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87% dos pequenos negócios do ES não conseguiram crédito durante pandemia

A pesquisa foi realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. A maioria teve o empréstimo negado ou ainda aguarda a análise do pedido

Publicado em 21/05/2020 às 19h58
Atualizado em 21/05/2020 às 19h58
Vitória - ES - Abertura do comércio na avenida Princesa Isabel no Centro da Capital.
Pandemia de coronavírus impacta comércio no Espírito Santo. Crédito: Vitor Jubini

Em um cenário de dificuldades promovidas pela pandemia do novo coronavírus, uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, mostra que 87% dos pequenos negócios do Espírito Santo não conseguiram crédito. De acordo com os números, a maioria teve o empréstimo negado ou ainda aguarda a análise do pedido.

Como forma de conter os impactos da pandemia no setor econômico, governos estaduais e federais lançaram linhas de crédito para que empresários consigam manter seus negócios sem que haja necessidade de promover demissões ou até o encerramento dos serviços.

Segundo o Superintendente do Sebrae no Espírito Santo, Pedro Rigo, em entrevista nesta quinta-feira (21) ao jornalista Lucas Valadão, da Rádio CBN Vitória, apesar da disponibilização do crédito, o comportamento de retração e o excesso de exigências dos bancos promovem um "abandono" dos micro e pequenos empresários.

"Estamos vivenciando um momento muito ruim. Os bancos estão com um comportamento de muita retração. Por mais que governos tenham aprovado leis e colocado recursos, vemos um completo abandono a esse sistema financeiro (micro e pequenas empresas)", disse.

O Superintendente do Sebrae ainda destacou que as micro e pequenas empresas são as que mais geram empregos para o saldo positivo da balança.

"Tanto precisam e esperam o crédito para salvar os empregos gerados. Neste momento, com muita dificuldade, apenas 13% conseguindo resposta positiva do banco, entendemos que há um momento de cuidado excessivo e um aumento da burocracia", completou.

O levantamento que evidencia o número de empresários ainda sem garantia do auxílio foi realizado entre os dias 30 de abril e 5 de maio, ouvindo 250 microempreendedores individuais (MEI) e donos de micro e pequenas empresas no Estado.

Entre outros números, a pesquisa ainda mostra que 90% das empresas de micro e pequeno porte do Espírito Santo registraram queda em sua receita.

De acordo com Pedro Rigo, independente da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o setor de micro e pequenas empresas já sofre normalmente. O Superintendente ainda afirmou que, em média, os empresários deste porte conseguem sobreviver de 20 a 25 dias de portas fechadas.

Elogiando a "garra e determinação" dos empresários, Rigo disse que "o pequeno foi o primeiro a ser impactado e será o último a sair desta situação".

SUPORTE DO SEBRAE

Segundo o Superintendente do Sebrae no Espírito Santo, o órgão abriu mão da receita originada de consultorias, que são gratuitas. Ele ainda falou que tem "procurado constantemente" o Governo do Estado e instituições financeiras para proporcionar que o crédito chegue ao empresário.

"O Sebrae tem trabalhado muito neste período neste período de crise. Sabíamos que seríamos procurados para dar suporte ao empreendedores. Temos dado consultorias gratuitas, abrimos mão desta receita para poiar nas decisões", finalizou.

CORONAVÍRUS NO ES:

O Espírito Santo registra, até o início da tarde desta quinta-feira (21), 363 mortes e 8.878 casos confirmados do novo coronavírus, segundo informações do Painel Covid-19. De acordo com os dados da plataforma, 17 óbitos e 383 confirmações foram registradas nas últimas 24h.

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