“Alegria, vitória da ciência”, exclamou o governador
Renato Casagrande em um vídeo postado por sua equipe, ao assistir, na manhã desta segunda-feira (18), ao embarque dos lotes com as primeiras doses da vacina CoronaVac de São Paulo para as demais unidades federadas, em aviões de carga, na pista do aeroporto de Guarulhos. Podemos expandir a frase: é também um triunfo de quem sempre acreditou nesse caminho. E, portanto, não deixa de ser uma vitória para o próprio governo Casagrande. Nesta semana tão importante para os brasileiros na luta contra o novo
coronavírus, é preciso reconhecer os méritos do governo do Espírito Santo pela condução da crise da pandemia.
Há erros? É claro que há. Mas o saldo do governo é positivo, com muito mais acertos do que erros. O rumo desde o início está correto. As decisões, os pronunciamentos e a condução da crise de modo geral por parte do governo estadual têm sido regidos por moderação, sensatez, clareza e transparência na comunicação com a sociedade, respeito à ciência e racionalidade (com destaque para esta última palavra). Acima de tudo, entre erros e acertos, percebe-se uma clara disposição de acertar, em vez de se omitir; de enfrentar o problema, em vez de negá-lo; e de procurar ativamente soluções, em vez de ficar esperando que elas caiam do céu (ou do governo federal).
Além da ininterrupta batalha contra o vírus, a pandemia ensejou uma contínua guerra travada no campo da comunicação. Com redes sociais inundadas por desinformação (não raro reforçadas por políticos), um governo responsável precisa entrar com tudo nessa guerra informativa, a fim de disputar a atenção das pessoas e provê-las com informações corretas, tecnicamente embasadas (objetivo comum à imprensa profissional).
Nesse sentido, o governo Casagrande tem se destacado pela interlocução constante com a sociedade desde o início da pandemia. Regularmente, o próprio governador realiza pronunciamentos ao vivo em suas redes sociais e canais oficiais do governo, bem como entrevistas coletivas online para responder a questionamentos da imprensa, que por sua vez cumpre o papel de mediação entre o poder e a sociedade, levando aos representantes do governo os questionamentos das pessoas, difundindo ao público as informações apuradas e separando o que é fato do que é desinformação.
Também nesse aspecto, cabe destacar o papel cumprido desde o início pela dupla à frente das políticas de gestão da pandemia na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Pelo menos uma vez por semana, o secretário Nésio Fernandes e o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, também realizam pronunciamentos e entrevistas coletivas remotas, de modo a manter o público permanentemente atualizado sobre as novidades e a evolução da pandemia no Estado.
Nessas coletivas, sempre de modo muito calmo e muito técnico, a dupla transmite as informações que ajudam a desconstruir narrativas sem base alguma. Assim ficamos sabendo, por exemplo, sobre os resultados dos inquéritos sorológicos, as mudanças semanais na Matriz de Risco etc.
Também a fim de manter a transparência, o governo estadual desde muito cedo criou o
Painel Covid-19, portal onde é possível encontrar um cabedal de dados detalhados sobre o contágio por coronavírus e os impactos da pandemia na área da saúde sobre a população capixaba (número de casos e de mortes, por bairro, estrato social etc.), com atualizações diárias.
A própria Matriz de Risco, instrumento criado e lançado lá no início da pandemia, em meados de abril, também é uma bela amostra da determinação do governo estadual em pautar suas decisões por critérios técnicos, transparentes e de conhecimento público. Seguindo um conjunto de parâmetros (como a velocidade do contágio e o número de leitos hospitalares de UTI ocupados), bem como o cruzamento desses dados, o governo classifica os municípios capixabas em três níveis: risco alto, moderado ou baixo.
E é com base nessa classificação que se decide sobre a adoção de medidas mais ou menos restritivas para o funcionamento do comércio e circulação social caso a caso, em cada município.
Podem-se questionar os parâmetros e a metodologia aplicada (e, de fato, o instrumento precisou ser aprimorado ao longo do tempo). Mas ninguém pode negar que os critérios são técnicos, cristalinos e de conhecimento geral. Não dá para alegar que o governo está tomando decisões de maneira arbitrária, na base do “achismo”.
Outro acerto do governo estadual que o tempo logo provou incontestável foi a opção, feita já em meados de abril, por investir na expansão da quantidade de leitos de UTI na própria rede pública estadual (além da compra de leitos na rede privada), em vez de apostar na construção de hospitais de campanha (ideia que chegou a ser cogitada em março, mas logo foi descartada). Essa escolha proporcionou dois grandes benefícios, sendo um de longo prazo e outro absolutamente imediato.
No longo prazo, como o governador e o secretário não se cansam de frisar, essas centenas de novos leitos ficarão como legado para o SUS e a população capixaba nos próximos anos (e não só para tratamento da Covid-19). Já no plano imediato, foi isso concretamente que evitou o colapso em poucos meses de pandemia do nosso sistema público hospitalar, pressionado pelo ingresso às centenas de pacientes internados com a Covid-19.