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Entenda por que este é um bom momento para comprar imóvel

Especialistas explicam as mudanças que o mercado imobiliário vem passando desde 2020, que têm resultado no aquecimento do setor

Publicado em 26/05/2021 às 00h05
Corretor de imóveis
Juros baixos, mais facilidade de crédito e preços atrativos estão entre os fatores que propiciam oportunidade para quem quer comprar imóvel agora. Crédito: Freepik

O setor imobiliário vive ciclos. E os sinais de reaquecimento do segmento, iniciados a partir do segundo semestre de 2020, mostram que o momento atual é o de crescimento. Como prova, os lançamentos têm surgido com mais velocidade, fora os imóveis que já estão em construção e o que ainda há de estoque junto às construtoras e incorporadoras.

Enquanto outros setores da economia tiveram um forte impacto da pandemia do coronavírus, dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontaram um aumento de 9,8% na venda de imóveis em 2020, em relação a 2019. O quarto trimestre do ano passado trouxe ainda um aumento de 33,2% nos lançamentos imobiliários no país, em relação ao trimestre anterior, refletindo a maior oferta de produtos diante da alta na demanda. No primeiro trimestre de 2021, o aumento nas vendas foi ainda maior: de 27,1%, em relação ao mesmo período de 2020.

Esse boom imobiliário que o mercado capixaba vem experimentando – após a baixa de lançamentos nos últimos cinco anos –, também traz vantagens para quem deseja adquirir imóvel. O movimento é influenciado principalmente pela redução dos juros, o que impulsiona a aquisição de imóveis tanto para moradia quanto para investimento.  Com a Selic em 3,5% ao ano, os juros para a compra de imóveis partem de 6,2% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

Esses juros nos menores patamares históricos, mais facilidade de conseguir crédito e preços ainda atrativos compõem o cenário, explica o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Sandro Carlesso.

Sandro Carlesso

Presidente da Ademi-ES

"As taxas de juros para financiamento são as mais baixas da história. E a oferta abundante de financiamento dos bancos ajuda a reduzir essas taxas, por conta da concorrência, gerando oportunidade para quem quer comprar um imóvel"

Paulo Baraona, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Espírito Santo (Sinduscon-ES), também enfatiza sobre o momento oportuno para quem quer comprar imóvel. “As boas condições de crédito aumentaram a quantidade de pessoas que decidiu fazer um financiamento e o mercado está saindo de uma crise de cinco anos. Investidores também estão buscando imóveis como uma forma de escapar do baixo rendimento da renda fixa e da insegurança com relação à economia, além de ser um patrimônio físico, o que dá mais segurança”, avalia.

AUMENTO DOS LANÇAMENTOS

A pandemia do novo coronavírus, que obrigou as famílias a passarem mais tempo dentro de casa, estimulou a busca por novas opções de moradia, com plantas mais espaçosas e área de lazer. Esse aumento na demanda, do segundo semestre de 2020 para cá, surpreendeu até mesmo o mercado que precisou desengavetar projetos.

“Houve um reaquecimento do mercado no ano passado, e muitas empresas viram seus estoques reduzirem e ficaram quase sem produtos, tendo que planejar novos lançamentos. Quem aproveitou o momento conseguiu adquirir imóveis com valores estabilizados, já que, com o reaquecimento do mercado, esses preços tendem a ser reajustados”, acrescenta Carlesso.

O vice-presidente do Sinduscon-ES, Aristóteles Passos Costa Neto, também avalia como bom o momento atual para o setor, principalmente para quem deseja adquirir um imóvel agora. “O ano de 2020 foi muito bom para comprar, porque foi reduzido o estoque, que tinha preços ainda não reajustados. Mas, a partir do momento em que são lançados novos empreendimentos, a tendência é que o valor aumente, pois houve aumento nos insumos da construção civil, ou seja, impactando o custo de produção, que provavelmente será repassado”, atenta.

Mas Costa Neto é enfático ao afirmar que este ano ainda será muito bom para quem quer adquirir um imóvel, mesmo com os reajustes dos lançamentos. “O ano de 2021 vai ser de retomada e o cenário para a construção civil será de muito aquecimento nos próximos anos. Portanto, quem está pensando em comprar um imóvel, o momento é agora”, diz.

RETOMADA DO SETOR

Entre os dirigentes do setor, há uma expectativa muito positiva de retomada das atividades.“O mercado imobiliário tem sofrido muito desde 2014 e começou a aquecer no ano passado, apesar do cenário de pandemia. Mas, com o controle da pandemia a partir da vacinação da população, a atividade econômica deve dar um grande passo, assim como as reformas estruturantes que são importantes para a economia do país começar a ganhar corpo”, afirma Costa Neto.

O vice-presidente do Sinduscon-ES ressalta que haverá um grande crescimento do setor imobiliário no segundo semestre deste ano e nos primeiros seis meses de 2022. “E a tendência é que os próximos anos sejam muito bons para a indústria imobiliária, que é responsável por movimentar toda a cadeia econômica do país. E não fica apenas na construção civil, pois prefeituras e o próprio governo do Estado estão com grandes obras planejadas para iniciarem nos próximos meses, que beneficiarão toda a população e a economia do Espírito Santo”, acrescenta.

O presidente do Sinduscon-ES, Paulo Baraona, também confirma essa tendência.

Paulo Baraona

Presidente do Sinduscon-ES

"A economia começa a se movimentar. Há uma sinergia entre o Sinduscon e as empresas do setor. Vários projetos represados já começam a surgir como lançamentos, o que dá mais segurança a quem está investindo. Além disso, o setor da construção permeia quase toda a economia, o que o torna extremamente importante"

POR QUE É HORA DE COMPRAR?

  1. 01

    Juros baixos

    Com a taxa básica Selic em 3,5% ao ano, os juros para a compra de imóveis atingiram o menor patamar histórico, a partir de 6,2% ao ano, mais Taxa Referencial (TR), o que facilita o financiamento imobiliário. 

  2. 02

    Condições de financiamento

    A grande concorrência entre os bancos também contribui para que os consumidores consigam fechar contratos com condições ainda mais atrativas. Com a oferta abundante de crédito, é possível negociar e reduzir bastante as taxas. 

  3. 03

    Investimento

    Investidores também estão buscando imóveis como uma forma de escapar do baixo rendimento da renda fixa e da insegurança com relação à economia, além de ser um patrimônio físico, o que dá mais segurança.

  4. 04

    Lançamentos

    O mercado imobiliário está saindo de uma crise de cinco anos, com o reaquecimento das vendas. Motivadas pelo aumento da procura de imóveis na pandemia, construtoras estão desengavetando lançamentos e disponibilizando no mercado opções para todos os bolsos. 

  5. 05

    Imóveis em estoque

    Até meados de 2020, as empresas contavam com um volume maior de imóveis em estoque. É possível encontrar empreendimentos que não tiveram os valores reajustados. Mas a tendência é de alta nos preços, com o aumento da demanda. 

Financiamento
Quem quer comprar imóvel precisa fazer reserva financeira e não pode comprometer mais do que 30% da renda familiar com dívidas. Crédito: AdobeStock/Divulgação

ECONOMIA

Mas para o sonho de comprar um imóvel se tornar realidade,  organização financeira é primordial para evitar o endividamento e as negociações são muito bem-vindas. A educadora financeira Herica Gomes orienta que o máximo da renda familiar que deve estar comprometido com dívidas é 30%. “É preciso ter consciência de todas as dívidas que a pessoa tem para entrar nesse cálculo. As  parcelas de cartão de crédito, por exemplo, também contam.”

É preciso ter também uma reserva de emergência. “Mas a reserva de emergência é só para emergência mesmo. Quebrou um eletrodoméstico, ficou doente, perdeu o emprego, por exemplo”, ressalta Herica.

Para pagar a entrada do imóvel, a educadora financeira recomenda o que ela chama de reserva de oportunidades, ou seja, poupar uma quantia que ficará disponível apenas para pagamento de realizações pessoais, como a compra de uma casa, carro e até para fazer cursos.

Herica pontua que a taxa de juros é a primeira coisa a ser observada antes de fechar um financiamento. “A pessoa precisa entender que a prestação deve caber no orçamento dela. Nessa ânsia de pagar logo, acaba se comprometendo demais. É preciso analisar bem as oportunidades”, aconselha.

COMO SE PLANEJAR PARA COMPRAR UM IMÓVEL

  1. 01

    Antes de tudo, economize

    O ideal é ter uma reserva de oportunidades para a entrada. No caso de um financiamento, normalmente, é preciso ter 20% do valor do imóvel. Já no caso da compra na planta, esse valor à vista costuma ser menor – em torno de 5% a 10% do preço do imóvel –, com outra parte diluída durante a obra, para que seja contratado o financiamento após ela ser concluída.

  2. 02

    Faça simulações

    Faça uma simulação nos sites ou aplicativos dos bancos para saber se as parcelas irão caber no seu orçamento, de acordo com a renda, e qual valor máximo de financiamento poderá contratar.

  3. 03

    Mantenha as contas em dia

    Normalmente, as prestações podem chegar a 30% da renda bruta do comprador. Nesse caso, é considerado também se há outras dívidas que comprometem a renda, como financiamento de veículo e empréstimos.

  4. 04

    Pesquise

    A partir do momento em que sabe quanto poderá pagar, pesquise empreendimentos que se enquadrem no perfil que deseja. Avalie aspectos como localização, infraestrutura desejada e se há perspectiva de valorização na região.

  5. 05

    Prepare-se para despesas extras

    Lembre-se de reservar dinheiro para despesas, como o habite-se, certificado que deve ser emitido pela prefeitura antes da mudança para a casa nova. É preciso se planejar ainda para os custos da escritura, do registro e do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que representam até 5% do valor do imóvel.

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