, no Litoral Sul do Espírito Santo
Plataforma P-57, da Petrobras, no Litoral Sul do Espírito Santo. Crédito: Gabriel Lordêllo/Agência Petrobras/Divulgação

Após a Petrobras anunciar que vai adiar por mais um ano a chegada do navio-plataforma para o projeto Integrado Parque das Baleias (IBP), no campo de Jubarte, localizado no Litoral Sul capixaba, o governo do Espírito Santo decidiu acompanhar de perto os passos da empresa no Estado. A partir de agora, serão realizadas reuniões mensais com equipes da estatal para saber o andamento de projetos da companhia.

De acordo com o governador Renato Casagrande, essa foi uma das conquistas da reunião realizada na sexta-feira (23), no Palácio Anchieta, com representantes da Petrobras. Na ocasião, eles afirmaram que a empresa pretende continuar com operações no Estado, apesar dos seus vários projetos de desinvestimento, e que foi iniciada a licitação para contratar o navio-plataforma para o IBP, que chegará em Jubarte em 2024.

"A nossa reunião foi boa porque deixamos claro para a Petrobras que ela é importante para o Espírito Santo e que precisamos manter um diálogo com ela. Isso vai nos permitir acompanhar os investimentos da empresa no Estado mensalmente, com reuniões com gerente de operações da Petrobras no Espírito Santo", disse o governador, que lembrou ainda que a relação do Estado com a empresa vinha sendo distante desde a Operação Lava Jato.

Renato Casagrande 

Governador do ES

"Depois de todas as dificuldades que a Petrobras passou nos últimos anos, houve um afastamento da empresa. Retomar esse diálogo agora é fundamental. É uma empresa importante para o Estado e nós queremos aqui, cada vez mais, fortalecer as empresas do setor de petróleo, por isso implementamos aqui o 'Repetro capixaba' (que reduziu impostos para peças do setor de petróleo), para dar esse incentivo"

Um dos presentes no encontro, o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, explicou que a reunião mensal tem como objetivo permitir ao Estado "monitorar os projetos e passos da empresa". "Acredito que foi o ponto principal, conquistar esse alinhamento com um canal de diálogo constante. Diante da importância que a empresa tem para o Estado e para o Brasil, é muito bom a gente poder acompanhar o desenvolvimento de ações, investimentos e também desinvestimentos aqui", disse.

PROJETOS

Hoje, a Petrobras tem diferentes planos para o Espírito Santo. A empresa está deixando aos poucos suas unidades de produção em terra (onshore), vendendo esses ativos para empresas menores. Na produção no mar (offshore) da Bacia do Espírito Santo, que fica entre a Grande Vitória e a divisa com a Bahia, a empresa também está vendendo campos e plataformas. Também na Região Norte do Estado, ela começa a investir na desativação de poços que chegaram ao fim da vida útil, tanto em terra como no mar.

Já no Litoral Sul capixaba, que já integra a Bacia de Campos, a empresa pretende continuar investindo pesado nos próximos anos. Os campos da região de Parque das Baleias são os mais produtivos do Espírito Santo, como o de Jubarte, que tem poços tanto no pré-sal como no pós-sal. O novo navio-plataforma que vai chegar à região deve demandar investimentos da ordem de US$ 5 bilhões.

Na área de gás natural, a empresa se prepara para abrir suas unidades de tratamento para também processar gás produzido por outras petroleiras, o que será uma realidade do novo mercado de gás. Isso vai ajudar a recuperar a capacidade ociosa das plantas de Cacimbas, em Linhares, e Sul Capixaba, em Anchieta. Negociações com empresas interessadas já foram iniciadas.

No encontro de sexta, os executivos da Petrobras também sinalizaram que a empresa pretende investir em suas duas unidades de tratamento de gás no Estado, como A Gazeta mostrou com exclusividade, e que vai buscar viabilizar uma alternativa para a abrigar a operação de abastecimento de navios no Estado, que é feita no Porto de Tubarão atualmente mas que terá que deixar o local a partir de maio de 2021. Uma das alternativas é ir para uma área no Porto de Vitória. Veja o vídeo feito após a reunião:

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