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Publicado em 15 de janeiro de 2021 às 20:58
- Atualizado há 5 anos
O Espírito Santo está pagando com vidas o preço das aglomerações e do afrouxamento do distanciamento social. Na primeira quinzena de janeiro, foram registradas 393 mortes causadas pelo novo coronavírus no Estado – um aumento de 11,9% em relação ao mesmo período de dezembro, quando 351 morreram em decorrência da Covid-19. É o terceiro crescimento consecutivo. >
Em outras palavras, isso significa que o agravamento da pandemia resultou em 42 vidas perdidas a mais neste começo de ano, do que no início do mês anterior. A última vez em que os capixabas assistiram a uma redução foi em outubro de 2020, quando ocorreram menos de 150 mortes na primeira quinzena.>
Os dados levam em conta os números divulgados por meio das atualizações diárias do Painel Covid-19, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Ou seja, não representam necessariamente os óbitos ocorridos durante a primeira quinzena de cada mês, mas aqueles que foram notificados e registrados no período. >
Na manhã desta sexta-feira (15), o secretário Nésio Fernandes alertou que ainda podem ser registradas, pelo menos, mais 450 mortes ao longo das próximas duas semanas – o que faria com que janeiro superasse o quantitativo total de dezembro e se tornasse o terceiro mês com mais óbitos de toda a pandemia no Estado.>
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No sentido contrário, mas praticamente na mesma proporção, os novos casos de coronavírus apresentaram uma queda de 11,3% na primeira quinzena de janeiro. Nesse período, foram registrados mais 24.780 indivíduos infectados no Espírito Santo, o que equivale a uma redução de aproximadamente 3 mil positivados. >
Este é o primeiro decréscimo do Estado desde setembro, quando quase 10 mil diagnósticos positivos foram notificados. No entanto, ainda assim, este número é o segundo maior de toda a pandemia, ficando atrás apenas de dezembro, se considerada a comparação entre as primeiras quinzenas de cada mês.>
Vale ressaltar que a partir de meados de setembro, a Sesa passou a testar todos os contatos intradomiciliares de quem estava infectado com a Covid-19, independentemente da idade, de comorbidades ou sintomas. A expansão da pandemia fez esse protocolo ser suspenso no final de novembro. >
Porém, com a ampliação da capacidade de testagem do Estado anunciada na semana passada, a expectativa é que o procedimento volte a vigorar agora, na segunda quinzena de janeiro – e, com isso, haja um aumento de novos casos confirmados, como adiantado pelo secretário Nésio Fernandes na sexta-feira (8).>
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