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Inverno pode aumentar risco do novo coronavírus no ES, diz secretário

À frente da Secretaria Estadual de Saúde, Nésio Fernandes destacou incógnitas sobre a Covid-19 e afirmou que não é momento de afrouxar medidas

Publicado em 27/06/2020 às 16h26
Atualizado em 28/06/2020 às 09h11
Data: 12/03/2020 - Homem usa máscara para se proteger do coronavírus. Freepik
Homem usa máscara para se proteger do coronavírus: tempo mais frio pode favorecer contágio. Crédito: Freepik

inverno começou há exatamente uma semana, e a estação mais fria do ano pode piorar o comportamento da pandemia do novo coronavírus no Espírito SantoTratada neste sábado (27), a possibilidade foi um dos fatores desconhecidos sobre a Covid-19 ressaltados pelo secretário estadual de saúde, Nésio Fernandes.

De acordo com ele, quando a doença surgiu era esperado que fosse mais característica de países ou regiões de clima frio, com um maior impacto no inverno. “No entanto, o cenário observado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que têm climas quentes, surpreendeu”, disse.

Nésio Fernandes

Secretário de Saúde do Espírito Santo

"A gravidade já observada (durante o período de calor) não descarta a hipótese de haver uma correspondência entre o frio e um maior perigo da pandemia. A chegada do inverno nas regiões Sul e Sudeste do país pode ser um componente que incremente o risco da doença"

Em abril deste ano, A Gazeta ouviu a médica Cilea Martins sobre o assunto. Ex-presidente da Sociedade de Pneumologia do Espírito Santo, ela afirmou que não há comprovação científica, mas alertou que as baixas temperaturas agravam problemas respiratórios. O que, por sua vez, poderia representar um risco maior de contágio.

SEM FLEXIBILIZAÇÕES

Diante do futuro incerto, o secretário Nésio Fernandes defendeu que ainda não é o momento de tomar medidas de flexibilização socioeconômicas. “Possuímos um número muito grande de indivíduos infectados e um número diário de óbitos que exigem toda a cautela do Governo Estadual e da sociedade civil”, afirmou.

Nésio Fernandes

Secretário de Saúde do Espírito Santo

"A fase mais crítica será aquela em que a desobediência civil e a polarização acontecerem e motivarem comportamentos na contramão das medidas necessárias para salvar vidas"

Nesse sentido, ele lembrou que, apesar da estimativa de que 386 mil capixabas já tiveram contato com o novo coronavírus, é necessário manter o distanciamento social. “Não sabemos o que acontecerá quando toda a população que se manteve protegida voltar à circular e a ter interações sociais”, alertou.

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