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Menopausa precoce: 8 sintomas que podem indicar queda hormonal

Impactos que vão além do ciclo menstrual, afetando também a fertilidade e a saúde geral
Portal Edicase

Publicado em 

06 mar 2026 às 17:30

Publicado em 06 de Março de 2026 às 17:30

Queda precoce de estrogênio pode afetar fertilidade e qualidade de vida (Imagem: Blueastro | Shutterstock)
Queda precoce de estrogênio pode afetar fertilidade e qualidade de vida Crédito: Imagem: Blueastro | Shutterstock
A menopausa precoce ocorre quando a atividade dos ovários diminui antes dos 40 anos, provocando uma queda antecipada na produção de hormônios como o estrogênio. Essa mudança pode desencadear uma série de sintomas e impactos que vão além do ciclo menstrual, afetando também a fertilidade e a saúde geral.
Essa é uma das principais diferenças entre a menopausa precoce e a que se dá na faixa etária típica, a partir dos 50 anos: o impacto sobre a qualidade de vida. Isso porque quando a perda de estrogênio é antecipada, ela pode intensificar sintomas como ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor, além de riscos de longo prazo, como osteoporose e problemas cardíacos, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
“Quanto à fertilidade, essa condição precoce indica que a reserva ovariana está extremamente baixa. As estimativas mostram que entre 5% e 10% das mulheres diagnosticadas ainda conseguem engravidar espontaneamente”, explica a ginecologista e cirurgiã minimamente invasiva do Hospital Santa Catarina – Paulista, Dra. Débora Maranhão.
Além das mudanças hormonais , a condição pode gerar inseguranças relacionadas ao futuro reprodutivo. “Esse é um ponto sensível e de um impacto relevante, especialmente para quem tem desejo reprodutivo e, sem aviso prévio, se vê em uma situação desfavorável à realização desse sonho. É preciso avaliar e tratar com empatia. Cada caso é um caso, e não uma sentença. Por isso, informação e acompanhamento médico são fundamentais”, ressalta a especialista.

Sinais a serem investigados

Mulheres com menos de 40 anos que apresentam irregularidades no ciclo menstrual ou passam três meses ou mais sem menstruar devem investigar a possibilidade de insuficiência ovariana. “Esses sinais, somados a sintomas como secura vaginal, perda de libido e alterações de humor, são indicativos importantes para o diagnóstico”, reforça a ginecologista. Veja quando desconfiar:
  • Irregularidade menstrual;
  • Secura ou atrofia vaginal;
  • Ondas de calor;
  • Perda da libido;
  • Alterações de humor;
  • Dificuldades cognitivas;
  • Insônia e irritabilidade;
  • Incontinência e infecção urinária.
Outra evidência comum são os famosos fogachos ou ondas de calor, que em geral afetam a qualidade do sono, causam mais irritabilidade e reduzem a qualidade de vida da mulher como um todo. Para prevenir essas e outras complicações, iniciar o tratamento o quanto antes faz a diferença.
Hábitos saudáveis podem ajudar a amenizar os sintomas e complementar o tratamento médico (Imagem: andreonegin | Shutterstock)
Hábitos saudáveis podem ajudar a amenizar os sintomas e complementar o tratamento médico Crédito: Imagem: andreonegin | Shutterstock

Tratamento individualizado

A reposição hormonal é o tratamento de primeira linha para aliviar os sintomas e prevenir intercorrências, explica a Dra. Débora Maranhão. “Temos resultados positivos entre as mulheres que repõem de maneira adequada e com acompanhamento médico. É fundamental que cada caso seja avaliado individualmente, de forma criteriosa, antes da indicação terapêutica”, afirma. 
Se de um lado o uso de medicação requer um olhar clínico mais apurado, de outro, ações complementares simples podem ajudar a amenizar o quadro. Prática de atividade física, dieta balanceada e anti-inflamatória, e uso de suplementos naturais , como maca peruana e isoflavonas, pode ter papel coadjuvante, mas significativo no manejo da condição.

Origem e fatores associados

Cerca de 90% dos casos de menopausa precoce não têm uma causa clara e são classificados como idiopáticos, ou seja, permanecem com origem indefinida mesmo após investigação. Os 10% restantes têm origem genética ou estão associados a doenças autoimunes, tratamentos médicos agressivos, como quimioterapia e radioterapia, ou ainda à retirada cirúrgica dos ovários.
“A maior parte das mulheres afetadas não apresenta predisposição genética, mas o histórico familiar pode ser considerado um fator de risco. Então, caso a mãe tenha tido menopausa precoce, as chances de a filha ter é um pouco maior, mas isso não é determinante. O mais importante é estar sempre atenta e buscar ajuda médica o quanto antes”, destaca a ginecologista.
Por Nadja Cortes

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