Faltando seis meses para as convenções partidárias, que batem o martelo sobre quem vai disputar as eleições deste ano, há pontos de indefinição na Serra, principalmente, sobre o nome que receberá o apoio do atual prefeito, Audifax Barcelos (Rede). O redista está no segundo mandato consecutivo e, logo, não pode concorrer ao cargo este ano.
Quem tem se aproximado de Audifax é o deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido), cotado até então disputar a Prefeitura de Vitória. O também deputado Vandinho Leite (PSDB) é pré-candidato ao Executivo da Serra e, questionado pela reportagem de A Gazeta, comentou brevemente as movimentações do colega de plenário: "Acho que a cidade (Serra) não aceita candidato de fora".
ÚLTIMO A SABER
O líder do governo na Assembleia, deputado Freitas (PSB), preferiu não dar declarações sobre o iminente retorno do correligionário Bruno Lamas à Casa. Com a volta de Bruno, Freitas fica sem mandato, já que só está na Assembleia porque é suplente do colega. Bruno licenciou-se do Legislativo para assumir a Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades). Como é pré-candidato à Prefeitura da Serra, tem que deixar o cargo, por determinação da legislação eleitoral, até abril.
Mas ele voltaria já em março à Assembleia. A expectativa, agora, é que ele retorne somente em abril mesmo. Freitas, comenta-se nos corredores do Legislativo estadual, não soube da movimentação de antecipação diretamente nem por Bruno Lamas nem pelo governador Casagrande.
CHUVA NO ES
O barulho político da chuva que provoca tragédias no Espírito Santo foi bem menos estridente na sessão extraordinária desta segunda-feira (27) na Assembleia Legislativa do que foi nas redes sociais. Os deputados estaduais reuniram-se em meio ao recesso para aprovar três projetos do governador Renato Casagrande (PSB) que preveem auxílio econômico às pessoas afetadas.
Foram todos aprovados, à unanimidade. Críticas ao governo do Estado foram rebatidas pela base casagrandista e a desinformação que circulou nas redes é que virou alvo, mas discretamente. "Muito triste que as pessoas se aproveitam da desgraça alheia para tentar aparecer e fazer mídia, mídia negativa", afirmou Luciano Machado (PV). O governo do Estado chegou a acionar o Ministério Público Estadual pedindo apuração sobre "fake news" que atacavam a administração estadual.
Capitão Assumção (PSL), que chegou a compartilhar vídeo de um suposto morador de Iconha que alegava não ter conseguido receber doações após as chuvas por não ter CPF o que foi negado tanto pelo governo estadual quanto pela Prefeitura de Iconha nesta segunda enalteceu as ações do governo federal no episódio das chuvas.
Assumção disse que a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) foi ágil e destacou que o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, até fixou um tuíte (uma postagem no Twitter) sobre o caso.
O presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), preferiu não polemizar: "O momento é de nos darmos as mãos e ajudar os mais de nove mil desabrigados. Não quero tecer nenhum tipo de comentário nesse sentido (após ser questionado sobre o espólio político das chuvas). É momento de olharmos para quem perdeu tudo".
IMPREVISTO
A deputada estadual Iriny Lopes (PT) compareceu à sessão extraordinária após a fase das votações nesta segunda-feira (27). Chegou de cadeira de rodas e com a perna engessada. De acordo com a assessoria da petista, ela sofreu uma queda logo quando saía de casa para ir à sede do Legislativo estadual e precisou de atendimento médico. Mesmo com o contratempo, a parlamentar participou das discussões na sessão sobre a tragédia que se seguiu às chuvas no Estado.