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Julgamento de assassino confesso de Gerson Camata é marcado para agosto

Ex-governador foi morto com um tiro no dia seguinte ao Natal, em 2018, na Praia do Canto, em Vitória. Marcos Venicio disse, em Juízo, que não premeditou o crime

Publicado em 18/05/2021 às 15h50
Marcos Venicio Moreira Andrade, de 66 anos
Marcos Venicio Moreira Andrade confessou ter assassinado Gerson Camata em depoimento. Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

assassino confesso do ex-governador Gerson Camata vai ao banco dos réus em agosto, quatro meses antes de o crime completar três anos. O economista Marcos Venicio Moreira Andrade estará diante dos jurados no dia 3, às 9 horas, no Fórum Criminal, no Centro de Vitória.

O réu, que está preso desde 26 de dezembro de 2018, dia do assassinato, teve a prisão preventiva mantida pela juíza substituta Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage, da 1ª Vara Criminal da Capital, na decisão em que determinou a inclusão do caso na pauta para julgamento do Plenário do Júri, de janeiro.

O crime ocorreu no dia seguinte ao Natal. Gerson Camata havia acabado de comprar um livro e cumprimentava conhecidos numa calçada na Praia do Canto, em Vitória, quando foi abordado por Marcos Venicio, ex-assessor dele. Aos 77 anos, o ex-governador foi morto com um tiro, um crime que chocou o Espírito Santo.

Marcos Venicio foi detido em flagrante horas depois e, no dia seguinte, a prisão foi convertida em preventiva. Ele está no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana II.

Em 2019, o ex-assessor confessou o crime em interrogatório prestado ao juiz Felipe Bertrand Sardenberg Moulin, da 1ª Vara Criminal de Vitória. Na ocasião, afirmou que não premeditou o crime e que saber que tirou a vida do ex-chefe é uma “tortura diária”.

"O presídio é muito duro, mas mais duro ainda é saber que tirei a vida dele", disse Marcos Venicio, de acordo com a transcrição das declarações prestadas por ele em Juízo.

Assessor de Camata por 20 anos, Marquinho, como é conhecido, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPES) pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Marcos Venicio relatou ao juiz que abordou a vítima para questionar sobre um processo judicial por danos morais movido por Camata, em que o ex-assessor teve cerca de R$ 60 mil na conta bancária dele bloqueados pela Justiça.

JÚRI POPULAR

Ainda em 2019, o ex-assessor foi pronunciado – decisão para conduzi-lo a júri popular – pelo juiz Moulin. No julgamento, em agosto, o réu será interrogado e estão previstos os depoimentos de sete testemunhas pela acusação e cinco pela defesa. Também se manifestarão a acusação e a defesa.

A decisão sobre a condenação ou não de Marcos Venicio será tomada pelos jurados, e a sentença será proferida pelo juiz de Direito. A expectativa é que o julgamento dure, pelo menos, dois dias.

O QUE DIZ A ACUSAÇÃO

Os advogados Renan Sales e Ludgero Liberato, assistentes da acusação, acreditam que a conclusão do julgamento será a condenação de Marcos Venicio.

"A família recebe com felicidade a notícia acerca da designação da data do julgamento e reitera sua confiança no Poder Judiciário. Importante, ainda, foi a manutenção da prisão cautelar do réu, pois em razão da sua conduta, mostrou, concretamente, ser um perigo para toda sociedade, já que, covardemente, retirou a vida do próximo, à luz do dia, em local de grande movimentação, e por motivo totalmente banal e de forma premeditado", disseram, por nota.

"Acreditamos que não haverá outra conclusão senão a condenação, já que a prova dos autos é firme nesse sentido", complementaram.

O QUE DIZ A DEFESA

O advogado Homero Mafra, responsável pela defesa do réu, disse que a expectativa é que os jurados entendam a tese defensiva. "A expectativa é que é o júri faça justiça. Espero que os jurados entendam a tese defensiva que será mostrada a eles no momento próprio."

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