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Publicado em 7 de março de 2026 às 08:00
A tireoide é uma pequena glândula, em formato de borboleta, que fica na parte da frente do pescoço. Localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da laringe e à frente da traqueia, a glândula integra o sistema endócrino e é responsável pela produção dos hormônios tireoidianos, substâncias que regulam diversas funções do organismo, principalmente o metabolismo.>
"Ela é muito importante pois produz hormônios que são essenciais para diversas funções do organismo, como: regulação do metabolismo, ritmo do coração, manutenção da temperatura corporal, funcionamento do intestino e saúde da pele, cabelo e unhas. Por isso, quando a tireoide não funciona corretamente, diversos sistemas do corpo podem ser afetados", explica a endocrinologista Caroline Castro, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.>
A médica conta que os sintomas podem variar dependendo se a tireoide está funcionando menos do que deveria (hipotireoidismo) ou mais do que deveria (hipertireoidismo). "Quando a tireoide funciona mais devagar (hipotireoidismo), pode haver cansaço excessivo, sonolência, ganho de peso, pele seca, queda de cabelo, intestino preguiçoso e sensação de frio. No entanto, quando a tireoide está acelerada (hipertireoidismo), os sintomas mais comuns são: perda de peso, tremor, irritabilidade, palpitações, insônia e intolerância ao calor", diz Caroline. >
A endocrinologista Camila Salim, da Rede Meridional diz que quando há alterações na produção hormonal, podem surgir diferentes problemas de saúde. As disfunções mais comuns são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, que apresentam manifestações clínicas distintas. No hipotireoidismo, quando há deficiência na produção dos hormônios da tireoide, os sintomas podem incluir fadiga, redução da capacidade funcional, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação intestinal, pele seca, queda de cabelo, lentificação cognitiva e irregularidades menstruais.>
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Já no hipertireoidismo, caracterizado pelo excesso de hormônios tireoidianos, é comum que o paciente apresente perda de peso involuntária, taquicardia, tremores, ansiedade, irritabilidade, intolerância ao calor, sudorese aumentada, alterações no sono e aumento da frequência intestinal. Além das alterações hormonais, também podem ocorrer mudanças estruturais na glândula, como o aparecimento de bócio ou nódulos tireoidianos.>
Segundo a especialista, essas condições merecem atenção médica porque os hormônios da tireoide influenciam vários sistemas do organismo. "Alterações hormonais prolongadas podem afetar diferentes órgãos e sistemas, como o cardiovascular, o metabolismo energético, o sistema nervoso central, o sistema musculoesquelético e o sistema reprodutivo". >
Caroline Castro conta que na maioria dos casos, não existe uma forma específica de prevenir as doenças da tireoide, especialmente quando elas são de origem autoimune, mas alguns cuidados podem ajudar, como manter uma alimentação equilibrada, consumir iodo na quantidade adequada (presente no sal iodado), realizar acompanhamento médico quando há histórico familiar de doenças da tireoide e investigar sintomas suspeitos.>
Camila Salim conta que nos estágios iniciais, muitas dessas alterações podem ser leves ou até mesmo não apresentar sintomas, sendo identificadas apenas por meio de exames laboratoriais. Por isso, ela reforça a importância do acompanhamento e da investigação precoce. “Com a progressão da doença, os sintomas tendem a se tornar mais evidentes, por isso a monitorização laboratorial e a detecção precoce são fundamentais”, afirma.>
O tratamento das doenças da tireoide depende da causa e do tipo de alteração. Nos casos de hipotireoidismo, o tratamento é feito com reposição hormonal por meio do uso de levotiroxina. Já no hipertireoidismo, podem ser indicados medicamentos antitireoidianos, terapia com iodo radioativo ou, em algumas situações, cirurgia. Quando há presença de nódulos na tireoide, a conduta pode variar entre acompanhamento clínico, realização de punção para diagnóstico por biópsia ou procedimento cirúrgico, quando indicado.>
Com diagnóstico correto e acompanhamento adequado, a maioria das alterações da tireoide apresenta bom controle. “Com diagnóstico e seguimento apropriados, a grande maioria das doenças tireoidianas tem tratamento eficaz e permite que o paciente mantenha qualidade de vida”, conclui a endocrinologista.>
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