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Acidente em Vila Velha: jovem ainda não sabe da morte de namorada

Matheus Jose Silva, 23, e a namorada Amanda Marques Pinto, 20, seguiam de moto para o bairro Divino Espírito Santo, onde moravam, quando carro colidiu contra o casal. Amanda morreu na hora

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 18/04/2021 às 20h13
Matheus José Silva, 23 anos, e Amanda Marques, 20, sofreram acidente na noite de sábado (17)
Amanda e Matheus sofreram acidente em Vila Velha. Crédito: Reprodução/Instagram/Arquivo pessoal

Matheus Jose Silva, 23 anos, ainda não sabe que a namorada, Amanda Marques Pinto, 20, não sobreviveu ao acidente envolvendo a moto em que estavam e um Toyota Corolla, na noite de sábado (17), na Rodovia Darly Santos, nas proximidades do bairro Jardim Asteca, em Vila Velha.

Amanda e o rapaz, que trabalha em uma fábrica de gesso, haviam saído da casa da mãe da jovem, no bairro Jockey, e seguiam de moto para o bairro Divino Espírito Santo, onde moravam, quando um Corolla, que seguia no mesmo sentido na pista, atingiu a traseira da motocicleta, segundo informações da Polícia Militar.

Amanda morreu no local, enquanto Matheus foi levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, onde ainda estava internado na noite deste domingo (18).

Segundo o tio de Matheus, Antônio Victor da Silva, o estado do sobrinho, no momento, é estável. Entretanto, ele pode precisar passar por uma cirurgia. Na manhã deste domingo, foi constatada a existência de um coágulo na cabeça do jovem.

“A princípio, ele está sendo tratado com medicamentos para dissolver o coágulo, mas ainda é preciso aguardar para ver se vai funcionar, ou se precisará passar por uma cirurgia para removê-lo”, contou Silva.

Ele explicou ainda que o sobrinho não está completamente lúcido. Às vezes fala com outras pessoas, como a mãe, por exemplo, e pensa que é Amanda. Quando percebe que não é a namorada, fica nervoso e, em alguns momentos, é necessário sedá-lo.

“Em função de tudo que está acontecendo, ele ainda não foi informado da morte de Amanda, mas fica bastante agitado quando se dá conta que ela não está por perto”, concluiu o tio.

RELEMBRE O CASO

Amanda e Matheus haviam saído da casa da mãe da jovem, no bairro Jockey, e seguiam de moto para o bairro Divino Espírito Santo, onde moravam, quando ocorreu o acidente.

Era Matheus quem pilotava a moto, modelo Honda XRE 300, no momento em que o Corolla, que seguia no mesmo sentido na pista, atingiu a traseira da motocicleta, segundo a Polícia Militar.

Amanda morreu no local, enquanto Matheus foi levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, onde estava internado até a manhã deste domingo.

O motorista, identificado como Wagner Nunes de Paulo, de 28 anos, se recusou a fazer o teste de etilômetro no local do acidente. 

Inconformada, a mãe da jovem pede por justiça. Ela disse à TV Gazeta que várias pessoas que presenciaram o acidente e pararam para ajudar disseram que o motorista estava bêbado. "O meu marido foi na delegacia e viu tudo. O rapaz estava embriagado, desnorteado", contou.

Wagner Nunes de Paulo foi detido em flagrante após a batida e foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, crime previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, como informou a Polícia Civil, por meio de nota.

Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana no início da manhã deste domingo (18), onde passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, a pedido do Ministério Público.

O QUE DIZ A DEFESA DE WAGNER

À reportagem, o advogado responsável pela defesa do motorista, Ramon Coelho Almeida, confirmou a manutenção da prisão do rapaz, mas descreveu o ocorrido como uma fatalidade.

“Foi literalmente um acidente. É uma pessoa que nunca sofreu nenhum acidente e vamos provar que foi mesmo uma fatalidade. Vamos lutar pela liberdade dele", afirmou.

Questionado sobre o motivo pelo qual o motorista se recusou a fazer o teste do etilômetro, o advogado afirmou que Wagner agiu sem pensar, diante da perplexidade em relação ao ocorrido.

“Ele contou que não parou para pensar nas consequências de negar o exame, que simplesmente estava sem reação. Mas não foi oportunizado que ele fizesse o teste de sangue ou qualquer outro tipo posteriormente. Ninguém solicitou e ele estava sem advogado, sem orientação na hora. Não foi solicitado nem na delegacia, nem no IML. Se tivessem solicitado, ele teria feito.”

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