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Demanda por imóveis se mantém aquecida no ES do compacto ao alto padrão

Bairros consolidados e empreendimentos econômicos continuam com alta procura, enquanto loteamentos e unidades maiores passam por boom de vendas

Publicado em 01/06/2021 às 01h50
Imagem aérea da Praia de Itaparica em Vila Velha
Praia de Itaparica, em Vila Velha, está entre os bairros que continuam em ascensão na área litorânea da Grande Vitória. Crédito: Luciney Araújo

O mercado imobiliário vem passando por uma nova fase, de alta demanda, principalmente por imóveis mais espaçosos, destacando-se aí condomínios de casas e lotes ou loteamentos, a partir do segundo semestre do ano passado. Por outro lado, os imóveis econômicos, principalmente os de dois quartos, ainda continuam sendo o carro-chefe das vendas do setor no Espírito Santo. Essas e outras tendências do mercado imobiliário capixaba podem ser conferidas na revista digital interativa "Boom Imobiliário 2021", que traz um panorama do segmento.

Segundo o diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES) Leandro Lorenzon, os apartamentos compactos de 1, 2 e 3 quartos permanecem no topo das vendas. “São imóveis que atendem ao tamanho das famílias de hoje. Apesar de que, durante a pandemia, muita gente buscou casas ou lotes para construir, mas é algo pontual. Nem todo mundo tem condição financeira para isso e opta por comprar o que está dentro da sua capacidade, que são apartamentos menores”, observa.

No entanto, a procura por imóveis maiores, principalmente casas e loteamentos, também tem tido uma alta desde o ano passado por conta do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 13ª Região (Creci-ES), Aurélio Cápua Dallapícula, a ampliação do home office, ou seja, mais pessoas trabalhando de casa, fez crescer essa necessidade.

“A procura de apartamentos de 3 quartos aumentou com essa tendência. E também, quem morava em imóveis menores buscou um lugar maior para estar. O mesmo se deu com a procura de casas e loteamentos mais afastados, mas com infraestrutura de bairros planejados para atender a essa demanda”, disse.

Para o diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES) Eduardo Fontes, o isolamento social também reforçou a busca por imóveis em regiões mais consolidadas, com tendência a valorizar mais, com proximidade a comércio e serviços, além de uma boa área de lazer nos empreendimentos.

Aurélio Cápua Dallapícula, presidente do Creci-ES
Aurélio Cápua Dallapícula, presidente do Creci-ES: “A procura de apartamentos de 3 quartos aumentou com a tendência do home office. E também, quem morava em imóveis menores buscou um lugar maior. O mesmo se deu com a procura de casas e loteamentos mais afastados, mas com infraestrutura de bairros planejados para atender a essa demanda.”. Crédito: Divulgação/ Creci

“Bairros como Jardim Camburi, em Vitória, e Itaparica, em Vila Velha, têm atraído lançamentos de dois quartos, voltados para a compra do primeiro imóvel e de jovens famílias. Além disso, temos a Serra, com empreendimentos econômicos, que estão sempre em alta demanda, além de ser um dos principais municípios para o lançamento de condomínios de lotes e loteamentos”, observa.

BAIRROS CONSOLIDADOS

Na esteira das tendências do mercado imobiliário, os bairros consolidados são os que têm mais valorizado e recebido mais lançamentos. Em Vitória, por exemplo, os imóveis residenciais tiveram uma valorização média de 7,46% em 2020, segundo o índice FipeZap, deixando a Capital entre os cinco maiores aumentos entre 50 cidades pesquisadas. Foi a maior valorização do metro quadrado nos últimos cinco anos.

Isso reforça a ascensão contínua dos bairros na área litorânea tanto de Vitória (Jardim Camburi, Jardim da Penha, Praia do Canto e Barro Vermelho) quanto de Vila Velha: Praia da Costa, Itapuã e Itaparica, que são bairros contínuos e de frente para a orla.

Já na Serra, segundo o diretor do Sinduscon-ES, Leandro Lorenzon, o cenário é diferente, porque o que se valoriza é a região central do município, que começa a partir de Laranjeiras e Jardim Limoeiro. “Em Cariacica é na região de Campo Grande, bairro Dona Augusta e bairros vizinhos, onde está a maior parte de comércio e serviço”, observa.

BAIRROS QUE SÃO APOSTAS DO MERCADO:

  1. A Gazeta - oding7f3
    01

    Vitória

    Jardim Camburi, Jardim da Penha, Praia do Canto, Barro Vermelho e Santa Lúcia e Enseada do Suá continuam em evidência. Foto: Luciney Araújo

  2. A Gazeta - 0x03rnl9lkfk
    02

    Vila Velha

    Praia da Costa, Itapoã e Itaparica. Ganham destaque também a região no entorno das Rodovias do Sol, Darly Santos e Leste-Oeste, como Jockey de Itaparica, Santa Paula e Vale Encantado. Foto: Carlos Alberto Silva.

  3. A Gazeta - as9p9x5e
    03

    Serra

    A valorização está na região central, que começa em Laranjeiras e Jardim Limoeiro, mas atinge também as regiões de Jacaraípe e Manguinhos. Foto: Luciney Araújo

  4. A Gazeta - bdwisw3l4cb
    04

    Cariacica

    Região de Campo Grande, bairro Dona Augusta e bairros vizinhos, além do entorno da Leste-Oeste. Foto: Claudio Postay/  Divulgação PMC.

  5. A Gazeta - sg64xae
    05

    Interior

    Domingos Martins e a região de Pedra Azul continuam em alta, com valorização devido à grande procura. Ganham também destaque as Três Santas: Santa Leopoldina, Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá. No Litoral Norte, as atrações são Guriri (São Mateus), Linhares e Aracruz. No Sul, Anchieta, Itapemirim e Cachoeiro de Itapemirim também estão no foco das construtoras.

TIPOLOGIA

Mais espaço

Aumentou a procura por imóveis maiores, além de casas e loteamentos. Essa tendência permanece ainda, devido ao isolamento social que tem feito com que mais pessoas trabalhem em home office.

Compactos

No entanto, a procura por imóveis compactos de 1 e 2 quartos ainda aponta uma alta demanda, que não deve se dissipar tão cedo.

TIPOS DE EMPREENDIMENTOS

Padrão econômico

Imóveis no padrão econômico ainda são forte tendência do mercado, mantendo a demanda mesmo em períodos de crise.

Casa Verde e Amarela

Um dos pontos fortes são os subsídios do governo, principalmente na linha Casa Verde e Amarela.

Alto padrão

Já os imóveis de alto padrão, apesar de nunca saírem do radar do mercado imobiliário, no último ano tiveram uma retomada da alta de vendas, causada pela queda de juros e do baixo retorno da renda fixa. Enquanto bancos mantiverem taxas de financiamento atraentes, esse mercado continuará a crescer.

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