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ES não decide sobre réveillon, mas empresas acreditam em festas liberadas

Realização do carnaval e de festas com queima de fogos no ano-novo são apostas do setor privado, mas Estado e prefeituras ainda não liberaram

Publicado em 04/10/2021 às 18h14
Queima de fogos em Camburi, no Réveillon 2019
Queima de fogos em Camburi, no Réveillon 2019. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Enquanto o governo do Estado e as prefeituras ainda não definiram se haverá realização e liberação de grandes eventos a partir do final do ano, setores que envolvem carnaval e réveillon seguem confiantes na realização de shows e festas e projetam uma série de atrações. A aposta se baseia na meta da própria Secretaria do Estado da Saúde (Sesa), que prevê a aplicação de vacinas em 100% do público-alvo até dezembro com as respectivas doses (D1, D2 e D3).

No setor privado, a expectativa é grande. Na "Cidade Saúde", um novo empreendimento, o P12 Guarapari, já tem mais de 20 atrações nacionais confirmadas entre os dias 30 de dezembro e 29 de janeiro, algumas já com vendas abertas de ingressos. A casa aposta que o município terá um milhão de turistas.

"O mundo não aguenta mais viver em casa, com medo e com incertezas. Após respeitar o momento de isolamento, chegou a hora em que as pessoas querem viver. Sair sem hora pra voltar e curtir cada minuto", afirma um dos sócios da casa, o produtor de eventos Itagildo Marques.

"Estamos confiantes, considerando o novo cenário de vacinação e queda brusca dos números de infectados e mortes", completa João Vitor Guimarães Vaz, do Café de La Musique Guarapari, também com mais de 20 shows confirmados, incluindo no réveillon, e com ingressos à venda.

Mateus Carvalho, do Quintal da Praia, em Guarapari, e do Camarote Vix no Carnaval de Vitória, também está confiante. "A vacinação está nos animando para o réveillon, já temos programação fechada. E em relação ao carnaval, a expectativa é melhor ainda. A retomada do carnaval está acontecendo no Brasil, então esperamos um posicionamento positivo do governo e da Prefeitura de Vitória. Acreditamos na retomada quase cem por cento, com um novo recomeço. Vamos seguir todos os protocolos, mas acreditamos que até lá terá uma flexibilização maior", diz.

No último final de semana, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que, se a pandemia continuar dando sinais de melhora, fará o carnaval na Marquês de Sapucaí.

Apesar de todo ânimo e investimento, na Sesa, não há ainda definição. Procurada pela reportagem, por meio de nota, a secretaria disse que a meta é vacinar 100% do público alvo até dezembro e que, hoje, as medidas qualitativas para cada nível de risco no Espírito Santo estão definidas pela Portaria 013-R de janeiro/2021. A portaria vigente não permitiria carnaval ou réveillon.

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge), Edson Neto, diz que as escolas, que já fizeram sorteio da ordem dos desfiles, estão em plena organização e produção. "Estamos inclusive no estúdio gravando os sambas, que este ano, além do CD, teremos também em vídeo no YouTube. Estamos seguindo o trâmite normal, contratamos a empresa que vai produzir o evento. Viemos acompanhando junto ao município a alta taxa de vacinação e acreditamos na retomada. Se não acontecer, será um grande prejuízo para todos nós", diz.

No início de setembro, o governo do Estado liberou a realização de eventos com no máximo 600 pessoas. Antes da mudança, as festas podiam vender ingressos para até 300 expectadores. Mas mesmo com o aumento, as empresas precisam seguir uma série de regras para realizar as baladas, como ter lista de presença com o nome dos participantes e também o CPF, além de apresentar a carteira de vacinação com pelo menos a primeira dose aplicada.

Outra norma é que o local para ter 600 pessoas precisa, na verdade, ter capacidade para 1.200, ou seja, o dobro. A intenção é evitar aglomeração e a contaminação mais fácil por Covid-19 aos convidados ou consumidores que compraram os ingressos. Os espaços também não podem ter pista de dança.

O QUE DIZEM AS PREFEITURAS

A Prefeitura Municipal de Vitória informou que, neste momento, a prioridade é a completa imunização e a manutenção de medidas sanitárias de enfrentamento à Covid-19. Não há definição, ainda, acerca da festa de réveillon e carnaval.

Até o momento, a capital já aplicou 567.459 doses da vacina contra a Covid, sendo 308.773 da primeira dose, o que representa 108,55% da população adulta vacinável, e 237.055 da segunda dose e dose única, o que representa 83,33 % totalmente imunizada.

Guarapari, por sua vez, disse que ainda está analisando as possibilidades de realização de programações municipais. Assim que houver definição, a mesma será divulgada, segundo a prefeitura.

Na Serra, também não há definição sobre réveillon e carnaval. Em relação à cobertura vacinal, o município registra 77,19% de vacinados com a D1 ou a dose única e, 43,09%, de D2 ou dose única.

A Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura da Prefeitura de Vila Velha está planejando, através de um grupo de trabalho, projetos de atividades no verão, tendo em vista os protocolos de segurança sanitária devido a pandemia do Covid-19. Já há alguma ações em desenvolvimento, mas ainda não há datas nem horários específicos das atrações.

A Prefeitura de Cariacica informa que o momento é de foco total nas medidas sanitárias de combate ao coronavírus e que aguarda o momento oportuno para definir qualquer tipo de discussão que envolva a realização de eventos.

Já o secretário de Cultura e Turismo de Conceição da Barra, Roberto Malacarne, o município tem intenção de realizar os festejos de réveillon e carnaval sabendo que é uma data muito importante para o turismo local, mas os eventos só acontecerão caso a Sesa autorize eventos em espaços públicos, conforme orientações do governo estadual.

Em Anchieta, os serviços necessários para executar queima de fogos na virada do ano já foram contratados, assim como a programação de réveillon/verão. Porém, ainda não há previsão se realmente serão realizados os eventos. Segundo a prefeitura, serão feitas novas avaliações junto à Sala de Situação Covid-19 na primeira quinzena de novembro para ver o comportamento da pandemia.

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