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Opinião da Gazeta

Revitalização do Centro de Vitória dá novo passo, mas jornada ainda é longa

Redução de impostos adotada pela prefeitura ajuda a despertar interesse de empresas pela região; mas recuperação do bairro exige trabalho em conjunto de União, Estado, município e iniciativa privada

Publicado em 25 de Novembro de 2022 às 02:00

Públicado em 

25 nov 2022 às 02:00

Colunista

Lojas fechadas na avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória
Lojas fechadas na avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
Um dos planos da Prefeitura de Vitória (PMV) para atrair empresas para o Centro da Capital começa a dar sinais de que poderá ter bons resultados. Como informou o colunista Abdo Filho, três empresas de médio e grande portes procuraram a administração municipal nas últimas semanas interessadas em se instalar na região.
São uma administradora de cartão de crédito, uma de saúde e outra de call center que querem se estabelecer no Centro, atraídas por uma nova lei, publicada no começo de outubro, que reduz o Imposto Sobre Serviço (ISS) ao mínimo permitido pela legislação, 2%, para negócios de diversos setores que se instalarem na região.
A essa legislação junta-se outra, também da PMV, que zera a cobrança de IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) para imóveis que forem modernizados, sem ter a arquitetura descaracterizada, ou recebam investimentos para novas destinações. É a chamada Lei do Retrofit.
Iniciativas como essas são mais um passo dentro da longa jornada de revitalização do Centro, que começou há quatro décadas e desafia os governos estadual e municipal. Outros passos já vêm sendo dados, como a reocupação de prédios por parte do Executivo capixaba, que transferiu atividades administrativas de secretarias e autarquias para a região, em movimento contrário ao adotado anos antes.
Destaca-se também a nova destinação de imóveis históricos, outrora abandonados, que foram transformados em moradias populares; a reabertura do Saldanha da Gama, onde passaram a funcionar novos estabelecimentos gastronômicos; a nova destinação do Hotel Majestic e a conclusão das obras do Portal do Príncipe, uma das portas de entrada da Capital.
Também é muito bem-vindo o plano de reurbanização das Ruas Sete e Gama Rosa. Há o projeto de instalar polos gastronômicos nos locais, que já são caldeirões culturais na região, assim como em outras áreas da cidade, entre elas a Curva da Jurema e Rua da Lama. 
Por enquanto, porém, ações como essas criam apenas ilhas de recuperação em meio a um oceano de abandono, provocado pelo esvaziamento que já é tão histórico quanto o próprio Centro. Nos anos 1980 e nas décadas seguintes, Vitória vivenciou um reordenamento urbano. A Enseada do Suá e a Praia do Canto passaram a ser os polos comercial e empresarial da Capital. E a concentração residencial migrou para a porção norte da cidade, especialmente Jardim da Penha e Jardim Camburi.
É melancólico passar pelas antes agitadas avenidas Jerônimo Monteiro e Princesa Isabel e se deparar com dezenas de lojas fechadas, casarões desgastados pelo tempo e calçadas desertas. Cenário que poderia mudar com a recuperação do Mercado da Capixaba. Há um projeto para revitalizar o espaço, que já foi um importante ponto comercial na Grande Vitória. No entanto, a obra, prevista para ter começado no ano passado, ainda caminha a passos lentos.
Tão importante quanto será a restauração do Teatro Carlos Gomes, fechado desde 2017. Espera-se que o projeto de recuperação desse espaço cultural, anunciado em junho, seja cumprido de forma célere. O Centro carece de iniciativas socieconômicas e culturais, que respeitem o histórico de efervescência artística da região. 
Ao lado do teatro, encontra-se um dos principais símbolos do abandono do Centro. O Edifício Getúlio Vargas, mais conhecido como o antigo prédio do IAPI, permanece fechado. A expectativa de que fosse transformado em moradia popular não se concretizou, e o imóvel acabou retornando para o controle da União em 2020. Desde então, mantém seu estado de deterioração, à espera de um novo destino.
Também é preciso definir a destinação do Centro Cultural Carmélia e dos galpões da Codesa. Este último, tombado como patrimônio cultural do Estado, tem potencial para virar um novo ponto de encontro e lazer no Centro. Caberá à Quadra Capital, gestora responsável pelo Porto de Vitória durante os próximos 35 anos, definir o futuro dos armazéns, que precisam ser reformados dentro de 24 meses, conforme estabelece o contrato de concessão.
Como se vê, o trabalho de revitalização do Centro não pode depender de iniciativas isoladas. É preciso um trabalho em conjunto de União, Estado e município, além da iniciativa privada, para que o local volte a cumprir sua vocação: ser um dos centros de atenção da Capital.

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