Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Mesa Diretora

Veja pontos que levaram ao cancelamento da eleição na Assembleia do ES

Além da pressão de instituições e do governo após eleição adiantada, aliados dizem que a decisão por cancelar o pleito apenas antecipou o que poderia ocorrer judicialmente em breve

Publicado em 04 de Dezembro de 2019 às 19:16

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 dez 2019 às 19:16
Erick Musso foi reeleito para presidência da Mesa Diretora em votação antecipada Crédito: Tati Beling/Assembleia
Realizar a eleição antecipada para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa que vai assumir o comando somente em 1º de fevereiro de 2021 com 14 meses de antecedência gerou um desgaste e tanto para o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos). O recuo, com o anúncio nesta quarta-feira (04) de que a Mesa eleita no último dia 27 renuncia coletivamente, veio após uma escalada de acontecimentos e pressões. Assim, já não é mais certo que Erick será reeleito. Veja, ponto a ponto, o que levou ao recuo:
- O governador Renato Casagrande (PSB) já havia dito que o movimento fragilizava o Legislativo estadual. A OAB-ES entrou em cena e acionou a Justiça Federal para anular não apenas a eleição, mas os efeitos da Emenda à Constituição que permitiu a antecipação da escolha da Mesa do próximo biênio. A Ordem foi provocada pelo deputado estadual governista Dary Pagung (PSB) e por diversos outros atores, de acordo com o presidente da entidade, José Carlos Rizk Filho. 
- Integrantes da Igreja Católica também já se movimentavam. A ONG Transparência Capixaba divulgou nota contra a antecipação da eleição e o desembargador Ronaldo Gonçalves, presidente eleito do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), já havia sido escolhido como relator de outra ação contra a eleição, movida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania).
- Erick Musso e seu grupo decidiram não lutar contra tantas frentes ao mesmo tempo, ainda que, em uma "carta ao povo do Espírito Santo", tenham considerado que a eleição antecipada foi legal. Mesmo que a Justiça ainda não tenha se manifestado a respeito.
- José Esmeraldo (MDB), que votou para reeleger Erick Musso e, a princípio, concordou com a eleição antecipada, diz que o motivo é o respeito à opinião pública. "Criou um ambiente que não é recomendável na opinião pública. O desgaste ficou em cima do Erick. Não adianta querer ficar esticando a corda", resumiu. Esmeraldo participou da reunião, nesta quarta, em que o presidente da Assembleia definiu o recuo.
- Outro aliado de Erick avalia que ele e o grupo mais próximo ao presidente não souberam defender e justificar a proposta de eleição antecipada. A explicação, no entanto, é que era mais fácil para Erick Musso se reeleger agora para o próximo biênio do que na data previamente definida, 1º de fevereiro de 2021. Até lá, a base dele na Assembleia poderia não ser tão vasta e o governo do Estado poderia costurar outro nome.
- Há também quem diga que o presidente, ao recuar, apenas antecipou o que poderia ocorrer judicialmente em breve, com uma decisão determinando a anulação da eleição.
- O secretário de Estado da Casa Civil, Davi Diniz, garante que o Palácio Anchieta não agiu para promover o recuo de Erick Musso, apesar de ser contrário à eleição antecipada. Aliados de Erick, no entanto, alegam que o governo agiu por meios indiretos, movimentando outras instituições, como OAB-ES.
Enivaldo dos Anjos, ex-líder do governo e aliado de Erick Musso, já havia reclamado publicamente: É uma infeliz intromissão da OAB, ela devia cuidar da vida dela, e não do Parlamento".

OUTRA FRENTE

Os deputados Sergio Majeski (PSB), Dary Pagung (PRP), Iriny Lopes (PT) e Luciano Machado (PV) vão acionar a Justiça Estadual para garantir a anulação da Emenda à Constituição que, mesmo com a anulação da eleição, segue em vigor e permite que outro pleito seja convocado antes de 1º de fevereiro de 2021, que é a data originalmente determinada pela Constituição Estadual.
Gandini credita o recuo do presidente à movimentação das instituições e entidades, mas considera que há uma vitória apenas parcial: "O movimento da sociedade fez a gente ter essa vitória parcial. É necessário que a sociedade continue envolvida para reverter essa PEC que dá precocidade e surpresa nas eleições da Mesa Diretora. A gente ainda não afastou o fantasma de forma completa".
Majeski, que sempre foi contrário à eleição antecipada, não foi convidado para a reunião com Erick e a maioria dos deputados nesta quarta, avalia que os colegas desistiram devido à pressão feita por outras instituições e à cobertura da imprensa. Mas acha pouco: "O presidente deveria renunciar à presidência (a que ele exerce atualmente). Ele que liderou isso e sabia que não estava certo".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Dente do siso: entenda por que ele existe e quando a extração é necessária
Novos uniformes da Taça EDP foram apresentados aos times participantes durante o sorteio
Taça EDP das Comunidades define chaves em sorteio nesta terça-feira (16)
Acidente aconteceu na manhã desta terça-feira (16), no bairro Pedra D'água
Acidente entre moto e carro deixa motociclista ferido em São Mateus

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados