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Vidigal diz que Serra ficou "parada no tempo, na idade da pedra"

Em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, o candidato que, no segundo turno, tenta o quarto mandato no município afirmou que a Serra não acompanhou os avanços em gestão pública

Vitória
Publicado em 24/11/2020 às 16h16
Vidigal
Sergio Vidigal em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta. Crédito: Reproduçaõ/G1

O candidato a prefeito da Serra Sergio Vidigal (PDT) criticou, durante entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, nesta terça-feira (24), a gestão pública do município. Tentando assumir o quarto mandato à frente da cidade, ele disputa o segundo turno com Fabio Duarte (Rede), candidato apoiado pelo atual prefeito, Audifax Barcelos (Rede). Vidigal afirmou que, enquanto houve avanços no Brasil com a digitalização de processos, a Serra ficou "parada no tempo, na idade da pedra."

"Nos últimos oito anos houve muito avanço na gestão pública no Brasil afora, com a digitalização de gestão, ferramentas tecnológicas. Não só a Serra, mas muitas cidades não acompanharam e ficaram paradas no tempo, na idade da pedra", apontou o candidato.

A crítica veio no momento em que Vidigal respondia sobre o que fazer para "enxugar a máquina pública", um dos pontos citados por ele em entrevistas e na apresentação de propostas. A digitalização dos processos seria um "instrumento importante além da reestruturação da máquina, da redução de secretarias e redução de espaços." 

O candidato disse que cerca de 76% do orçamento da prefeitura vão para custeio e despesas com pessoal, o que motivaria suas propostas na área de redução de secretarias. Para cumprir as promessas, no entanto, também conta com iniciativas para atrair investimentos, incentivar o empreendedorismo e aumentar a arrecadação. Vidigal concordou, no entanto, que a redução de cargos comissionados é "uma necessidade."

"Enxugar a máquina", no entanto, pode não ser o suficiente. Os prefeitos que vão assumir os municípios a partir de 2021 vão ter que lidar com os desafios deixados pela pandemia de Covid-19, como crise econômica e queda na arrecadação. "Não será fácil governar, não só a Serra, mas qualquer cidade nestes próximos quatro anos", admitiu. Diante disso, o candidato afirmou que vai apostar em escolher prioridades e rever a alocação de recursos para cumprir promessas de campanha.

Dentre elas, por exemplo, está a extensão do tempo de atendimento de unidades de saúde. Além da digitalização dos processos para marcação de horários, Vidigal garantiu que é possível estender o horário de atendimento para 20h e retomar os atendimentos aos sábados nas policlínicas. Para isso, conta com financiamentos do Ministério da Saúde e a priorização da saúde primária.

"É hora de fazer uma avaliação. Investir na (saúde) primária para economizar na (saúde) secundária e fortalecer e melhorar o conforto do paciente, de seu atendimento que será feito na sua própria região. Temos somente 30% de cobertura da saúde da família. A estratégia de saúde da família também tem financiamento do SUS e é um investimento importante para reduzir o número de pacientes que vão buscar atenção secundária ou buscar as UPAs para esse atendimento que poderia ser resolvido em seu próprio bairro", afirmou.

Mesmo raciocínio usado para falar sobre a Guarda Municipal. A Prefeitura da Serra fez um concurso para a guarda, mas não chamou efetivo suficiente para preencher as 170 vagas. O pedetista afirma que o município precisa de 300 guardas e fala em valorizar os que forem contratados. Para viabilizar isso, pensa em tirar de outras áreas da gestão. "O efetivo está aquém da necessidade do município. Isso é prioridade. Se nós temos hoje 750 cargos comissionados, mais de mil estagiários na cidade, com esse custeio imenso, creio que é um investimento que vale a pena. Não temos outra alternativa, temos que definir o que é prioridade", assinalou.

Quanto aos planos para atingir a meta do Plano Nacional de Educação, de oferecer vagas em período integral em pelo menos 50% das escolas da rede municipal, Vidigal afirma que não será preciso construir mais escolas. Antes, pretende usar outros espaços públicos e parcerias com instituições filantrópicas para cumprir a carga horária.

"Não vamos construir escolas. Vamos aproveitar os equipamentos públicos que a cidade tem para fazer a complementação da carga horária. Olha quantas praças, quantos equipamentos públicos pouco utilizados. A legislação também permite parcerias com instituições filantrópicas quando não tiver condições de oferecer vaga ao aluno", defendeu.

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