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Republicanos ganha mais prefeitos no ES, mas PSB ainda lidera

PSB elegeu 13 prefeitos, enquanto Republicanos comandará 10 cidades, incluindo a Capital do Estado. Para especialista, partidos começam a pavimentar possível disputa eleitoral em 2022

Vitória
Publicado em 02/12/2020 às 04h30
Atualizado em 02/12/2020 às 04h30
Lorenzo Pazolini (Republicanos), eleito em Vitória, e Victor Coelho (PSB), eleito em Cachoeiro de Itapemirim
Lorenzo Pazolini (Republicanos), eleito em Vitória, e Victor Coelho (PSB), eleito em Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: Vitor Jubini e Divulgação

Apesar de mudanças no quadro, com novos prefeitos eleitos em 2020, o PSB do governador Renato Casagrande ainda é o partido que elegeu mais chefes de Executivos municipais no Espírito Santo. A sigla manteve o número de 13 prefeituras, mesma quantidade que tinha antes do pleito. Já o Republicanos – do presidente da Assembleia LegislativaErick Musso – comandava sete cidades do Estado e agora conseguiu eleger 10 prefeitos, entre eles o da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Veja abaixo o mapa partidário do Estado.

Com nove prefeituras a partir de 2021, o Cidadania foi ultrapassado pelo Republicanos. O empate não foi possível porque o Cidadania perdeu, justamente, o comando do município politicamente mais importante do Estado, Vitória, hoje administrada por Luciano Rezende. Luciano tentou eleger como sucessor o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), mas o parlamentar foi derrotado ainda no primeiro turno.

O MDB, que se manteve com oito prefeituras, e o PDT, que perdeu um município e agora comanda sete cidades, completam a lista dos cinco partidos que mais elegeram prefeitos no Espírito Santo.

A tendência demonstrada nesta eleição, segundo a análise do cientista político João Gualberto Vasconcellos, é que o Republicanos tem crescido e assumido o papel de uma nova direita, não totalmente afastada da figura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas também não tão próxima assim. Para ele, os resultados da eleição e as movimentações do partido deixam claro que a agremiação se cacifa para a construção de um projeto político em 2022.

"Antes da eleição, já se tinha uma ideia de que o partido tinha esse projeto de poder. Acreditava-se que o deputado federal Amaro Neto (Republicanos) pudesse ser essa cara do partido, puxando votos. Agora, o Pazolini, após vencer a prefeitura da Capital, se torna o espelho deste grupo. É um partido que tem conversado bem com o MDB, de Lelo Coimbra, e com o PSDB, do deputado estadual Vandinho Leite", aponta.

João Gualberto observa que somando os prefeitos do grupo formado por Republicanos, MDB e PSDB, chega-se ao número de 22 mandatários, quase um terço do Estado. Por outro lado, o PSB conta a seu favor com as alianças com o Cidadania e o PDT, entre os principais partidos, com 29 prefeitos. Isso sem contar o PP que, apesar de ser nacionalmente um partido de centro, ou do Centrão, fez seis prefeitos no Espírito Santo e está alojado na base do governo Casagrande.

A exemplo de outros lugares do Brasil, o chamado Centrão também cresceu, não só com o PP, que passou de cinco para seis cidades, como com o PSD, o PTB, o Solidariedade, que aumentaram o número de prefeitos.

"São partidos que, nacionalmente, costumam agir de forma pragmática, se associando a quem tem mais chances de estar no poder. Ainda há muito campo para percorrer, tanto nacionalmente quanto estadualmente. Mas são forças que mostram seu tamanho regional e serão importantes para se ter diálogo, para quem quiser se eleger governador em 2022", analisa João Gualberto.

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