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Epidemia

Coronavírus: Filipinas reportam 1ª morte fora da China

Pelo menos mais sete países anunciaram no domingo (2), novas medidas contra viajantes procedentes da China

Publicado em 03 de Fevereiro de 2020 às 10:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 fev 2020 às 10:25
Amostra laboratorial do coronavírus, que pode causar desde resfriados comuns até SARS e MERS Crédito: Center for Desease Control and Prevention
As Filipinas registraram no sábado (1º) a primeira morte pelo novo coronavírus fora da China. Com o anúncio do óbito e o aumento de casos confirmados fora do território chinês, crescem no mundo as restrições de viagem impostas à China e a estrangeiros que visitaram o país.
Pelo menos mais sete países anunciaram no domingo (2), novas medidas contra viajantes procedentes da China. Eles seguem a decisão de países como Estados Unidos e Austrália, que já haviam anunciado a proibição da entrada de estrangeiros que estiveram na China.
Nos EUA, onde as três maiores companhias aéreas suspenderam todos os voos para a China, o veto à entrada teve início na noite de domingo.
O governo filipino foi um dos que seguiram a medida e anunciaram também no domingo a proibição da entrada de chineses ou estrangeiros que estiveram na China nos últimos 14 dias. O país já tinha uma restrição de acesso para pessoas vindas da província de Hubei, onde o surto começou, mas anunciou que o veto foi ampliado para todo o território chinês, incluindo as regiões autônomas, como Hong Kong e Macau.
O paciente morto por coronavírus nas Filipinas era um homem de 44 anos, cidadão chinês, que esteve na China e teve contato com o primeiro caso confirmado nas Filipinas. Ele chegou de Hong Kong no dia 21 de janeiro e deu entrada em um hospital de Manila quatro dias depois, com pneumonia.
Indonésia, Vietnã e Nova Zelândia também anunciaram o veto a entrada de estrangeiros vindos de cidades chinesas, assim como o cancelamento de voos para o local.
Já a Índia anunciou que suspendeu a emissão de vistos eletrônicos para visitantes chineses e cancelou os já emitidos.
A Coreia do Sul, por sua vez, também informou que vetará a entrada de estrangeiros procedentes da China, mas, por enquanto, restringirá o acesso apenas dos viajantes vindos da província de Hubei. A medida terá início amanhã.
A Rússia, que já havia anunciado o fechamento das fronteiras terrestres e a suspensão da emissão de vistos de turismo, também irá paralisar as operações dos trens que fazem o trajeto entre os dois países, o que inclui a rota Pequim-Moscou.
As decisões vão contra a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aconselhou os países a não restringirem viagens e o comércio. Como pontos negativos das restrições estão a dificuldade de deslocamento de profissionais de saúde a locais mais críticos e o risco de imigração ilegal, o que dificultaria o controle do vírus, já que viajantes que entram de forma clandestina em outro país não estão sujeitos a medidas de controle sanitárias.
O número de casos confirmados em outros países vem crescendo. Segundo boletim divulgado neste domingo pela OMS, 14 novos registros foram confirmados no dia anterior, o que eleva para 146 o número de infecções fora da China. Nenhum país novo entrou para a lista nos últimos dois dias, mas 23 nações já notificaram registro da doença.
Japão (20 casos), Tailândia (19) e Cingapura (18) são os países com o maior número de contaminados sem considerar a China, onde o vírus já infectou 17,2 mil pessoas e matou 361, segundo balanço deste domingo. (Com agências internacionais).

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