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Municípios do ES fazem consulta sobre retorno da educação infantil

Segundo a União dos Dirigentes Municipais da Educação do Espírito Santo, os protocolos sanitários, mesmo nos municípios, devem estar ligados ao Estado. Decisão sobre retorno da educação infantil, entretanto, cabe às cidades

Data: 22/03/2007 - ES - Vitória - Sala de aula da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aristóbulo Barbosa Leão - Editoria: Cidades - Foto: Edson Chagas - GZ - EDUCAÇÃO - .
Sala de aula . Crédito: Arabson

Enquanto o governo do Estado apresentou um plano de retomada, divido em quatro etapas, para discussão da volta às aulas nas escolas públicas da rede estadual de ensino, a União dos Dirigentes Municipais da Educação do Espírito Santo (Undime) explica que uma consulta a famílias também deve ser feita no âmbito dos municípios para discutir o retorno das atividades para a rede infantil. No país, a Educação infantil é responsabilidade dos municípios.

“É preciso deixar claro, por exemplo, que a gente entende de que diferente de como foi feito no início (um decreto suspendendo as atividades escolares no Estado), nesse retorno, agora, o governo deverá fazer a edição de uma autorização de um retorno. O decreto tem força de lei e todo mundo tem que cumprir. O Estado pode falar que ele vai voltar, mas um município, ou um conjunto deles, pode entrar num alinhamento e falar ‘nós não vamos voltar neste momento, vamos qualificar o trabalho que está sendo feito’”, explica Vilmar Lugão de Britto, presidente da Undime. 

Segundo o presidente, alguns municípios capixabas têm realizado, por exemplo, consultas junto às famílias sobre o assunto. Um dos exemplos citados por ele é de Jerônimo Monteiro, no Sul do Estado.

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“Nós [Undime], estamos ouvindo as famílias neste sentido e muitos municípios ainda não concluíram esse documento, mas estamos mantendo um diálogo com as famílias. Em Jerônimo Monteiro, fizeram uma pesquisa no Google Forms [formulário] para termos noção de qual seria a aceitação das famílias. A gente vê como isso um ponto que precisa, realmente, ser colocado para que não seja caracterizado uma imposição. Embora, a gente saiba que sempre haverá divergência e é um momento de fato complexo que nós estamos mexendo com vidas”,  explica.

PROTOCOLO PARA RETORNO

Lugão explica a relação entre municípios e Estado nessa discussão. “Nós defendemos que o protocolo precisa ser construído para todos, independente de quando vai acontecer esse retorno. Mesmo que a educação infantil não retorne neste ano, mas quando ela retornar, quais serão os protocolos necessários para garantir o retorno? Assim como foi feito o protocolo para o ensino fundamental, médio e nível superior, nós defendemos que também é responsabilidade do Estado [porque ele coordena todos os trabalhos], que seja estabelecido esses protocolos para educação infantil", defende.

“Temos discutido que sempre que houver retorno de um grupo, o ciclo da doença são 14 dias, vamos verificar acompanhar, esse possível retorno. Qual o impacto do retorno? Se for negativo, já não acontece o retorno dos menores, do ensino fundamental. Mesmo que o retorno aconteça, dos maiores para os menores, não significa que todos vão retornar naquela modalidade. Haverá escalonamento, a depender do espaço que aquela unidade escolar. Por isso que cada unidade escolar deve construir o seu protocolo para avaliar a sua realidade”, explica.

"Não será a Educação que irá falar ‘nós iremos retornar dia tal', mas seguiremos um protocolo estabelecido pela Saúde. Assim como quem indicou que deveria ser fechado as escolas, nós ouviremos a Saúde para esse possível retorno”, finaliza o presidente. 

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