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Sem Teatro Carmélia, projeto para cidade do samba não sai do papel

Prefeitura de Vitória  foi notificada a deixar o Centro Cultural, mas solicitou à União que reconsidere proposta de transformá-lo em área de armazenamento  da Conab

Publicado em 31/07/2020 às 10h02
Atualizado em 31/07/2020 às 13h19
Centro Cultural Carmélia Maria de Souza vai abrigar os armazéns da Conab no lugar dos galpões do IBC
Centro Cultural Carmélia será transformado em área de armazenamento da Conab. Crédito: Vitor Jubini - 25/02/2019

Há pelo menos dois anos a Prefeitura de Vitória (PMV) tenta transformar o Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, que inclui o teatro, em um espaço destinado ao samba. O projeto foi recusado pela União, mas o município pediu que a proposta fosse reavaliada e ainda aguarda uma resposta.

Por decisão da Superintendência de Patrimônio da União (SPU-ES), o Carmélia, localizado no bairro Mário Cypreste, será transformado em local para armazenamento de sacas de café, laboratório e escritórios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Vai receber o material que atualmente está abrigado nos Galpões do IBC, em Jardim da Penha, que teve a sua venda anunciada pela União.

Leonardo Krohlling, coordenador do Comitê de Acompanhamento e de Recuperação Econômica para Situação de Emergência de Saúde Pública - Covid-19, de Vitória, informou que o município possuía uma cessão provisória do imóvel e que para desenvolver um projeto no local precisaria de uma cessão de longo prazo, o que chegou a ser solicitado.

“Começamos a buscar parceiros para desenvolver o projeto da Cidade do Samba e a Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) nos apresentou uma proposta”, relatou, explicando ainda que, como a cessão provisória não permitia lançar edital de ocupação do local, com parceria, eles solicitaram à União a cessão por um prazo de 20 anos.

Em 2019, a prefeitura recebeu a informação de que o projeto em parceria com a Liesge não seria aceito. Já no início deste ano foi surpreendida com a notificação para que deixasse o local. Na sequência, a administração municipal fez um pedido à SPU para reconsiderar a não aceitação do projeto da Cidade do Samba. “Ainda estamos aguardando uma resposta da SPU, que ainda não recebemos”, relata Krohlling.

Ele relata que a decisão da SPU de transformar o Centro Cultural Carmélia em uma área de armazenamento foi recebida com muita surpresa. “É uma proposta que não condiz com o perfil de Vitória, uma cidade que não tem a vocação para este tipo de atividade de armazenagem, estocagem, mas para atividades humanas e culturais. Vamos perder um espaço para desenvolver a cultura e profissionalização do Carnaval de Vitória”, destacou Krohlling. 

SEM ESPERANÇAS

Para Edvaldo Teixeira da Silveira, presidente da Liesge, a decisão da União de transformar o Carmélia em centro de armazenagem mostra o desrespeito com a cultura capixaba. “É uma demonstração de que a União não gosta ou respeita a cultura”, desabafa.

O espaço, segundo Edvaldo, seria  usado pelas escolas na confecção de fantasias e a realização de oficinas de capacitação profissional. Já o teatro seria aberto e mantido para o uso da comunidade.

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