Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Na Justiça

OAB-ES vai manter ação para anular emenda que antecipa eleição na Assembleia

Erick Musso se comprometeu, em carta divulgada nesta quarta-feira (04), a renunciar à eleição que o reconduziria à presidência do Legislativo em 2021. A Ordem teme que novo pleito relâmpago ocorra na Casa

Publicado em 04 de Dezembro de 2019 às 19:17

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 dez 2019 às 19:17
Luiz Alochio, José Carlos Rizk Filho e João Dal'Col em entrevista para afirmar que vão manter a ação contra a emenda da eleição antecipada na Assembleia Crédito: Letícia Gonçalves
Temendo uma nova eleição relâmpago, a Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Espírito Santo (OAB-ES) decidiu manter a ação civil pública na Justiça Federal em que pede, entre outros pontos, a suspensão dos efeitos da emenda à Constituição Estadual que permite que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa seja escolhida muito antes do início do biênio em que vai comandar a Casa.
O presidente Erick Musso (Republicanos) e outros 21 deputados divulgaram, nesta quarta-feira (4), uma "Carta ao povo do Espírito Santo" em que dizem que a Mesa Diretora eleita no último 27 vai renunciar aos cargos que ocuparia. O pleito reconduziu Erick como presidente, mas para atuar somente a partir de fevereiro de 2021. Até lá, ele fica à frente do Legislativo estadual, mas havia antecipado, junto com a maioria dos deputados, uma decisão que, originalmente, só seria tomada em 1º de fevereiro de 2021, data da eleição estipulada pela Constituição.
Como a Emenda 113/2019 proposta por Erick e aprovada pelos deputados pouco antes da eleição modifica o texto e estabelece que os deputados podem eleger a Mesa antes, sem data pré-definida, nada impede que no ano que vem, por exemplo, outra eleição antecipada seja convocada, apesar da recente desistência.
"Eleição surpresa não pode acontecer", afirmou o presidente da OAB-ES, José Carlos Rizk Filho. "Poderíamos desistir do processo (a ação civil pública), mas tem risco de nova eleição relâmpago", complementou.
Na ação, a OAB-ES fez três pedidos. Um deles era a suspensão dos efeitos da eleição do último dia 27, o que está superado pelo recuo anunciado pelos deputados. Mas os demais pontos, o que ataca a Emenda 113/2019 e o que pede, como opção, que ela valha somente para a próxima legislatura, permanecem para a Justiça decidir.
OAB-ES vai manter ação para anular emenda que antecipa eleição na Assembleia
O argumento da OAB-ES é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que originou a Emenda 113 tramitou de forma errada. Não passou, por exemplo, pela Comissão de Constituição e Justiça. O texto, de autoria da atual Mesa Diretora - leia-se Erick Musso -  recebeu a chancela de uma comissão especial. 
O mesmo trâmite se deu com a PEC da Reforma da Previdência Estadual, mas de acordo com o advogado Luiz Henrique Antunes Alochio, um dos autores da ação civil pública, a comissão especial pode ser utilizada na tramitação de matérias de interesse público, como a reforma da Previdência, mas não em se tratando de uma eleição. 
Ele alertou, ainda, para um possível efeito da medida adotada pela Assembleia: "Isso pode se espalhar pelas Câmaras municipais. Um vereador é eleito (presidente) no primeiro dia de mandato (como prevê a lei) e cinco minutos depois, já que conta com o apoio de todos, faz a eleição para o segundo mandato (como presidente da Câmara). Em 2000 (na Era Gratz) tentou-se algo parecido (na Assembleia Legislativa), mas nem lá com tamanha ousadia", criticou. 

O PAPEL DA OAB

O presidente da OAB-ES rebateu, sem citar nomes, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), que questionou a atuação da OAB-ES no caso. "É uma infeliz intromissão da OAB, ela devia cuidar da vida dela, e não do Parlamento", disse o parlamentar. 
"Quem fala isso não entende o que é a OAB. Não vamos nos omitir", rebateu Rizk Filho.
Ele também respondeu a críticas, ou teorias, de que a entidade teria agido orientada pelo governo do Estado, que sempre foi contra a eleição antecipada da Mesa Diretora da Assembleia. "Não é prestigiar grupo A, B ou C. Emissários de todos os lados vieram, mas a OAB é independente", afirmou. 
Rizk Filho comemorou o recuo de Erick Musso:  "A Ordem comemora ter provocado esse repensar".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Mendonça autoriza segundo inquérito da PF contra Lulinha
Lucas Dias morava na casa interditada após desabamento que deixou quatro mortos em Cariacica
Tragédia que matou 4 em Cariacica interdita casa e deixa família desalojada
Lâmpada, conta de luz, iluminação, energia elétrica
Conta de luz manterá bandeira tarifária amarela em agosto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados