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Em busca do terceiro mandato, Casagrande prega "inovação"

Governador teve a candidatura à reeleição homologada em convenção do PSB neste domingo (31), ao lado do candidato a vice Ricardo Ferraço (PSDB)

Tempo de leitura: 6min
Vitória
Publicado em 31/07/2022 às 18h33
Convenção estadual do PSB confirma candidatura do governador Renato Casagrande à reeleição
Convenção estadual do PSB confirma candidatura do governador Renato Casagrande à reeleição com Ricardo Ferraço (PSDB) como vice. Crédito: Rodrigo Gavini

Para se contrapor ao discurso dos adversários que defendem um novo ciclo ou alguém novo no comando do Palácio Anchieta, o governador Renato Casagrande (PSB) teve a candidatura à reeleição homologada em convenção estadual do PSB ao som de um jingle em que adota o apelido  de "Casão" e discursou pregando que "Renato é renovação e inovação".

Casagrande, como sempre foi chamado no meio político, passou a usar também o primeiro nome para defender a sua busca pelo terceiro mandato à frente do Executivo do Espírito Santo, com o apoio de nove partidos, oficialmente.

No evento, realizado neste domingo (31) no Ilha Buffet, localizado dentro do Clube Álvares Cabral, em Vitória, Casagrande chegou ao lado da esposa, dona Virgínia Casagrande, e foi logo rodeado por lideranças, militantes e candidatos a deputado estadual e federal. A convenção reuniu uma grande multidão dentro e fora da área de eventos, contou com a participação de prefeitos de vários municípios, incluindo os de Cariacica, Euclério Sampaio (União Brasil), e de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), assim como de candidatos e lideranças de diversos partidos aliados.

Em entrevista coletiva concedida ao lado do candidato a vice-governador Ricardo Ferraço (PSDB) e da senadora licenciada Rose de Freitas (MDB), que será candidata à reeleição com o seu apoio, Casagrande assegurou que vai apresentar à sociedade "propostas que inovam" e que possam apresentar soluções ao que ainda é desafio no Estado a partir do dia 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral, além do programa de governo que vai registrar na Justiça Eleitoral.

Em relação à prioridade para um novo mandato, caso seja reeleito, Casagrande voltou a falar em "inovar nos novos desafios" para melhorar áreas já consideradas prioritárias da atual gestão, como educação, saúde e segurança pública.

Tanto na entrevista quanto no discurso, o governador não deu detalhes sobre propostas de maneira objetiva, apenas que quer fazer do Espírito Santo "referência nacional em políticas públicas". No primeiro momento, especificou apenas que está estruturando um trabalho inteligente de tecnologia na área de segurança pública.

No discurso, ressaltou que quer levar o Espírito Santo ao primeiro lugar em educação, não só em relação ao ensino médio, mas de maneira geral, destacou as realizações da sua atual gestão, em especial o enfrentamento da pandemia da Covid-19, a melhoria de posição no ranking nacional de violência e os investimentos na área de infraestrutura.

Renato Casagrande (PSB)

Governador do Espírito Santo e candidato à reeleição

"Em 2011, quando assumi o governo, este Estado era o segundo mais violento do Brasil. Ano passado, ficamos na 13ª posição. Vamos chegar entre os cinco estados menos violentos deste país. Vamos ter um programa robusto de energia renovável, vamos ter um programa robusto da Escola para o Futuro, que é a escola que vai fazer a integração maior entre aluno e professor."

Durante cerca de 40 minutos de discurso, Casagrande narrou a sua trajetória política, falou de suas qualidades pessoais e destacou alguns aliados que estarão ao seu lado na campanha à reeleição. Antes, pediu uma oração ao pastor Marcelo Henrique, presidente da Associação de Pastores da Serra (Apes).

Ele ressaltou que Ricardo Ferraço vai lhe ajudar "na campanha e depois a governar o Espírito Santo" e ressaltou as qualidades da senadora Rose ao defender a aliança com ela. "Rose é uma senadora que luta, é mulher guerreira, de luta. Vai ser nossa senadora", frisou Casagrande.

Já Ferraço, avaliou em seu discurso que "nos próximos quatro anos o melhor está por vir, porque os alicerces estão consolidados". Ele também pediu aos convencionais que estendam o apoio dado a ele e Casagrande para a senadora Rose de Freitas.

"É muito importante que vocês também nos ajudem a levar Rose de Freitas para o Senado. Uma mulher com muita energia e que faz um mandato voltado para o trabalho. Se chegarmos ao governo do Espírito Santo vamos precisar de Rose em Brasília para fazer interlocução em favor do Estado", acrescentou o candidato a vice-governador.

Já a senadora, ressaltou a sua atuação em favor dos municípios, sendo conhecida como "senadora do interior" e disse que todos os prefeitos presentes na convenção do PSB a conhecem, justamente por essa atuação.

"Eu tinha a escolha de ficar em casa, passear, conhecer Foz do Iguaçu, que eu não conheço, mas escolhi, quando vi Renato arregaçar a manga para continuar no governo, eu escolhi caminhar com ele. E não foram poucos os obstáculos, porque para a mulher é mais difícil. Pode acreditar que para a mulher é mais difícil", disse Rose, finalizando o discurso com um grito de "Viva a democracia!".

Convenção estadual PSB
Senadora Rose de Freitas (MDB) é a candidata ao Senado com apoio de Casagrande . Crédito: Iara Diniz

"CAPACIDADE DE UNIR FORÇAS HETEROGÊNEAS"

Ao discursar durante a convenção, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, exaltou a atuação de Casagrande como militante partidário, disse que o PSB tem no Espírito Santo "o melhor governador do PSB" e destacou a capacidade do governador de formar alianças amplas.

"Quero realçar uma coisa importantíssima para o momento que vive o nosso país: é a capacidade de Renato Casagrande de unir forças, as mais diferentes, as mais heterogêneas, partidos que vão do centro à esquerda, do PT ao Podemos", enfatizou Siqueira.

A coligação de Casagrande tem oficialmente, até agora, nove partidos, incluindo o PSB. São eles: PSDB, Cidadania, PT, PV, PCdoB, MDB, PDT e PP. Outros dois podem entrar: Pros e Podemos ainda não confirmaram apoio a Casagrande em suas convenções, mas os dirigentes estaduais dos dois partidos, Luciano Pingo e Gilson Daniel, respectivamente, garantem estar no palanque casagrandista. 

No caso do Podemos, a legenda ainda avalia a possibilidade de lançar a candidatura avulsa do coronel Alexandre Ramalho (Podemos) para senador. Para isso, teria de ficar de fora da coligação formal de Casagrande ao governo. Já o Pros tenta negociar a indicação de um suplente de senador e, caso consiga isso em alguma candidatura que não seja a da senadora Rose de Freitas, também não poderá integrar formalmente a coligação em prol da reeleição do governador.

Casagrande falou a respeito da formação de amplas alianças para disputar o governo do Estado. No eleição anterior, ele concorreu em uma coligação com 18 partidos. Agora, embora em número menor, também é o candidato a governador com o maior número de partidos aliados.

Já no que diz respeito à disputa presidencial, o presidente nacional do PSB chegou a puxar o coro em favor do candidato do PT, o ex-presidente Lula, que tem o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. Foi correspondido na plateia, mas não recebeu muito apoio de quem estava no palanque ao lado do governador.

Em seguida, o assunto foi retomado no discurso de Casagrande, que preferiu se explicar por não dar tanta ênfase à fala pró-Lula feita por Siqueira. Ele destacou que a convenção do PSB tinha representantes dos mais diversos espectros políticos, prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, lideranças comunitárias, de maneira que era "uma convenção da sociedade capixaba". Na última eleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o mais votado no Espírito Santo.

"Nossa característica neste Estado é ter amplas alianças. Só pode conviver com as diferenças quem tem capacidade de dialogar. Temos partidos que apoiam outras candidaturas a presidente. Se eu quero conviver com a diferença, tenho de respeitar isso. Eu não preciso defender o meu candidato falando mal do candidato do outro. Preciso ser respeitoso com as pessoas", salientou Casagrande.

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