ASSINE

Ford Maverick é opção de quem acha as picapes médias grandes demais

Lançado no Brasil em uma única versão, a Lariat FX4, de perfil off-road, o modelo pretende oferecer a versatilidade e robustez das picapes com a dirigibilidade de um sedã premium e o conforto de um SUV

Tempo de leitura: 8min
Publicado em 25/02/2022 às 14h25
Ford Maverick quer ser uma opção de quem acha as picapes médias grandes demais
O design da Maverick segue a tendência musculosa da atual linha global de picapes da Ford. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

O nome é imponente, herdado de um antigo cupê que chegou a ser produzido no Brasil de 1973 a 1979. No ano passado, foi resgatado para uma nova picape com carroceria em monobloco, que se tornou um sucesso instantâneo no mercado norte-americano. Agora, a Ford Maverick desembarca no Brasil, importada do México.

Construída sobre a mesma plataforma C2 do utilitário esportivo Bronco Sport, também importado do México, a nova picape tem 5,07 metros de comprimento, 2,13 metros de largura, 2,73 metros de altura e 3,07 metros de entre-eixos – ou seja, é 28 centímetros mais curta, 15 centímetros mais baixa, dois centímetros mais estreita e tem 15 centímetros a menos de entre-eixos que a Ranger, a picape média da Ford com chassi sobre longarinas, trazida da Argentina.

Lançada no Brasil em uma única versão, a Lariat FX4, de perfil off-road, a Maverick pretende oferecer a versatilidade e robustez das picapes com a dirigibilidade de um sedã premium e o conforto de um SUV. Se parece “mignon” em relação à Ranger e às outras picapes médias, a Maverick tem dimensões estrategicamente mais encorpadas em relação às da Toro. A picape intermediária (posicionada entre as compactas e as médias) em monobloco da Fiat busca o mesmo público cobiçado pela Maverick e vende muito bem – média de 5.909 emplacamentos mensais em 2021, que lhe renderam o posto de sétimo automóvel mais vendido do Brasil.

O design da Maverick segue a tendência musculosa da atual linha global de picapes da Ford. Inspirados na F-150, os faróis em leds da Maverick têm formato de “C”. São unidos por uma barra dupla horizontal que atravessa a ampla grade e sustenta o tradicional logo oval azul centralizado. Ganchos frontais para reboque ladeiam a entrada inferior de ar, abaixo da placa de identificação. No perfil, destacam-se a silhueta quadrática e a altura reduzida.

As rodas de liga leve de 17 polegadas são na cor preta. Atrás, as lanternas são trapezoidais e o nicho da placa é deslocado para direita, para abrir lugar centralizado para a pré-instalação de engate para reboque com conector de quatro pinos e chicote , a picape pode puxar até 499 quilos. A inscrição “Maverick” aparece em baixo relevo, na tampa da caçamba. Com capacidade de carga de 617 quilos e 943 litros, a caçamba adota um conceito chamado “flexbed”, que reforça a versatilidade para transportar diferentes tipos de bagagens. O inusitado abridor de garrafas que chamou a atenção no porta-malas do Bronco Sport aparece reeditado na tampa traseira da Maverick.

Ford Maverick quer ser uma opção de quem acha as picapes médias grandes demais
Com capacidade de carga de 617 quilos e 943 litros, a caçamba adota um conceito chamado “flexbed”. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

O “powertrain” é formado por motor 2.0 EcoBoost a gasolina, tração integral AWD e transmissão automática de 8 velocidades com seletor de marchas rotativo (E-Shifter), o mesmo conjunto adotado no Bronco Sport. Mas, por ajustes na calibração na Maverick, entrega 253 cavalos, 13 a mais do que os 240 do SUV. A picape conta com sistema Auto Start/Stop, que desativa o motor nas paradas para poupar combustível, e oferece cinco modos de condução selecionáveis. Segundo a Ford, a Maverick acelera de zero a 100 km/h em 7,2 segundos e sua velocidade máxima é de 175 km/h. Ainda de acordo com a fabricante, o consumo fica em 8,8 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada.

A segurança da Maverick é reforçada por cintos de segurança de três pontos com ajuste de altura e pré-tensionadores na frente, ganchos Isofix, três alças de segurança dianteira e traseiras, monitoramento de pressão dos pneus e alarme perimétrico com imobilizador, além de sete airbags (dianteiros, laterais, de cortina e joelho para o motorista).

Mais raras no segmento de picapes são as tecnologias de segurança como o assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestre e ciclista, o alerta de colisão frontal, o sistema de assistência de frenagem e o freio automático após impacto. A lista de acessórios inclui capota rígida elétrica ou manual, capota marítima, santantônio, sensor de estacionamento, assistente de descida da tampa da caçamba, suporte para bicicleta, extensor/divisor e caixas organizadoras para a caçamba, estribos, entrada de ar do capô e aerofólios da cabine e da porta traseira.

A Maverick oferece dez opções de cores, incluindo alguns tons vivos bastante raros em picapes: Vermelho Aurora, Laranja Delhi, Azul Malacara, Azul Lyse, Azul Indianápolis, Cinza Torres, Cinza Dover, Prata Orvalho, Branco Ártico e Preto Astúrias.

Se em termos de dimensões, equipamentos e motorização a Maverick mostra vantagens competitivas em relação à Toro, o preço anunciado pela Ford para a nova picape, por R$ 239.990 (base Brasília), sem opcionais, deixa claro que a intenção da marca norte-americana é posicionar o novo modelo em um patamar mais próximo aos valores praticados nas picapes médias.

Enquanto a picape intermediária da Fiat é oferecida por valores que vão de R$ 137.990 da mais básica Endurance aos R$ 207.390 da “top” Ultra, o preço da Maverick fica bem mais próximo dos R$ 246.190 pedidos pela Ranger Storm 3.2 Diesel 4x4 AT 2022, movida por um motor turbodiesel CDTI 3,2 litros de cinco cilindros que entrega 200 cavalos e 47,9 kgfm. Ou seja, a proposta da Maverick não é criar um novo patamar de preços na linha de picapes da Ford, mas sim oferecer uma opção para quem busca uma picape menor e mais ágil no uso urbano em comparação às médias – porém, com dirigibilidade e recursos off-road similares aos dos SUVs 4x4.

EXPERIÊNCIA A BORDO

A altura da Maverick facilita o acesso tanto à caçamba quanto à cabine. Dentro dela, chamam a atenção as soluções criativas – como o amplo compartimento de 73 litros escondido sob o banco traseiro, ótimo para abrigar objetos que se pretenda manter protegidos dos olhares cobiçosos da sempre atenta bandidagem. A cabine, com um padrão mais simples em relação à do Bronco Sport, tem encaixes que permitem a fixação de porta-objetos personalizados, como porta-mapas ou revisteiros, que podem inclusive ser criados com impressoras 3D.

Ford Maverick quer ser uma opção de quem acha as picapes médias grandes demais
A Maverick vem com uma cabine com um padrão mais simples e um painel com conectividade de série com o aplicativo FordPass. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

O painel digital, a tela multimídia de 8 polegadas e os puxadores das portas com design singular são os destaques da cabine. Como os demais modelos da marca, a Maverick traz conectividade de série com o aplicativo FordPass, que coloca informações e comandos remotos no celular do motorista.

Na lista de equipamentos de série, outros destaques são os retrovisores elétricos com repetidor de seta, o ar-condicionado automático digital de duas zonas, a chave com sensor de presença, a abertura das portas por código sem chave (Keypad), o volante revestido em couro com ajuste de altura e profundidade, os bancos com ajuste elétrico de oito posições para o motorista, o painel de instrumentos com tela colorida de 6,5 polegadas, o console central com porta-objetos e descansa-braço, a tomada de 12 V na traseira e o multimídia Sync com tela “touchscreen” de 8 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

Assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestre e ciclista, alerta de colisão frontal, sistema de assistência de frenagem e freio automático após impacto reforçam a segurança. Contudo, na faixa de preços praticada pela Maverick, seriam esperados itens como o piloto automático adaptativo, o alerta de saída de faixas, o sensor de ponto-cego, o retrovisor interno fotocrômico e as aletas para trocas de marchas no volante. A capota marítima da caçamba ser oferecida apenas como acessório também é inusitado em uma picape de R$ 240 mil.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

O motor a gasolina 2.0 EcoBoost da Maverick gera 253 cavalos a 5.500 giros e 38,7 kgfm de torque e 3 mil rpm. Contudo, a curva de torque é bem plana e a maior parte da força já está disponível a partir de 1.500 rotações, o que justifica o desempenho ágil da picape – conforme os dados da Ford, acelera de zero a 100 km/h em 7,2 segundos. A transmissão não apresenta trancos ou indecisões. A suspensão bem regulada e os pneus todo-terreno Pirelli Scorpion AT 225/65 R17, também idênticos aos do Bronco Sport, ajudam a oferecer uma agradável consistência ao desempenho no asfalto. A capacidade de fazer curvas em alta de forma segura e elegante, mesmo com a caçamba vazia, e o bom diâmetro de giro são surpreendentes para uma picape.

Ford Maverick quer ser uma opção de quem acha as picapes médias grandes demais
O motor a gasolina 2.0 EcoBoost da Maverick gera 253 cavalos a 5.500 giros e 38,7 kgfm de torque e 3 mil rpm. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix

No off-road, os números da Maverick falam por si. O entre-eixos é longo, de 3,07 metros – exatos 40 centímetros a mais que o Bronco Sport –, enquanto os ângulos de entrada (20,6 graus), de saída (21,2 graus) e de transposição de rampa (18,1 graus), a distância livre do solo (21,8 centímetros) e a capacidade de imersão (45 centímetros) são todos menores em comparação aos do “colega de fábrica” SUV. Apesar disso, embora sem a destreza radical do Bronco Sport nas trilhas, a Maverick se vira bem nos “pedaços de mau caminho”. Os modos de gerenciamento de terreno – “Normal”, “Escorregadio”, “Lama/Terra”, “Areia” e “Reboque/Transporte” – ajustam direção, controle eletrônico de estabilidade e tração, transmissão e resposta do motor. Se nenhum deles resolver, os dois ganchos frontais facilitam o reboque dos atoleiros.

FICHA TÉCNICA

Ford Maverick quer ser uma opção de quem acha as picapes médias grandes demais
De acordo com a fabricante, o consumo da Ford Maverick fica em 8,8 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada. Crédito: Luiza Kreitlon/AutoMotrix
  • Motor: 2.0 turbo EcoBoost a gasolina
  • Potência: 253 cavalos
  • Torque: 38,7 kgfm
  • Transmissão: automática de 8 velocidades
  • Tração: integral AWD
  • Suspensão: dianteira independente Twin-I-Beam e traseira multilink. Controle eletrônico de estabilidade e tração, controle automático em descida e assistente de partida em rampa
  • Direção: elétrica
  • Freios: disco nas quatro rodas, freio de estacionamento eletrônico e auto hold
  • Rodas e pneus: liga leve de 17 polegadas com pneus 225/65 R17 All Terrain e estepe full-size
  • Dimensões: 5,07 metros de comprimento, 2,13 metros de largura (incluindo os espelhos), 1,73 metro de altura e 3,07 metros de distância de entre-eixos
  • Vão livre do solo: 21,8 centímetros
  • Capacidade de imersão: 450 centímetros
  • Peso bruto total: 2.361 kg
  • Capacidade de carga: 617 kg ou 943 litros
  • Tanque de combustível: 67 litros
  • Preço: R$ 239.990 (base Brasília)

Este vídeo pode te interessar

A Gazeta integra o

Saiba mais
carros veículos Ford Mercado Automotivo Picape Ford Maverick

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.

Logo AG Modal Cookies

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.