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Seis servidores do ES são investigados por facilitar fuga de 21 presos em Xuri

Seis servidores do ES são investigados por facilitar fuga de 21 presos em Xuri

A suspeita é de que cinco inspetores e um chefe de equipe tenham participado da saída dos detentos durante o banho de sol no complexo penitenciário de Vila Velha. Entenda como foi a fuga

Publicado em 7 de dezembro de 2021 às 20:01

Ícone - Tempo de Leitura 3min de leitura
Complexo Penitenciário no bairro Xuri, em Vila Velha
Complexo Penitenciário no bairro Xuri, em Vila Velha. (Reprodução/TV Gazeta)

Seis servidores são investigados pela corregedoria da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) por suspeita de envolvimento na fuga de 21 presos na última sexta-feira (3). Os detentos escaparam durante banho de sol na Penitenciária Estadual de Vila Velha I (PEVVI). Seis foram recapturados até o momento.

Nesta terça-feira (7) foram abertos os processos administrativos disciplinares (PAD) contra os servidores, sendo cinco inspetores penitenciários e um chefe de equipe. Também foi instaurado um inquérito policial no 8º Distrito Policial para tentar encontrar os responsáveis pela fuga em massa.

A corregedoria tem prazo de 60 dias para concluir a análise, porém, a mesma portaria que estabelece a abertura dos procedimentos também estende o prazo por mais 60 dias. Com isso, o resultado da investigação administrativa só deve ter uma conclusão daqui a quatro meses (em abril de 2022).

Seis servidores da Sejus serão alvo de PAD
Seis servidores da Sejus serão alvo de PAD. (Reprodução/DIO-ES)

A FUGA: SUSPEITA DE PAGAMENTO DE PROPINA

A Gazeta apurou que a suspeita é de que um dos fugitivos teria pago propina aos servidores para que o grupo tomasse o banho de sol sem supervisão. Assim, uma vez sozinhos na quadra da unidade, eles teriam cortado os dois alambrados e escapado pelo muro.

Ainda segundo fontes, o esquema teria sido preparado para que um dos presos, que financiou a fuga, conseguisse escapar. Inclusive, haveria um carro esperando por ele do lado de fora. Os demais fugitivos foram usados como estratégia para confundir as autoridades e causar tumulto.

Entre os presos que fugiram e ainda não foram recapturados, cinco cumpriam pena pelo crime de homicídio. Também há detentos que respondem por tráfico de drogas e assalto.

Os 15 presos que ainda estão foragidos

-Bruno Oliveira Santos: estava preso desde janeiro de 2019 por tráfico de drogas.
-Bryan Lirio Deolindo: estava preso desde julho de 2017 por porte ilegal de arma de fogo.
-Diego Afonso Marques de Carvalho: estava preso desde março de 2017 por associação criminosa e tráfico de drogas.
-Douglas Almeida Cruz:
estava preso desde janeiro de 2019 por furto.
-Edgar Gonçalves Firmino: estava preso desde agosto de 2019 por assalto.
-Eduardo Bonfim Meireles: estava preso desde novembro de 2016 por homicídio qualificado.
-Fabio Soares de Andrade: estava preso desde abril de 2015 por tráfico de drogas.
-Jhonatan Ramos Pereira: estava preso desde novembro de 2018 por homicídio.
-Marlon Pimenta Silva: estava preso desde dezembro de 2019 por assalto.
-Maurício Carvalho de Araújo: estava preso desde março de 2010 por homicídio
-Maycon Ventura Pereira: estava preso desde janeiro de 2015 por tráfico de drogas e associação criminosa.
-Maysson Santos Souto: estava preso desde dezembro de 2016 por homicídio qualificado.
-Tamerson Damião Messias Barbosa: estava preso desde agosto de 2020 por tráfico de drogas.
-Vandeildo Dias Santos: estava preso desde novembro de 2014 por homicídio qualificado.
-Wendel Silva Farias: estava preso desde maio de 2019 por tráfico de drogas.

O QUE DIZ A SEJUS

Em nota a Sejus confirmou a abertura de procedimento de investigação contra os seis servidores e esclareceu que nenhum deles foi afastado do cargo.

"A Sejus enfatiza que procedimentos de segurança são realizados diariamente para impedir atividades ilícitas nas unidades. As apurações do caso também irão apontar se houve falha no cumprimento dos protocolos de segurança ou alguma ação por má fé. O resultado das apurações, de acordo com a gravidade do ato, pode ocasionar em diversas penalidades, que vão desde advertência, até a perda definitiva do cargo público. A ocorrência da fuga também foi registrada junto à Polícia Civil."

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