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Publicado em 7 de junho de 2021 às 17:01
O Espírito Santo vivencia um período de estabilidade no número de casos e óbitos decorrentes da Covid-19, com queda nos indicadores na Grande Vitória e aumento no interior. O cenário, previsto pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ainda em maio, não permite relaxamento dos protocolos de segurança como uso de máscaras e distanciamento social. >
Em coletiva na tarde desta segunda-feira (7), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, fez uma análise do momento, indicando oscilações assimétricas na curva de casos. >
"O comportamento tardio em municípios que agora vivem aumento de casos, que não se comporta de maneira simétrica em todas as regiões, não forma uma nova grande onda no território capixaba. A Grande Vitória permanece com uma consolidação da tendência de queda de casos, óbitos e internações hospitalares em UTIs, e uma queda mais sustentada nos últimos dias.">
Nésio Fernandes pontuou que as oscilações microrregionais já foram percebidas em pelo menos duas circunstâncias. Na Região Norte, são três dias de pico de internações nas UTIs, mas o aumento não chegou a impactar na ocupação geral dos leitos de terapia no Estado, que é um indicador que compõe o Mapa de Risco da Covid-19 toda semana. Quanto menos vagas, maior a possibilidade de os municípios serem classificados em risco alto para a doença. >
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Na Região Sul, afirma o secretário, houve oscilação positiva nas internações hospitalares, mas sem reflexo geral para o Espírito Santo, enquanto que, na Grande Vitória, o número de pacientes suspeitos e casos confirmados da Covid-19 apresenta-se em queda nos serviços de emergência, como UPA e PA. "Então, o desenho é de estabilização no Estado, com oscilações microrregionais", assegurou. >
Ainda durante a coletiva, Nésio Fernandes apresentou um panorama da ocupação nos hospitais do Estado, informando que há cerca de 400 leitos de UTI para pacientes com a Covid-19 que não estão sendo utilizados. Em função disso, foram congeladas as contratações de novas vagas nas redes filantrópica e particular, porém os leitos da rede própria não deverão ser desmobilizados no momento. >
"Acreditamos que o Estado deve estar preparado para os piores cenários e com toda estrutura mobilizada para novos momentos críticos", defendeu. >
O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, acrescentou que, embora o Espírito Santo vivencie um período de estabilidade, a pandemia não acabou. >
"Ainda vemos comportamento de pessoas sem uso da máscara e em aglomerações. Tivemos episódios lamentáveis de aglomeração neste final de semana, na Capital inclusive. É preciso muito cuidado com este tipo de comportamento para não disparar novamente o crescimento da curva. A pandemia ainda não acabou. Descuidos dessa natureza, de comportamento individual e coletivo, colocam em risco a estabilidade ou queda. Precisamos todos seguir as orientações da autoridade sanitária", ressaltou Reblin, também na coletiva. >
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