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Aumento de 18%

Banestes fecha 2019 com lucro recorde de R$ 214 milhões

Banco conseguiu aumentar a receita proveniente dos empréstimos em ano marcado pela queda da Selic, que estimulou a tomada de crédito

Publicado em 18 de Fevereiro de 2020 às 12:44

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 fev 2020 às 12:44
Presidente do Banestes, José Amarildo Casagrande Crédito: Divulgação Banestes
Em um ano marcado por mínimas históricas na taxa básica de juros, a Selic, o que impulsiona a tomada de crédito, o Banestes fechou 2019 com lucro recorde de R$ 214 milhões. O valor é 18% maior do que o ano anterior (R$ 181 milhões).
O resultado, segundo o presidente da instituição, José Amarildo Casagrande, é consequência de um aumento da receita com operações de crédito e com serviços, principalmente referente ao uso de cartões. Segundo dados apresentados nesta terça-feira (18), o faturamento com cartões do Banestes aumentou 13,7%, chegando a R$ 3,1 bilhões em 2019.
Já a carteira de crédito ampliada, que inclui os empréstimos e financiamentos imobiliários, aumentou 15,8%, atingindo os R$ 6,8 bilhões. 
"Trabalhar com a taxa de juros baixa é um grande desafio para as instituições. Temos que ter uma eficiência muito grande. A inadimplência baixa contribuiu para o bom resultado, assim como a receita de serviços, principalmente a utilização de cartões. O resultado também veio com a compra e venda de títulos, além da receita de operação de crédito", afirmou. 
Para o presidente, com a Selic alcançando mínimas históricas, a saída é ampliar o volume de crédito ofertado e buscar mais clientes para garantir o faturamento. Com a nova queda em fevereiro deste ano, a taxa básica de juros chegou a 4,25%.
"Apesar de ter diminuído a taxa básica, aumentamos o nosso volume de crédito. Temos que voltar para o mercado para ofertar crédito com segurança e fazer o papel de banco. Não ficar só investindo em títulos públicos, temos que nos voltar realmente para o público, buscar novos clientes, bons clientes e ofertar boas opções de crédito", disse.

CRÉDITO PARA EMPRESAS AINDA EM BAIXA

Mesmo que o volume de empréstimos para pessoa física tenha aumentado no ano passado (+ 8,5%), o mesmo não aconteceu com as operações de crédito destinadas às empresas. Essas sofreram queda de 4,8%. Para Casagrande, o resultado é reflexo da lentidão na recuperação econômica e do mau momento do cenário internacional.
"As pessoas ainda estão um pouco desconfiadas desse momento econômico e temos passado por algumas situações que independem da gente como a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos e, em seguida, o coronavírus. Esses fatos atingem o nosso mercado capixaba", avalia.
Mesmo assim, ele acredita que as perspectivas para 2020 são positivas. "Para este ano temos uma expectativa boa. Nosso crédito hoje está mais focado nas micro, pequenas e médias empresas e temos expectativa de crescimento econômico apesar do cenário mundial. Estamos também voltando a operar na agricultura do Estado, que também é forte", comentou

CARTÃO RECONSTRUÇÃO

No evento de apresentação dos resultados, o presidente do Banestes também comentou sobre o cartão reconstrução, um benefício de R$ 3 mil que será doado pelo governo do Estado às famílias de baixa renda que sofreram com as chuvas na região Sul do Estado.
"A emissão desses cartões ainda depende das informações que vêm do governo, mas é um benefício que vai auxiliar bastante. Temos muitos clientes principalmente na região de Iconha, que foi bastante afetada", afirmou.

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