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Partidos da Serra recuam e estão divididos sobre propaganda na TV

Entre os que disputam a eleição no município, 14 são a favor da propaganda na TV e 14 são contra os candidatos da cidade terem horário eleitoral próprio

Publicado em 24/09/2020 às 08h33
Atualizado em 27/09/2020 às 20h06
Data: 27/12/2019 - ES - Vitória - Fachada da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Espírito Santo
TRE-ES: partido e membros do Tribunal se reúnem na quinta para discutir horário eleitoral na Serra. Crédito: Carlos Alberto Silva

A poucos dias do início da campanha, os partidos da Serra estão divididos sobre a possibilidade de o município ter propaganda eleitoral na TV este ano. Em agosto, 18 partidos encaminharam um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) solicitando a exibição de seus candidatos na televisão. A decisão se arrastou e nesta quinta-feira (24) TRE e partidos devem bater o martelo. Só que o cenário, que antes era de maioria favorável, agora é de divisão entre os caciques.

Até o final da tarde desta quarta-feira (23), véspera da reunião, 28 partidos se manifestaram oficialmente ao TRE quanto à questão: 14 são favoráveis ao município ter propaganda na TV e 14 são contra.

O movimento dos dissidentes da proposta de recuar e não ter horário no município começou na segunda-feira (21). O PSB, que tem Bruno Lamas como candidato a prefeito; o PSC, da candidata Gracimeri Gaviorno; e o DEM, que apoia Bruno Lamas, protocolaram um ofício comunicando a Justiça Eleitoral da desistência de apoiar a campanha.

Erramos: a reportagem registrou, em 24 de setembro, o DEM como partido coligado ao PDT de Sergio Vidigal e não ao PSB de Bruno Lamas, como é o correto. A informação foi ajustada no dia 27 de setembro.

Nesta quarta-feira (23), mais 11 partidos assinaram uma petição para que não haja horário eleitoral. Dos 14 que são contrários, cinco eram signatários do projeto que solicitava a campanha – PSB, MDB, DEM, PSC e DC. O argumento, segundo o vereador Pastor Ailton (PSC), que organizou o movimento dos dissidentes, é que os partidos não têm dinheiro para bancar propaganda na TV.

"Demorou muito para se tomar uma decisão e agora, em cima do começo da campanha, muitos partidos vão ter dificuldade para bancar. A propaganda na TV era algo que não existia entre as possibilidades da campanha passada, de 2016, que é o nosso teto de gastos. Então fica difícil bancar essa estrutura. Quem quer a campanha é quem tem mais dinheiro e que está com a máquina na mão", afirma o parlamentar.

OS FAVORÁVEIS

Dos 18 signatários favoráveis à campanha na TV em agosto, 16 reiteraram o pedido no último dia 16 de setembro. Nesta quarta, o número passou para 14. Entre os que clamam pelo horário na TV estão o PL, que tem como candidato a prefeito Alexandre Xambinho; o PCdoB, de Eben de Moraes; a Rede, com Fábio Duarte, que é o indicado pelo atual prefeito Audifax Barcelos (Rede); e o PP, de Luciana Malini (PP).

Entre os partidos que não têm candidato a prefeito, mas que fazem parte da chapa de candidatos a prefeito favoráveis ao horário eleitoral estão Patriota, PMN e Podemos, que estão coligados com Fábio Duarte; e o Republicanos, que apoia Xambinho.

O PSOL, que não fará parte da chapa de candidatos a prefeito, e o PT, que deve decidir nos próximos dias se apoia Rede ou PDT, também assinam entre os que querem a campanha da Serra na TV. O Avante, que está com Bruno Lamas, e o PROS, com Vandinho, completam a lista dos 14 favoráveis.

"Não queremos que isso vire uma disputa. A gente está pensando na saúde tanto de candidatos quanto de eleitores. A TV é uma alternativa para os candidatos poderem chegar ao público sem ter o tradicional corpo a corpo. A ideia é que todos possam debater suas propostas e se apresentar para o morador da Serra", defende o presidente do Podemos na cidade, Hamilton Luiz da Silva, que tem coordenado o movimento dos favoráveis à propaganda.

IMPACTO

O cenário eleitoral na Serra tem dois caminhos distintos caso tenha propaganda eleitoral ou não. Em tese, com a TV, candidatos que nunca ocuparam cargos eletivos, não foram prefeitos nem estão em mandato na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, ganham uma oportunidade para se apresentar na TV.

Por outro lado, larga na frente quem tem mais recursos de campanha para ser usado e quem tem coligação com mais tempo de TV. A divisão é feita de acordo com o tamanho das bancadas de deputados federais que cada partido elegeu em 2018.

Contudo, Vidigal, que é contrário ao horário eleitoral na Serra, é quem teria mais “vantagem”, já que tem em sua chapa o PSL, dono do segundo maior tempo de TV, e está encaminhado com o PT, que tem a maior fatia do programa eleitoral. O cenário de Vidigal é de 26,3% do tempo de TV, caso fique sem o PT, ou 37%, com os petistas.

Xambinho, que tem em sua chapa o PR e o Republicanos, é, entre os favoráveis ao horário eleitoral, o que deve ter mais tempo disponível, 12,2%. Seguido de Luciana Malini, com 7% e Fábio Duarte, com 4,4%.  O cálculo leva em consideração, as coligações formadas no município, o número de candidatos nas bancadas da Câmara e o número de votos válidos dos partidos em 2018.

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