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ES suspende contratos de leitos privados e filantrópicos para Covid-19

Informação foi divulgada pelo secretário Nésio Fernandes nesta segunda-feira (7); reversão das vagas começou em maio, na rede pública

Publicado em 07/06/2021 às 16h07
Leitos leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com novo Coronavírus (Covid-19) no Hospital Estadual Dório Silva, na Serra.
Novas expansões na rede pública seguem confirmadas, de acordo com o secretário Nésio Fernandes. Crédito: Secom-ES/Divulgação

Governo do Espírito Santo suspendeu os contratos que previam o uso de leitos hospitalares das redes particular e filantrópica para atender casos de Covid-19 por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi divulgada pelo secretário Nésio Fernandes, na tarde desta segunda-feira (7).

O congelamento das compras é mais uma etapa da reversão das vagas, iniciada no último mês de maio, durante a fase de recuperação dos índices relacionados à pandemia, após a terceira onda no Estado. Naquele primeiro momento, a desmobilização se deu nos hospitais públicos estatais.

Nésio Fernandes

Secretário de Saúde do Espírito Santo

"Nós congelamos a compra e a contratualização com as redes privadas e filantrópicas e estamos mantendo a estratégia de fortalecimento da rede própria, ligada ao Sistema Único de Saúde (SUS)"

Segundo o secretário, essa medida é possível porque o Espírito Santo tem sustentado uma ocupação hospitalar que permite que centenas de leitos de UTI fiquem livres para atender pacientes graves da Covid-19, considerando apenas os que atualmente estão disponíveis para tratar exclusivamente essa doença.

Nesta segunda-feira (7), a rede pública conta com 991 vagas intensivas destinadas à pandemia, sendo que 669 estão ocupadas. Já no que diz respeito às enfermarias, são 854 vagas, das quais 420 têm pacientes. Os dados são do Painel de Ocupação de Leitos Hospitalares, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

67,51% de ocupação

é a taxa relativa aos leitos públicos de UTI para a Covid-19 no ES

Na coletiva, Nésio Fernandes afirmou que essa é uma maneira de fortalecer os hospitais do Estado. "A expectativa é consolidar uma saúde pública capaz de garantir a universalidade, equidade e qualidade para que parte da classe média passe a utilizar o SUS, com uma infraestrutura moderna, atualizada e ampla."

Durante o pior momento da pandemia, compreendido entre março e abril deste ano, o Espírito Santo chegou a ter quase 2.200 leitos de UTI e enfermaria. "Ocorrendo uma nova expansão, acreditamos que a estrutura de leitos já implementada, com os leitos privados e filantrópicos, será suficiente", garantiu.

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