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Atletas do ES representam o Brasil em corrida solidária mundial

Viviane Motta, Rosivania Soares e Diana Bellon participarão da Corrida Virtal pela Solidariedade Global, que reunirá atletas de vários países

Publicado em 28/08/2020 às 15h43
A imagem mostra Diana e Viviane durante provas de ultramaratona
Diana Bellon (esq.) e Viviane Motta (dir.), atletas do ES, participarão da Corrida Global pela Solidariedade. Crédito: Reprodução/Instagram

Três atletas do Espírito Santo que competem em ultramaratonas, as corridas com mais de 42 quilômetros, participarão da Corrida Virtal pela Solidariedade Global, um evento mundial que irá reunir atletas de vários países durante este sábado (29) e domingo (30), com o propósito de arrecadar alimentos para doação. Viviane Motta, moradora de Cariacica, e Rosivania Soares, moradora de Vila Velha, representarão a Seleção Brasileira, enquanto Diana Bellon, de Domingos Martins, correrá por conta própria.

A competição, organizada pela Associação Internacional de Ultramaratona (AIU), será feita de forma virtual e os atletas poderão escolher o melhor horário para competir durante o final de semana. A duração da prova será de 6 horas e os competidores poderão optar por ambientes abertos ou fechados, mas deverão gravar seu desempenho em alguma plataforma esportiva.

Dentre os 18 atletas que farão parte da Seleção Brasileira na competição, estão Viviane e Rosivania. As duas foram convocadas levando em conta as três melhores marcas das competições de 24 horas e seis melhores marcas dos 100 km, das participações brasileiras nos torneios Mundiais e Continentais, de 2014 até 2019.

Para Viviane, é uma honra poder ser convidada para um evento que ela classifica como nobre, sobretudo em um período de pandemia mundial por conta do coronavírus. Ela explicou que, com o cancelamento dos mundiais de atletismo, a AIU decidiu criar uma forma para os atletas conseguirem disputar uma corrida.

"Para mim é uma honra muito grande, porque fazer parte da Seleção Brasileira é algo surreal e percorrer a distância que percorremos é também. Poder representar o Brasil dentro do Espírito Santo em um evento tão nobre como esse é algo honroso demais", contou.

Durante a prova, que será realizada por ela em Interlagos, na Serra, Viviane irá arrecadar fundos para o Harthur, de 4 anos, que nasceu com a Síndrome de West, um tipo raro de epilepsia que se manifesta majoritariamente no primeiro ano de vida e afeta principalmente crianças do sexo masculino. A atleta explicou que, por conta de negligência médica, Harthur teve as pernas amputadas ainda muito jovem. As doações poderão ser feitas através de uma conta que Viviane divulgou em suas redes sociais.

"É algo solidário. Minha ansiedade está muito maior para essa corrida do que para uma competição. O preparo está sendo igual, porém, para um evento beneficente. Para mim, será uma corrida contra o tempo para conseguir arrecadar o maior valor e o máximo de materiais possível para dar uma vida mais digna para o Harthur", disse.

Já Rosivania Soares, outra atleta do Espírito Santo convocada pela Seleção Brasileira para o evento — e que também disputará a prova em Interlagos — afirmou que representar o seu país em uma competição internacional é uma sensação única. Ela contou que já vestiu a camisa da seleção em outras competições, mas, desta vez o sentimento será diferente.

"Já tive a oportunidade de representar o Brasil em outras modalidades de corridas, como 100 quilômetros e 24 horas em competições. Mas representar o Brasil correndo em prol da solidariedade é muito gratificante, porque estou fazendo o que mais gosto, que é correr, e ainda podendo ajudar o próximo. Isso não tem preço", afirmou.

Diana Bellon, por sua vez, apesar de não ter sido convocada pela Seleção, resolveu correr por conta própria. A ultramaratonista é natural de São Paulinho do Aracê, em Domingos Martins, na regão Serrana do Espírito Santo, e irá recolher arrecadações em dinheiro para ajudar a Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes). 

A falta de competições por conta da pandemia foi uma das motivações para a atleta participar do evento mundial. Ela alegou também que a Amaes passa por dificuldades durante a pandemia, falta dinheiro para arcar com custos de professores e funcionários. As doações poderão ser feitas através de uma conta que Diana divulgou em suas redes sociais, e outros materiais poderão ser doados no local onde ela correrá, na Rota do Lagarto, em São Paulinho do Aracê. 

"Como não temos corridas por causa da pandemia, eu optei por fazer aqui em São Paulinho onde moro, por ser uma região de grande movimento turístico. Vou ajudar a Amaes, por conhecer um pouco do que eles estão vivendo nessa pandemia, falta de dinheiro pra pagar funcionários e professores. Por isso estamos arrecadando alimentos, roupas para o bazar deles e dinheiro através do PicPay da associação", finalizou.

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