Aguardado para aumentar a produção de petróleo e gás do Espírito Santo, o projeto bilionário da Prio, maior empresa independente de petróleo e gás do Brasil, recebeu, nesta terça-feira (3), a licença de operação do Campo de Wahoo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).
Dessa forma, a empresa concluiu a última etapa regulatória para início da produção do campo, que, segundo a Prio, está em fase final de comissionamento. A informação sobre a liberação da última etapa antes do primeiro óleo foi publicada em comunicado ao mercado pela petroleira, com sede no Rio de Janeiro.
Em comunicado divulgado em setembro do ano passado, quando recebeu a licença de instalação — necessária para iniciar a construção submarina e a interligação ao FPSO Frade —, a empresa informou que a expectativa é que o primeiro óleo, ou seja, início de fato da produção, ocorra em abril de 2026.
De acordo com informações do Ibama, a licença de operação autoriza a perfuração de até 11 poços possíveis, sendo quatro produtores, dois injetores e cinco contingentes, a partir da sonda Hunter Queen.
Com projeto bilionário no ES, Prio recebe licença para operar no campo de Wahoo
A produção no campo de Wahoo será possível a partir de um tie-back, uma conexão submarina que vai levar o óleo retirado no campo no Sul do Espírito Santo para ser processado no navio-plataforma Frade, que fica também na Bacia de Campos, mas no Rio de Janeiro, a cerca de 35 quilômetros. A tecnologia é considerada inédita no país.
O projeto da Prio para Wahoo prevê a produção de 40 mil barris de óleo por dia e já movimentou cerca de R$ 1 bilhão na cadeia de fornecedores locais. No geral, com a produção em Wahoo, a empresa espera alcançar a marca de 200 mil barris por dia em 2026, incluindo a produção em campos no Rio de Janeiro.
O campo de Wahoo é o primeiro perfurado do zero pela petroleira carioca, que, tradicionalmente, atua com campos maduros na Bacia de Campos. Além do tie back, o projeto de Wahoo traz outras inovações. Uma delas é a tecnologia "fishbone", que será usada pela primeira vez no Brasil para completação de poços, que aumenta a produtividade por meio da injeção de ácido na formação.