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Alex Escobar: entenda o que são pólipos nas cordas vocais e como tratar

Alex Escobar: entenda o que são pólipos nas cordas vocais e como tratar

Lesões benignas que surgem nas pregas vocais costumam causar rouquidão persistente e podem exigir tratamento especializado

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Guilherme Sillva

Editor do Se Cuida / [email protected]

Publicado em 5 de março de 2026 às 16:29

Alex Escobar
Alex Escobar vai operar os  pólipos nas cordas vocais Crédito: Reprodução @Alexescobar

O apresentador Alex Escobar usou seu Instagram para esclarecer que está enfrentando uma batalha contra problemas na voz e precisará passar por um procedimento cirúrgico em breve. Ele explicou que o problema não é recente e que precisou de ajuda profissional para conseguir realizar a cobertura da folia carioca este ano. "Passando aqui para dar uma satisfação para quem me acompanha… Eu estou desde o final do ano passado em uma luta com pólipos nas cordas vocais".

O jornalista contou como foi trabalhar no carnaval. "Tive que contar com o apoio precioso da Débora, nossa fonoaudióloga da Globo, que conseguiu colocar minha voz no lugar. Fiz três madrugadas bem, mas preciso operar", afirmou.

Escobar compartilhou seus sentimentos sobre a pausa forçada na carreira. "Então, vamos remarcar a cirurgia para breve. Assim que eu conseguir resolver essa questão, estarei de volta. Não vejo a hora".

Entenda a condição

Os pólipos nas cordas vocais são lesões benignas que surgem nas pregas vocais, estruturas localizadas na laringe responsáveis pela produção da voz. Essas formações geralmente aparecem como pequenos inchaços ou bolhas que interferem na vibração normal das cordas vocais durante a fala, provocando alterações no som da voz. De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial, alterações benignas da laringe como pólipos são relativamente comuns e podem comprometer a comunicação quando não tratadas.

O otorrinolaringologista Roberto Novaes, da Unimed Sul Capixaba, explica que o problema costuma estar associado ao uso excessivo ou inadequado da voz. “Os pólipos são lesões benignas que surgem nas cordas vocais e alteram o funcionamento da voz. Eles costumam aparecer após episódios de abuso vocal, como falar muito alto, gritar ou utilizar a voz de forma intensa por longos períodos”, afirma.

Entre as principais causas estão esforço vocal repetitivo, tabagismo, refluxo gastroesofágico e irritações frequentes na laringe. Esses fatores provocam inflamações e pequenos traumas nas pregas vocais que favorecem o surgimento das lesões. Segundo Roberto Novaes, profissionais que utilizam a voz como ferramenta de trabalho, como professores, cantores e palestrantes, estão entre os grupos mais expostos.

O sintoma mais comum é a rouquidão persistente, que pode vir acompanhada de mudanças no timbre da voz, falhas ao falar e sensação de esforço para produzir som. “Quando a rouquidão dura mais de duas ou três semanas, o ideal é procurar um otorrinolaringologista para avaliação. Esse é um dos principais sinais de alerta para alterações nas cordas vocais”, explica Roberto Novaes.

O diagnóstico é feito por meio de avaliação médica e de exames que permitem visualizar diretamente a laringe. A Academia Americana de Otorrinolaringologia recomenda, principalmente, a laringoscopia, exame realizado com câmera de alta definição que permite observar as cordas vocais e identificar a presença do pólipo.

O tratamento depende do tamanho da lesão e da intensidade dos sintomas. Segundo as diretrizes clínicas publicadas na National Library of Medicine, base científica mantida pelo governo dos Estados Unidos, em alguns casos iniciais, repouso vocal, mudanças de hábitos e acompanhamento fonoaudiológico podem ajudar a melhorar a voz e reduzir a irritação das pregas vocais.

Quando o pólipo é maior ou não responde ao tratamento conservador, pode ser indicada cirurgia para retirada da lesão. “A cirurgia é feita por meio de microcirurgia de laringe, utilizando instrumentos delicados e câmera para remover o pólipo preservando o máximo possível da corda vocal”, explica Roberto Novaes.

De acordo com a American Academy of Otolaryngology o procedimento é realizado com anestesia geral e normalmente não exige cortes externos, pois é feito pela boca com auxílio de equipamentos endoscópicos. Após a cirurgia, o paciente precisa manter repouso vocal por alguns dias e, em muitos casos, realizar reabilitação com fonoaudiólogo para recuperar a qualidade da voz.

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