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Pazolini promete obras e anuncia compra de fuzil para Guarda de Vitória

Prefeito foi à Câmara prestar contas do primeiro ano de mandato. Clima foi amistoso e de poucas críticas à gestão municipal

Tempo de leitura: 4min
Publicado em 22/12/2021 às 21h57
Pazolini prestou contas na Câmara de Vitória
Pazolini prestou contas na Câmara de Vitória. Crédito: Natalia Bourguignon

O prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) prestou contas do primeiro ano de mandato nesta quarta-feira (22) na Câmara de Vitória. O clima da sessão especial, que durou quatro horas e foi a última do ano do legislativo municipal, foi amistoso, com poucas críticas e uma chuva de cumprimentos e elogios ao trabalho do atual chefe do executivo.

Entre as muitas promessas para o ano que vem se destaca o anúncio da abertura de R$ 450 milhões em editais de obras até março de 2022 e a aquisição de fuzis para serem usados pela Guarda Municipal de Vitória.

Sobre a compra de armamentos pesados, o prefeito afirmou que eles são necessários para “preservar a vida do agente público”.

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“Já constatamos a apreensão de diversos armamentos de longo alcance e fuzis com criminosos. Então a Guarda tem que ter também essa possibilidade. Ele (agente) não pode enfrentar um criminoso armado com fuzil com revólver calibre 38”, disse.

Ele ressaltou que a Guarda de Vitória faz parte de uma força-tarefa com agentes da Polícia Federal e teve também treinamento com integrantes da agência antidrogas dos Estados Unidos.

Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Ícaro Ruginski, já foi aberta a ordem de fornecimento para aquisição de cinco fuzis. Eles serão utilizados pelos membros da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), uma espécie de “tropa de elite” da guarda civil da Capital.

Os armamentos e cinco mil munições custarão cerca de R$ 130 mil aos cofres da prefeitura. Não há prazo para a chegada do material já que o pedido depende de autorização do Exército Brasileiro.

“Boa parte dessas munições será usada para treinamento dos nossos agentes. O fuzil é uma arma longa que tem por fim demonstrar aos criminosos a capacidade de confronto que a Guarda tem. É um equipamento robusto para inibir a criminalidade. Eles têm que ter equipamentos adequados, como fuzis e coletes balísticos, para prestar atendimentos em regiões de morro e de conflitos e não se retornar vítimas”, diz.

EDITAIS PARA OBRAS

Como parte do pacote de R$ 1 bilhão em investimentos anunciado pelo prefeito em setembro deste ano, Pazolini anunciou que até março do ano que vem o município vai abrir R$ 450 milhões em editais para obras na cidade.

O maior deles será lançado em 4 de janeiro e contempla a primeira parte da reformulação da Orla Noroeste, que vai custar R$ 84 milhões.

“Estamos trazendo uma série de escolas, unidades de saúde, reurbanização da Curva da Jurema, ciclovia da avenida Rio Branco, Rua da Lama e Mercado da Capixaba”, cita o prefeito.

Segundo ele, será o maior investimento per capita “da história do Espírito Santo”. A prefeitura não informou quando as obras devem de fato começar.

PASSAPORTE DA VACINA É MEDIDA DE “EMPATIA”

Questionado pelo vereador Armandinho Fontoura (Podemos) sobre a exigência do passaporte de vacina nos eventos, o prefeito afirmou que esse foi um pacto feito com o setor produtivo e com a cidade de Vitória.

“Vitória é primeiro lugar no Brasil como referência em vacinação e nós vamos manter esse protocolo. Se você quer ir a um evento, você precisa estar vacinado e comprovar essa vacinação. É uma medida de empatia e de responsabilidade social”, disse no plenário.

Ao final da sessão, ele foi perguntado por A Gazeta a respeito do projeto de lei que tramita na casa, de autoria do vereador Gilvan da Federal (Patriota), que quer proibir a obrigatoriedade da cobrança do passaporte da vacina nos eventos.

Nesse momento, o chefe do executivo municipal se esquivou e evitou se posicionar sobre o assunto.

“O papel do parlamento é debater. Acho que a gente precisa amadurecer a discussão, nossos técnicos participarão no parlamento e no momento correto nos iremos nos manifestar por o parlamento é independente e autônomo”, disse.

GESTÃO PRIVADA NA SAÚDE

Muitos vereadores questionaram o prefeito a respeito da saúde no município, considerada deficitária e problemática.

Pazolini respondeu que o sistema acaba sobrecarregado de pacientes que vêm de outras cidades da Região Metropolitana, mas sinalizou que estuda implementar a gestão privada nas unidades como solução para melhorar o atendimento.

“Temos a ideia de trazer as OSs (organizações sociais), dinamizar as relações de trabalho, trazer as boas doutrinas e práticas do setor privado com bom debate e diálogo. Sem dogmas e sem construção ideológica. Que seja bom para a população e para a cidade”, apontou.

A solução foi criticada pela vereadora Karla Coser (PT), que se disse “preocupada” com a perda na qualidade e na proximidade do serviço de saúde com as comunidades.

“O serviço público de Vitória, inclusive a nossa capacidade de vacinação, a reestruturação da saúde feita há varias gestões, o vínculo com a comunidade está muito ligado a qualidade do serviço público e dos servidores que estão ocupando esse espaço”, apontou.

O prefeito rebateu, dizendo que “infelizmente” o setor publico não tem ferramentas para resolver os problemas. Ele citou como exemplo positivo os hospitais do Estado que hoje são geridos por organizações privadas.

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