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Veja quem são os secretários que querem disputar a eleição na Grande Vitória

Eles têm que deixar os cargos em abril ou junho, a depender do cargo que vão disputar, de acordo com o que determina a legislação eleitoral

Publicado em 17/01/2020 às 21h18
Atualizado em 22/01/2020 às 10h45
Nem todos os nomes cotados hoje vão aparecer nas urnas. É o ritmo da política. Crédito: Carlos Alberto Silva
Nem todos os nomes cotados hoje vão aparecer nas urnas. É o ritmo da política. Crédito: Carlos Alberto Silva

A disputa por prefeituras ou por vagas em Câmaras Municipais da Grande Vitória deve contar também com secretários municipais e  estaduais. E A Gazeta mapeou os nomes que estão no radar.

Titulares que queiram disputar a eleição deste ano – e que tenham aval de seus partidos para isso – têm que deixar os cargos até abril ou junho. É o chamado prazo de desincompatibilização, determinado pela legislação eleitoral. A data limite para que os secretários se afastem das funções públicas varia de acordo com o cargo que pretendem disputar. 

Para entrar na disputa para prefeito, é preciso deixar as secretarias até quatro meses antes da eleição de outubro, ou seja, em junho.  Já se o objetivo for uma cadeira de vereador, têm que sair seis meses antes, em abril. Por enquanto, alguns dos nomes, principalmente quando se fala da corrida pelo Executivo municipal, são embrionários. São as conversas entre os partidos e até mesmo dentro das próprias legendas, que vão definir alguns destinos. 

Nem todos os nomes anunciados como pré-candidatos, ou especulados como tal, vão aparecer nas urnas em outubro. Mas eis alguns deles:

VITÓRIA

Em Vitória, dois secretários que são vereadores licenciados podem tentar a reeleição: Nathan Medeiros (PSB) e Luiz Emanuel Zouain (Cidadania). Nathan comanda a Central de Serviços. "Provavelmente vou tentar a reeleição ou, se surgir possibilidade de ser vice (vice-prefeito), estou à disposição", afirma o socialista.

Já Luiz Emanuel, titular da pasta de Meio Ambiente, diz que ainda não se decidiu: "Tenho até 4 de abril para decidir se volto à Câmara para disputar a reeleição ou se permaneço (na secretaria). O prefeito (Luciano Rezende) disse que apoia qualquer decisão. Estou conversando com meu grupo político". 

Outro nome citado nos bastidores é o de Bruno Toledo, secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho. Ele, no entanto, diz que não está filiado a partido político e não tem se articulado para concorrer a uma vaga de vereador, mas também não descarta a possibilidade.

O Cidadania, de Luciano Rezende, tem o deputado estadual Fabrício Gandini como pré-candidato à prefeitura da Capital.

VILA VELHA

Em Vila Velha, única cidade da Grande Vitória em que pode haver reeleição (o prefeito Max Filho não está no segundo mandato consecutivo), alguns secretários se movimentam para concorrer a uma vaga de vereador. O secretário de Administração da cidade, Rafael Gumieiro (PP), é cotado nos bastidores, mas desconversa: "Está cedo para definições. Neste momento, meu foco está em cumprir minha missão junto à administração do prefeito Max Filho."

Neymara Carvalho, que é subsecretária de Turismo (a Prefeitura de Vila Velha não tem uma secretaria de Turismo e sim uma subsecretaria ligada à pasta de Desenvolvimento Econômico) também é citada. Presidente do PSDB de Vila Velha, no entanto, ela diz que não tem nada decidido no partido. Nem em relação a ela, nem quanto a outros secretários municipais filiados à legenda. 

Enquanto isso, o ouvidor da prefeitura, Alexandre Salgado (PV), diz que quer ser candidato a vereador ou a vice de Max Filho, o que considera "um sonho". "E se Max Filho não for candidato, coloco meu nome na disputa (à prefeitura). Ele (Max) sempre deixa para informar na última hora. Hoje ele tem se movimentado como candidato natural a mais um mandato", complementa.

Prefeitura de Vila Velha. Crédito:  Felix Falcão/Divulgação
Prefeitura de Vila Velha. Crédito: Felix Falcão/Divulgação

Como ouvidor, Salgado não é ordenador de despesa e, assim, não precisa seguir o prazo de desincompatibilização igual ao dos secretários. Pode deixar o cargo público somente em julho, como determina a lei para servidores comissionados. 

SERRA

Na Serra, a lista de possíveis secretários-candidatos é maior, mas com muitos "mas" em jogo. O prefeito Audifax Barcelos (Rede) procura um sucessor. Pode ser alguém que não esteja filiado à Rede hoje e que não faça parte dos quadros da prefeitura. Mas também há nomes cotados dentro da própria administração. 

Um deles é Jolhiomar Massariol (Rede),  coordenador de governo. De férias, Jolhiomar não crava:  "Estou de férias até dia 20. Quando voltar irei discutir com o partido."

Elcimara Rangel (Rede), secretária de Assistência Social, pode ser candidata a vereadora. "Ainda estou avaliando a possibilidade com meu grupo de apoiadores e com o partido. Não tenho nada definido", afirma.

Igor Elson (Podemos) é citado por aliados de Audifax, mas exprimiu em poucas palavras o seguinte: "Não pretendo disputar, sou gestor, sou técnico. Mas sou soldado do prefeito. Se o grupo entender que eu possa ser importante no processo, vou discutir". Questionado se cogita disputar uma vaga de vereador ou a cadeira de prefeito, diz que também não há nada definido. 

Luciana Malini (PP), da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, diz que é pré-candidata a prefeita, mas vai deixar a prefeitura em abril. 

Titular da pasta de Cidadania e Direitos Humanos, Lourência Riani (PT) conta que é candidata a uma vaga na Câmara e também vai  sair da administração municipal em abril.

VIANA 

Em Viana, Ledir Porto (Podemos), secretário de Meio Ambiente, diz que terá uma conversa com o prefeito Gilson Daniel, do mesmo partido, na semana que vem para tratar do assunto Eleições 2020. "Posso ser (candidato) a qualquer cargo, depende do processo. Mas vamos decidir mais à frente", afirma. 

Antônio Cezar Lázaro (DEM), da Secretaria de Serviços Urbanos, é vereador licenciado (justamente para atuar na prefeitura) e ainda analisa o que vai fazer: "Se eu for disputar vou sair em abril, se eu não sair é porque não vou ser candidato. Ainda não conversei com o prefeito".

Fabio Luiz Gegenheimer (PSB), o Fabinho do Carvão, também é vereador licenciado. "Estou à disposição do partido. Para mim, o que o partido decidir está ótimo. O PSB está alinhado com o Podemos do prefeito Gilson, então o que for melhor para o município estarei à disposição."

O coronel Ramalho, que comanda a Defesa Social de Viana, diz que não está mantendo nenhuma conversa sobre candidatura, mas também não descarta a possibilidade. 

CARIACICA

Em Cariacica, Antonio Carlos Cesquim Diniz, secretário de Agricultura, diz querer disputar a prefeitura. Sem partido, ele diz que ainda conversa com legendas: "A Câmara eu não disputo.  É prefeito ou vice, mas a princípio o cargo de prefeito. Me afasto em abril, já conversei com o prefeito (Juninho)".

AFASTAMENTO

A desincompatibilização é necessária, pontua o advogado eleitoral Marcelo Nunes, para evitar que o cargo público seja utilizado para ajudar na eleição de secretários e outros ocupantes de funções públicas.  O também advogado eleitoral Alberto Rollo, reforça: "O motivo é evitar o uso do cargo que ele ocupa em prol da sua própria candidatura, dar um distanciamento".

GOVERNO DO ESTADO

No governo do Espírito Santo, o secretário pré-candidato que está mais em evidência no momento é Bruno Lamas (PSB), da Secretaria deTrabalho, Assistência e Desenvolvimento Social. Ele está de olho na Prefeitura da Serra. Lamas deve voltar à Assembleia Legislativa (é deputado estadual) e deixar o comando da pasta em breve. 

Bruno Lamas, deputado estadual licenciado e secretário de Trabalho e Assistência Social. Crédito:  Ellen Campanharo/Ales
Bruno Lamas, deputado estadual licenciado e secretário de Trabalho e Assistência Social. Crédito: Ellen Campanharo/Ales

Já Edmar Camata – que disputou uma cadeira de deputado federal em 2018 – hoje comanda a pasta de Controle e Transparência. Ele diz que ainda avalia se vai ou não entrar na corrida pela Prefeitura de Vila Velha. Ele não está formalmente filiado ao PSB desde assumiu a secretaria. 

Outro secretário, Marcus Vicente (PP), não descarta disputar a Prefeitura de Vitória. "Mas esse não é o plano A", pondera. A ideia é que o PP tenha candidato à Prefeitura da Capital, não necessariamente Marcus Vicente. 

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