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Publicado em 3 de março de 2026 às 14:21
Aguardado para aumentar a produção de petróleo e gás do Espírito Santo, o projeto bilionário da Prio, maior empresa independente de petróleo e gás do Brasil, recebeu, nesta terça-feira (3), a licença de operação do Campo de Wahoo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). >
Dessa forma, a empresa concluiu a última etapa regulatória para início da produção do campo, que, segundo a Prio, está em fase final de comissionamento. A informação sobre a liberação da última etapa antes do primeiro óleo foi publicada em comunicado ao mercado pela petroleira, com sede no Rio de Janeiro. >
Em comunicado divulgado em setembro do ano passado, quando recebeu a licença de instalação — necessária para iniciar a construção submarina e a interligação ao FPSO Frade —, a empresa informou que a expectativa é que o primeiro óleo, ou seja, início de fato da produção, ocorra em abril de 2026. >
De acordo com informações do Ibama, a licença de operação autoriza a perfuração de até 11 poços possíveis, sendo quatro produtores, dois injetores e cinco contingentes, a partir da sonda Hunter Queen.>
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A produção no campo de Wahoo será possível a partir de um tie-back, uma conexão submarina que vai levar o óleo retirado no campo no Sul do Espírito Santo para ser processado no navio-plataforma Frade, que fica também na Bacia de Campos, mas no Rio de Janeiro, a cerca de 35 quilômetros. A tecnologia é considerada inédita no país.>
O projeto da Prio para Wahoo prevê a produção de 40 mil barris de óleo por dia e já movimentou cerca de R$ 1 bilhão na cadeia de fornecedores locais. No geral, com a produção em Wahoo, a empresa espera alcançar a marca de 200 mil barris por dia em 2026, incluindo a produção em campos no Rio de Janeiro.>
O campo de Wahoo é o primeiro perfurado do zero pela petroleira carioca, que, tradicionalmente, atua com campos maduros na Bacia de Campos. Além do tie back, o projeto de Wahoo traz outras inovações. Uma delas é a tecnologia "fishbone", que será usada pela primeira vez no Brasil para completação de poços, que aumenta a produtividade por meio da injeção de ácido na formação. >
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